BACABAL - As buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal - Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro -, completam 25 dias nesta quarta-feira (28) sem que haja qualquer vestígio sobre o paradeiro das crianças. Diante da falta de pistas, a força-tarefa foi reduzida, enquanto a investigação policial foi intensificada.
O delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Éderson Martins, disse que “enquanto não tiver localização de mais indícios, tudo pode ter acontecido”. Segundo ele, a principal a principal linha de investigação é de que os meninos se perderam na mata.
Força-tarefa atua em local onde cães farejaram odor das crianças
A força-tarefa segue concentrada em áreas de mata e na outra margem do Rio Mearim, onde cães farejadores chegaram a indicar odor compatível com o dos irmãos. Apesar disso, nenhum novo vestígio foi encontrado.
Redução do número de agentes na força-tarefa
Após varreduras por terra, água e ar, as equipes reduziram o número de agentes envolvidos nas buscas. Paralelamente, a investigação policial foi intensificada, com o objetivo de levantar novas linhas que possam ajudar a esclarecer o caso.
O desaparecimento mobiliza familiares e autoridades, que continuam trabalhando para localizar as crianças.
Delegado desmente boatos sobre venda de crianças desaparecidas
O delegado-geral adjunto operacional da Polícia Civil, Éderson Martins, disse nessa terça-feira (27) que não procede a informação de que a mãe e o padrasto de Ágatha Isabelly, de seis anos, e Allan Michael, de quatro, teriam vendido as crianças por R$ 35 mil. Circulam nas redes sociais os boatos sobre uma suposta venda dos irmãos desaparecidos em Bacabal, mas a polícia desmente esta versão.
Integrante da força-tarefa que atua no caso, o delegado alertou que a disseminação de notícias falsas tem colocado a família das crianças em situação de risco.
“Essa informação (que as crianças foram vendidas) não procede. Infelizmente, com tanta informação falsa, estão colocando a família das crianças em constante risco. Todas as informações que chegam estão sendo checadas, e nenhuma linha de investigação é descartada”, afirmou Ederson Martins.
De acordo com o delegado, a mãe e o padrasto não são alvo da investigação neste momento, já que não há indícios de que tenham cometido crimes contra os meninos.
Secretário nega que irmãos desaparecidos tenham sido vistos em São Paulo
Nesta segunda-feira (26), Martins também se manifestou a respeito de uma denúncia de que os irmãos teriam sido vistos em São Paulo. O secretário disse que a notícia era falsa e criticou a disseminação de fake news sobre o caso.
“Foi verificada a denúncia sobre o possível paradeiro das crianças em São Paulo. Uma equipe da comissão de investigação foi deslocada e atuou em cooperação com a Polícia Civil do estado, mas a informação não se confirmou”, disse.
“As buscas aos irmãos continuam, com equipes atuando em áreas de difícil acesso e a Polícia Civil conduzindo a investigação de forma rigorosa. Reforçamos que informações falsas ampliam a dor da família e podem configurar crime”, concluiu.
Ainda de acordo com a Secretaria de Segurança Pública, todos que foram ouvidos até o momento foram chamados na condição de testemunhas e que qualquer informação diferente disso é falsa.
Desaparecimento de crianças em Bacabal
As três crianças desapareceram, no dia 4 de janeiro, após saírem para brincar no Quilombo de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal. No dia 7 de janeiro, Anderson Kauan, de 8 anos e primo das crianças, foi encontrado por carroceiros em uma estrada no povoado Santa Rosa, vizinho ao que havia desparecido. Aos profissionais ele afirmou ter deixado os dois primos enquanto buscava ajuda.
Desde o desaparecimento, a área de buscas, de cerca de 54 quilômetros quadrados, é marcada por mata de vegetação fechada, terreno é irregular, com poucas trilhas, difícil acesso, açudes, Rio Mearim e lagos.
Menino encontrado auxilia na busca por primos desaparecidos em Bacabal
Na última quarta-feira (21), Anderson Kauan auxiliou nas buscas das crianças. Após ter recebido alta hospitalar, depois de 14 dias internado, o garoto mostrou aos policiais o caminho que percorreu com os primos até uma cabana abandonada, próxima às margens do Rio Mearim.
Além disso, militares da Marinha estão usando o equipamento de sonar para fazer a varredura em trecho de 3 km do Rio Mearim em busca de vestígios das crianças. O equipamento mapeia áreas submersas, produzindo imagens do fundo do rio ou do mar, mesmo em locais com pouca visibilidade.
“Os trabalhos avançam pela região e, com prioridade, pelo leito do Rio Mearim, com apoio da Marinha e de mergulhadores do Corpo de Bombeiros. Também seguimos com as investigações para dar uma resposta à família, à comunidade de São Sebastião dos Pretos, em Bacabal, e a todos que acompanham o caso”, acrescentou Brandão.
Saiba Mais
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