Nova fase das buscas

Mergulhadores iniciam buscas subaquáticas por crianças desaparecidas em Bacabal

Quatro mergulhadores do CBMMA fazem varredura no lago Limpo após 11 dias sem pistas dos irmãos

Imirante.com

Atualizada em 14/01/2026 às 13h34
Quatro mergulhadores começaram uma varredura no lago Limpo, em busca de vestígios dos irmãos. Foto: Reprodução/Romarinho Bacabal

BACABAL - O Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA) iniciou, no fim da manhã desta quarta-feira (14), uma nova fase das buscas pelas crianças desaparecidas em Bacabal. Quatro mergulhadores começaram uma varredura no lago Limpo, em busca de vestígios dos irmãos Ágatha Isabelly, de 6 anos, e Allan Michael, de 4, desaparecidos há 11 dias no interior do Maranhão.

Lago Limpo é ponto estratégico da operação

O lago Limpo é o local por onde as crianças teriam passado enquanto estavam perdidas na mata. As informações foram dadas pelo menino Anderson Kauan, que havia desaparecido junto com Ágatha e Allan, mas foi achado no dia 7 de janeiro. A criança relatou que deixou os primos próximo ao lago e saiu para buscar ajuda.

“Estamos aqui com quatro mergulhadores fazendo a varredura, o pente fino na lagoa Limpa, com o objetivo de tirar qualquer dúvida que as crianças se afogaram aqui no rio. Se caso as crianças tenham se afogado, nossa equipe irá, com certeza, encontrar os corpos. Então o objetivo é esse fazer o pente fino, a varredura geral aqui na lagoa para poder identificar qualquer tipo de vestígio em relação às crianças”, explicou o coronel Hélio do Corpo de Bombeiros do Maranhão.

Continuidade das buscas

De acordo com o coronel Hélio, além da varredura subaquática, várias equipes continuam atuando em diferentes pontos da região.

“Até o momento não conseguimos mais nenhum tipo de vestígio relacionado às duas crianças desaparecidas, mas nossas equipes estão em campos, a todo vapor, com o objetivo de encontrar qualquer tipo de vestígio em relação às crianças”, afirmou o coronel do Corpo de Bombeiros do Maranhão.

Aplicativo possibilita o registro da área vasculhada

De acordo com o major, as equipes utilizam um sistema que registra todos os locais já percorridos. Cada operador carrega um celular com um aplicativo de geolocalização que marca automaticamente o trajeto feito, permitindo um controle detalhado da área já vasculhada.

O terreno foi dividido em 45 quadrantes, e cada equipe é responsável por um deles. Enquanto parte dos agentes percorre trilhas principais, outros entram em áreas de mata fechada, com vegetação densa e de difícil acesso.

Ainda segundo as forças de segurança, uma grande parte da região já foi analisada, com o apoio de voluntários, que reforçam o trabalho no local.

Cerca de 500 pessoas participam das buscas, entre profissionais do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio), Corpo de Bombeiros, Polícia Civil, Polícia Militar, Guarda Municipal, Exército Brasileiro e voluntários.

O trabalho segue com atenção especial às áreas mais difíceis de acessar. Até o momento, não foram encontrados vestígios das crianças nesta etapa das buscas.

Perícia e investigação paralela

Paralelamente às buscas, a Polícia Civil segue com as investigações para reunir informações que possam ajudar na localização de Ágatha e Allan. O Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA), ligado à Secretaria de Segurança Pública do Maranhão, está em Bacabal desde domingo (11).

A equipe multidisciplinar do IPCA conta com psicólogo e assistente social, responsáveis por perícias psicológicas e sociais e por ouvir familiares das crianças. O menino de 8 anos que estava com elas no dia do desaparecimento já foi ouvido pelo instituto.

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