BACABAL - Exames realizados descartaram a ocorrência de violência sexual contra o menino Anderson Kauã, de oito anos, que segue internado e em acompanhamento multiprofissional. A informação foi confirmada pelo governador Carlos Brandão, por meio de rede social, nesta manhã de terça-feira (13).
De acordo com a publicação, uma equipe do Instituto de Perícia da Criança e do Adolescente (IPCA) é responsável pela escuta especializada do menino Kauã, conduzida com técnicas adequadas e atenção ao bem-estar da criança.
Buscas por irmãos desaparecidos continuam
Enquanto isso, continuam as buscas pelos irmãos Ágatha Isabelle, de cinco anos, e Allan Michel, de quatro anos, que seguem desaparecidos. As investigações sobre o caso também permanecem em andamento, com atuação integrada das forças de segurança.
Kauã deverá ser ouvido por profissionais especializados
Enquanto as buscas avançam, o menino Anderson Kauã, que também estava no local no dia do desaparecimento, segue internado e se recupera bem, segundo a Secretaria Municipal de Saúde de Bacabal. Ele está sendo acompanhado por uma psicóloga.
Por se tratar de uma criança com transtorno do espectro autista (TEA), Kauã só será ouvido por profissionais especializados. A medida segue determinação da promotora de Justiça da Infância e Juventude, Michele Dias, com base na Lei da Escuta Protegida (Lei nº 13.431/2017).
Quatro peritos do Instituto de Perícias para Crianças e Adolescentes (IPCA) chegaram ao município para acompanhar o caso. A equipe é formada por psicólogo e assistente social, que realizam perícias psicológica e social, além de ouvir parentes das crianças.
Eles já iniciaram entrevistas com familiares e, em um momento oportuno, farão a escuta especializada com Kauã. A expectativa das autoridades é de que o procedimento possa ajudar a esclarecer o caso e trazer pistas sobre o paradeiro dos dois desaparecidos.
Linhas de investigação
De acordo com o delegado-adjunto de Apoio Operacional, Éderson Martins, a principal linha de investigação segue sendo o desaparecimento das crianças. No entanto, outras hipóteses não foram descartadas e continuam sendo analisadas pela Polícia Civil.
Angústia da família após 10 dias sem resposta
A família dos irmãos Ágatha Isabelle e Allan Michael, que permanecem desaparecidos, enfrenta diariamente a angústia de não ter nenhuma nova pista sobre o paradeiro das crianças.
A avó das crianças relatou a angústia vivida pela família após dez dias de buscas sem respostas. Segundo Francisca Cardoso, a dor aumenta principalmente no fim da tarde, quando a esperança se mistura ao medo de não encontrar os netos.
Força-tarefa com mais de 600 pessoas
A operação ganhou reforço no fim de semana e conta com mais de 600 pessoas, entre agentes de segurança e voluntários.
A força-tarefa coordenada pela Secretaria de Estado de Segurança Pública (SSP-MA) mobiliza policiais civis, policiais militares, bombeiros militares, Força Estadual, Centro Tático Aéreo (CTA), Inteligência, Perícia Oficial, equipes da Prefeitura de Bacabal, por meio da Guarda Municipal, Defesa Civil e homens do Batalhão de Infantaria de Selva do Exército Brasileiro.
Como é a região onde se concentram as buscas pelas crianças
As equipes enfrentam áreas de difícil acesso, com vegetação fechada, espinhos, regiões alagadas, rios e lagos. Militares do Corpo de Bombeiros avançam por terrenos considerados de alto risco. Segundo o tenente-coronel Marcos Bittencourt, do Corpo de Bombeiros Militar do Maranhão (CBMMA), as equipes atuam em uma área de transição entre vegetação alta e baixa.
Durante as buscas noturnas, os bombeiros utilizam drones com câmera térmica, tecnologia capaz de identificar seres vivos por meio da variação de temperatura. "É uma mata fechada. Do helicóptero, lá de cima, não tem como visualizar. É um ambiente inóspito. A gente encontrou muitas armadilhas”, afirmou o comandante da PM-MA, coronel Wallace Amorim.
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