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Justiça mantém presa avó suspeita de abandonar neta recém-nascida em rua no MA

Defesa pediu prisão domiciliar alegando problemas cardíacos, mas o pedido foi negado durante audiência de custódia realizada por videoconferência.

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Defesa pediu prisão domiciliar alegando problemas cardíacos, mas o pedido foi negado durante audiência de custódia realizada por videoconferência. (Arte: Imirante.com)

ARAME – A Justiça manteve a prisão preventiva da avó suspeita de abandonar a própria neta, uma recém-nascida de apenas cinco dias de vida, em uma rua do município de Arame, no Maranhão. A decisão foi tomada durante uma audiência de custódia realizada por videoconferência no domingo (28).

Durante a audiência, a defesa solicitou que a investigada passasse a cumprir prisão domiciliar, alegando que ela possui problemas cardíacos. No entanto, o pedido foi negado, e a Justiça considerou legal a manutenção da prisão preventiva.

A mulher permanece presa na cidade de Grajaú, onde segue à disposição do Poder Judiciário enquanto as investigações continuam.

Caso provocou comoção e repercussão nas redes sociais

A suspeita foi presa preventivamente na sexta-feira (26), em Arame, após decisão judicial. Segundo a Polícia Civil do Maranhão, ela é investigada por abandonar a própria neta, uma bebê de apenas cinco dias de vida, em uma via pública.

O caso ganhou grande repercussão após a ação ser registrada em vídeo. As imagens circularam rapidamente nas redes sociais e causaram indignação entre moradores da cidade e internautas, aumentando a pressão por uma rápida apuração dos fatos.

Diante da gravidade do caso, a Delegacia de Polícia de Arame instaurou um inquérito para esclarecer as circunstâncias do abandono e identificar todas as responsabilidades.

Investigação aponta motivação do abandono

Durante as investigações, a Polícia Civil confirmou que a mulher investigada é avó da criança. De acordo com os elementos apurados até o momento, ela teria deixado a recém-nascida na rua com o objetivo de "chamar a atenção da filha".

Com base nas provas reunidas durante o inquérito, a autoridade policial representou pela prisão preventiva da suspeita. O pedido foi aceito pela Justiça.

Após a expedição do mandado, equipes da Polícia Civil, com apoio da Polícia Militar, localizaram e prenderam a investigada. Ela foi conduzida à delegacia para os procedimentos legais e, em seguida, encaminhada ao sistema prisional, onde permanece à disposição da Justiça.

As investigações seguem em andamento para esclarecer todos os detalhes do caso e apurar eventuais responsabilidades.

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