Conflitos com madeireiros

Força Nacional é enviada à Terra Indígena no MA após aumento da violência

O envio das tropas atende a solicitação do Ministério dos Povos Indígenas e a um pedido do Ministério Público Federal (MPF).

Imirante.com, com informações do g1-MA

Atualizada em 11/02/2026 às 17h45
União envia Força Nacional para conter conflitos em terra indígena, (Foto: Povo Pyhcop Catiji Gavião/CIMI)

AMARANTE DO MARANHÃO - O Ministério da Justiça e Segurança Pública autorizou o envio de tropas da Força Nacional para a Terra Indígena Governador, em Amarante do Maranhão, no sul do estado. A medida foi publicada no Diário Oficial da União nessa terça-feira (10) e ocorre após o aumento de conflitos na região.

Segundo o ministério, os agentes já estão no território e atuam de forma integrada com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) e outros órgãos. O número de militares mobilizados não foi divulgado por questões de segurança.

União envia Força Nacional a Amarante

O envio das tropas atende a solicitação do Ministério dos Povos Indígenas e a um pedido do Ministério Público Federal (MPF), encaminhado também ao Governo do Maranhão e à Funai. Há cerca de duas semanas, o governador Carlos Brandão e a ministra Sônia Guajajara já haviam concordado com a medida, que dependia apenas de autorização formal do governo federal.

Região vive escalada de violência

De acordo com o MPF, a Terra Indígena Governador, localizada a cerca de 683 km de São Luís, registra aumento da violência, principalmente por causa da extração ilegal de madeira dentro do território.

Relatórios recentes apontam agravamento dos conflitos entre indígenas e invasores. Entre os casos registrados estão:

  • um homicídio dentro da área em 2025;
  • ameaças a moradores;
  • ataques com armas de fogo contra veículos;
  • vigilância armada e agressão física grave em agosto do ano passado.

O Conselho Indigenista Missionário (Cimi) informou que a tensão começou em julho de 2025, quando lideranças flagraram madeireiros retirando estacas da terra indígena. Desde então, as denúncias de invasões se intensificaram.

Segundo a entidade, invasores também estariam usando drones durante a noite para intimidar a comunidade. No dia 5 de agosto, um indígena foi espancado enquanto dormia e teve água quente jogada sobre o corpo por três homens não identificados.

Três dias depois, um confronto entre indígenas do povo Pyhcop Catiji Gavião e madeireiros armados terminou com a morte de um homem apontado como invasor. Ele teria tentado entrar na aldeia Governador para atacar um morador.

Operações independentes

Para conter a violência, o MPF sugeriu que o Ministério da Justiça enviasse as mesmas tropas que já atuam na Terra Indígena Arariboia, localizada a cerca de 40 km. A Força Nacional está na região para ações de retirada de invasores.

No entanto, o ministério informou que o efetivo destacado para a Terra Indígena Governador é diferente e que as operações ocorrem de forma independente.

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