ÁGUA DOCE DO MARANHÃO - A Polícia Civil do Maranhão localizou, nesta quinta-feira (3), o punhal que teria sido utilizado no brutal assassinato da estudante Bruna da Silva Loiola, de 17 anos. O crime, que chocou o povoado Canabrava, na zona rural de Água Doce do Maranhão, ocorreu na última segunda-feira (31). A localização da arma representa um passo importante na elucidação do caso Bruna Loiola, cuja motivação ainda segue sob investigação.
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Segundo as autoridades policiais, a arma do crime foi encontrada em uma área de matagal situada entre a casa dos pais do suspeito e o salão de beleza onde a vítima foi atacada. Bruna chegava ao estabelecimento, na Rua dos Carecas, por volta das 13h10, quando foi surpreendida pelo adolescente de 16 anos.
O suspeito, que usava chapéu e uma touca ninja para esconder o rosto, portava um punhal e uma balestra. Ao notar a aproximação dele, a jovem tentou se refugiar no interior do salão, mas foi perseguida e atacada em um imóvel anexo. A perícia apontou que a estudante sofreu cerca de 20 perfurações, concentradas na região abdominal e nos braços, evidenciando tentativas desesperadas de defesa.
Apreensão e transferência no caso Bruna Loiola
Após o ataque violento, o menor fugiu a pé e se escondeu na residência dos pais. A motocicleta de seu pai, utilizada por ele na ação, foi abandonada devido a falhas mecânicas. Contudo, a rápida resposta do 2º Batalhão de Polícia Militar de Turismo (BPTur) resultou na apreensão do jovem minutos depois. Com ele, foram apreendidos a balestra com dez dardos, uma faca, quatro coquetéis molotov e um artefato semelhante a uma dinamite caseira.
O suspeito foi inicialmente encaminhado à Delegacia Regional de Barreirinhas, onde optou por permanecer em silêncio. Diante dos fatos, a Justiça determinou a internação provisória do menor, que foi transferido nesta quinta-feira (3) para uma unidade socioeducativa na capital, São Luís. Esse desdobramento é acompanhado de perto pela equipe responsável pela apuração do caso.
Histórico escolar violento e símbolos extremistas
A Polícia Civil do Maranhão busca agora traçar o perfil psicológico do agressor para compreender a dinâmica do crime. Investigadores revelaram que o adolescente possuía um histórico escolar alarmante, marcado por condutas violentas e misóginas. Ele já havia sido expulso de outro turno escolar após agredir fisicamente um colega e proferir ameaças de morte. Além disso, em ocasiões anteriores, foi flagrado portando arma branca e tesoura cirúrgica no colégio.
Durante as buscas em seus materiais didáticos, os agentes de segurança encontraram um caderno contendo desenhos de armas, bombas e anotações com referências à suástica, símbolo ligado ao nazismo. Professores e funcionários relataram que ele era um jovem extremamente isolado e de pouca interação social. Até o momento, a investigação em Água Doce do Maranhão descarta que o adolescente tenha sofrido episódios de bullying na escola.
A Polícia Civil do Maranhão seguirá realizando oitivas com testemunhas, incluindo o porteiro da escola onde Bruna estudava e familiares da vítima, para detalhar o relacionamento entre os jovens e elucidar definitivamente o caso Bruna Loiola.
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