Professora relata comportamento preocupante de adolescente e polícia apreende caderno com símbolos nazistas
Em Água Doce do Maranhão, polícia investiga suspeito de matar Bruna Loiola. Aluno tinha caderno com símbolos nazistas, segundo delegado.
ÁGUA DOCE DO MARANHÃO - Uma professora relatou que um adolescente suspeito de matar a facadas a estudante Bruna Loiola, de 17 anos, apresentava comportamentos considerados preocupantes antes da abertura do caso. Segundo o relato, materiais pessoais do estudante, como o caderno, continham símbolos nazistas, desenhos e referências associadas ao extremismo.
A professora, que não quis se identificar, afirmou que os sinais começaram a chamar a atenção de colegas e funcionários da escola.
“O caderno dele era cheio de, nas matérias, na capa, contracapa, de desenho dos nazistas. Ele se declarava para os colegas e os colegas confessavam em off para nós professores, para a diretora. E a gente comentava com os colegas e fomos percebendo que aquilo não era normal de um aluno, de um adolescente”, revelou em entrevista à TV Mirante.
O delegado Tiago Castro, responsável pela investigação, confirmou que um dos cadernos foi apreendido pela polícia e que o conteúdo está sendo analisado.
“O caderno continha diversas anotações de discurso de ódio. Imagens, desenhos de bombas, referências a suástica, que é o simbolo do nazismo, dentre outas informações graves que a gente considera”, afirmou o delegado.
A polícia segue ouvindo familiares, professores e funcionários da escola para entender o histórico do adolescente e reunir novos elementos para a investigação.
Caso Bruna Loiola: adolescente apreendido é autuado por ato infracional análogo a feminicídio
O adolescente apreendido suspeito de matar Bruna Loiola no povoado Cana Brava, em Água Doce do Maranhão, foi autuado em flagrante por ato infracional análogo ao crime de feminicídio. A vítima chegou a ser socorrida e levada para uma unidade hospitalar, mas não resistiu aos ferimentos.
O adolescente, de 16 anos, foi apreendido pela Polícia Militar logo após o crime.
Durante a ocorrência, surgiram indícios de que ele também poderia ter a intenção de realizar um ataque em uma escola do mesmo povoado. A hipótese segue sendo investigada pela Polícia Civil.
Após ser apresentado na delegacia, o adolescente foi autuado por meio de Auto de Apreensão em Flagrante de Ato Infracional por atos infracionais análogos aos crimes de feminicídio consumado e posse de artefato explosivo ou incendiário sem autorização legal. O delegado Thiago Castro falou sobre esta hipótese ao Imirante.
A Polícia Civil representou pela internação provisória do adolescente, medida que será analisada pela Justiça conforme as normas previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Ele permanece apreendido, à disposição da Justiça, e foi encaminhado para Barreirinhas, onde aguarda transferência para São Luís.
As investigações continuam para esclarecer a dinâmica do caso, a motivação e as circunstâncias relacionadas aos fatos.
Polícia encontra material suspeito com adolescente após morte de Bruna Loiola
Durante a apreensão do suspeito, a polícia encontrou na mochila do adolescente materiais que serão analisados pela perícia, incluindo uma suposta bomba, uma dinamite caseira, dardos, coquetel molotov e a faca que teria sido usada no assassinato de Bruna Loiola.
De acordo com a investigação inicial, o adolescente afirmou que alguns objetos seriam de fabricação caseira e que teria aprendido a produzi-los por meio da internet.
Segundo o delegado Thiago Castro, responsável pelo caso, a equipe está ouvindo pessoas e analisando imagens para esclarecer a real motivação do crime e entender quais eram as intenções do adolescente.
“Essa questão do ataque é um indício, que ele planejava um ataque na escola próximo ao local onde aconteceram os fatos, em razão de ele tá com esse material, na mochila, e ele ter relatado pros policiais militares quando ele foi apreendido em flagrante, após esfaquear a menina. Ele relatou para os policiais militares que realmente planejava um ataque nessa escola por ter sofrido bullying”, informou o delegado.
Estudante Bruna Loiola é morta com 21 golpes de faca após sair mais cedo de escola
Bruna Loiola estudava no Centro de Ensino Vereadora Neide Costa, escola da rede estadual localizada no povoado Cana Brava. Segundo a direção da escola, a aluna tinha sido liberada para almoçar em casa, porque, após o almoço, a jovem teria um compromisso agendado.
Durante o trajeto, a jovem teria encontrado o adolescente suspeito do crime, que estava com uma mochila nas costas. De acordo com a Polícia Militar, os dois teriam discutido na rua e, em seguida, Bruna foi atacada. A polícia informou que a adolescente foi atingida por 21 golpes de faca.
A Polícia Militar aponta que Bruna e o adolescente teriam discutido antes do crime. Familiares da vítima, no entanto, negaram que tenha ocorrido uma discussão.
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