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Pergentino Holanda
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Pergentino Holanda

PH: Viradouro é campeã no Rio

E mais: Mangueira Amarga o sétimo lugar

PH

Atualizada em 15/02/2024 às 09h54
Reencontro de velhos amigos no almoço da última quinta-feira, no Restaurante do Senac: José Walter Maciel, Emílio Murad, o Repórter PH, o secretário municipal da Fazenda, José Azzolini, Luiz Paes e José Ahirton Lopes

Viradouro é campeã do Rio

A Unidos do Viradouro é a grande campeã do Carnaval 2024 do Rio de Janeiro! Esse é o terceiro título da agremiação de Niterói, que também foi vencedora em 2020 e 1997.

A Vermelha e Branca de Niterói mostrou as serpentes que são objeto de culto na tradição africana. Em “Arroboboi, Dangbé”, o enredo pedia proteção à grande cobra mítica dos jejes.

Para diversos sistemas de crenças, como o da nação jeje, o réptil tem poderes de regeneração, vida, transformação e recomeço.

A apuração ocorreu na tarde de ontem, quarta-feira, na Cidade do Samba, na capital fluminense.

Viradouro é campeã…2

O enredo da escola se baseou nas crenças voduns – nome utilizado para divindades ou forças invisíveis do mundo espiritual – dos povos africanos que viviam na Costa da Mina, região onde hoje localizam-se Gana, Togo, Benim e Nigéria.

O enredo levou o nome de Arroboboi, Dangbé!, em referência à serpente sagrada que engole a própria cauda para dar equilíbrio.

A vitória ocorreu após a avaliação de nove quesitos: alegorias e adereços, bateria, evolução, mestre-sala e porta-bandeira, comissão de frente, enredo, harmonia, samba-enredo e fantasias.

A Imperatriz Leopoldinense ficou com a segunda posição, seguida pela Grande Rio. Já a Porto da Pedra foi rebaixada para o Grupo de Acesso. Ao total, 12 agremiações desfilaram e receberam notas.

Como foi o desfile da Viradouro

A comissão de frente chamou a atenção com uma enorme serpente, que surgia entre o balé e deslizava pelo chão da Sapucaí.

O terceiro carro da agremiação, representando a proteção mística e lealdade, foi todo feito com ferro-velho do barracão.

A bateria do Mestre Ciça, que representou a Revolta dos Malês, incluiu o toque em atabaques em suas batidas. Erika Januza desfilou à frente dos ritmistas pelo terceiro ano consecutivo.

A escola iniciou seu desfile ainda na madrugada, usando alegorias que brilhavam no escuro. A outra metade da apresentação foi realizada já com o dia amanhecendo.

Mangueira Amarga o sétimo lugar

A Estação Primeira de Mangueira, que este ano homenageou a cantora maranhense Alcione, com um enredo inspirado na artista e na cultura popular do Maranhão, amargou um sétimo lugar.

Antes dela, ficou a Imperatriz em segundo lugar, a Grande Rio em terceiro, a Salgueiro em quarto, a Portela em quinto, e a Vila Isabel em sexto.

Após a Mangueira, a Beija-Flor, em oitavo lugar, seguida da Tuiuti, em nono, Mocidade em décimo, União da Tijuca em décimo primeiro e Paraíso da Pedra em décimo segundo – esta, rebaixada para o Grupo de Acesso.

Não vão desfilar sábado

As tradicionais escolas de samba Estação Primeira de Mangueira e Beija-Flor de Nilópolis não se classificaram para desfilar no sábado das campeãs.

As agremiações ficaram em sétimo e oitavo lugares respectivamente. A Mangueira que fez o mesmo número de pontos da Vila Isabel ficou em sétimo lugar por critério de desempate. A Vila Isabel recebeu dois décimos a mais do que a Verde e Rosa no quesito Fantasias.

Apenas seis escolas voltam à Marquês de Sapucaí para o Desfile das Campeãs no próximo sábado. A grande campeã Unidos de Viradouro voltará ao Sambódromo e terá a companhia da Imperatriz, Grande Rio, Salgueiro, Portela e Vila Isabel.

Elas desfilarão na ordem inversa de suas colocações, com a dona do título de 2024 encerrando a noite de festa.

Flávio Medeiros e Karol na noite sempre alegre do restaurante Mamma. O casal foi se juntar à família Medeiros em João Pessoa durante o Carnaval

 DE RELANCE

David e os moinhos

Pode ou não pode? Um homem e uma mulher casados, ambos com 93 anos, decidiram partir juntos. Foi na Holanda, onde a lei permite a eutanásia, “ato intencional de proporcionar a alguém uma morte indolor para aliviar o sofrimento causado por uma doença incurável ou dolorosa”.

Lá, tudo deve ser acompanhado por exames e por médicos, dentro de padrões rígidos de avaliação e de conduta.

Eis aí um baita assunto: complexo, humano, desafiador, cheio de implicações morais, legais e religiosas. Tantas que ainda não consegui, até agora, formar uma opinião sólida.

David e os moinhos...2

Tenho duas certezas que, combinadas, formam uma grande dúvida.

Certeza 1: sofrimento tem limite. Quando não há mais cura e nem esperança, um adulto e sua família deveriam ter direito a optar por um fim digno e sem dor. Ninguém consegue sentir o que esse homem e sua esposa sentiam. O respeito ao indivíduo é um preceito da democracia e um pilar da liberdade.

Certeza 2: a cura pode ser descoberta amanhã. Alguma coisa que esse homem e essa mulher ainda pudessem ter feito ou demonstrado teria o potencial de inspirar um filho, um amigo ou um neto.

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A quem pertence a vida? Talvez o segredo, nesse e em tantos outros casos, seja não ter certeza. Porque a solidez absoluta de uma convicção encerra a conversa consigo mesmo e tende a se transformar em tentativa de convencimento e imposição.

Existe uma hora em que a verdade do outro é a única. Do lado de cá da vida, nós, que tanto temos por fazer, nos chocamos com o ato de determinar o próprio fim.

Minha tendência, feitas as reflexões que consegui elaborar até agora, é aceitar a nossa mais absoluta ignorância sobre as perguntas realmente essenciais. Decidir a própria morte é uma resposta a algo que não nos foi perguntado.

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A propósito, durante o Carnaval, reli uma frase do jornalista gaúcho David Coimbra, um cara por quem eu tinha o maior apreço e admiração e do qual tenho muita saudade: “Vamos em frente de cabeça erguida. Com um leve tremor ao pensar no futuro. Mas o futuro não é coisa para se pensar. O que existe é o presente e, se o presente pode ser sorvido integralmente, a vida passa a ser boa. E ela é. A vida é boa”.

Não precisou dizer mais nada.

Dois prefeitos, dois Cristos

Quase três anos depois da brincadeira sobre a “competição” entre Cristos, o prefeito de Encantado (RS), Jonas Calvi, foi até o Rio de Janeiro, durante o Carnaval, para entregar uma camiseta com a imagem da estátua gaúcha ao colega Eduardo Paes.

O prefeito do Rio recebeu Jonas e a esposa, Taísa Bombassaro Calvi, com cordialidade e bom humor.

– Eu vou na inauguração, hein? – garantiu Paes.

Em 2021, ao saber da construção do Cristo Protetor, no Vale do Taquari, Paes se manifestou assim nas redes sociais: “Construir estátua maior é moleza! Quero ver é ter essa vista”.

À época, Calvi reconheceu a beleza do Rio e aproveitou a para “vender o peixe”. Os dois viraram amigos.

– Ele nos recebeu muito bem. Foi fantástico – disse Calvi, que pagou as passagens e a estadia com dinheiro do próprio bolso.

Se tudo der certo, a inauguração deve ocorrer no primeiro semestre de 2024.

Campanha da Fraternidade

A Campanha da Fraternidade 2024 celebra 60 anos de realização em âmbito nacional promovida pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

O lema neste ano foi extraído do Evangelho de São Mateus, “Vós sois todos Irmãos e Irmãs”, e o tema é “Fraternidade e Amizade Social”.

Celebrar a Campanha da Fraternidade é um sinal forte de alinhamento com o centro do Evangelho. Celebrar o respeito, porque cada ser humano é diferente. Todos merecem ser acolhidos.

Desde 1964, vários temas já foram tratados, como saúde, políticas públicas, superação da violência, ecumenismos, povos indígenas e idosos. Que a temática ilumine nossas escolhas para vivermos relações humanas mais atentas.

O gesto concreto da Campanha da Fraternidade ocorre sempre no Domingo de Ramos (neste ano, dia 24 de março) com a Coleta da Solidariedade. Os recursos são investidos em projetos inscritos no Fundo Nacional de Solidariedade (FNS).

O Repórter PH e Amaro Santana Leite com o maître Deuzimar Monteiro, que é uma referência de boa qualidade e bom atendimento no restaurante Mamma

Para escrever na pedra:

“Nada me preocupa mais do que a troca forçada da independência pela subsistência”. De Oswaldo Aranha (1894-1960). 

TRIVIAL VARIADO

Os maranhenses que foram participar do desfile da Mangueira, no Carnaval do Rio, voltaram desolados com a participação pífia da escola que homenageou a cantora Alcione e a cultura popular do Maranhão.

Mesmo ficando em sétimo lugar, vale ressaltar a presença iluminada da cantora baiana Maria Bethânia, que foi um destaque especial no desfile que homenageou a amiga maranhense.

Dos maranhenses que desfilaram pela Mangueira, os holofotes só alcançaram a influencer Thaynara OG e a Turma do Quinto. Artistas amigos da homenageada não conseguiram brilhar na avenida.

Fora do Desfile das Campeãs, neste sábado, a Estação Primeira de Mangueira foi radical: demitiu ontem os carnavalescos Annik Salmon e Guilherme Estevão. Só as seis primeiras voltam à passarela e a Verde e Rosa ficou em sétimo lugar.

Vanuza e Benjamin Franklin Alves passaram o feriadão curtindo sua casa à beira-mar entre as praias do Olho d´Água e Araçagy. Na Quarta-Feira de Cinzas, Benjamin foi visto jantando no restaurante Cabana do Sol.

Em plena Terça-Feira de Carnaval, Flávia e Nilson Ferraz dividiram mesa com Thatiana e César Bandeira no almoço do bistrô Grand Cru, onde também circulavam Helena e Emílio Murad com a filha Gabriela. Em outra mesa, Ted e Luciana Lago com os filhos.

PIS/Pasep: o abono salarial do PIS/Pasep 2024 (ano-base 2022) com valor de até um salário mínimo (R$ 1.412) começa a ser pago hoje.

Mundo em crise: a quantidade de guerras entre países em 2023 levou o mundo a ter gastos militares só comparáveis aos da 2ª Guerra Mundial.

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