AÇÃO DE COMBATE

Vereador Beto Castro é preso durante a Operação Benedictio na Ilha

Cerco é do Gaeco e da Seic que investiga grupo por desvio de recursos públicos e financiamento de facção criminosa na capital maranhense.

Mirante News FM

Atualizada em 15/06/2026 às 16h16
O material apreendido durante a operação do Gaeco e da Seic. (Divulgação)

SÃO LUÍS – O vereador da capital maranhense, Beto Castro (Avante), foi preso durante a operação Benedictio, ocorrida nesta segunda- feira (15), na Grande Ilha. O cerco foi coordenado pelo Ministério Público do Maranhão e pela Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) e cumpriu prisões preventivas, buscas e bloqueio de bens contra grupo que teria desviado cerca de R$ 9,6 milhões em verbas destinadas a projetos sociais.

De acordo com o Ministério Público, além da prisão em flagrante do vereador Beto Castro pelo crime de posse ilegal de arma de fogo, houve cumprimento de mandado de prisão preventiva como ainda apreensão de aparelhos celulares, computadores, notebooks e mídias de armazenamento, além de documentos, registros contábeis, mais de R$ 300.000,00 em dinheiro em espécie, armas e veículos de luxo. Todo o material apreendido será devidamente registrado e preservado, observando-se a cadeia de custódia, a fim de assegurar a integridade, a rastreabilidade e a confiabilidade dos elementos coletados.

Os equipamentos eletrônicos e mídias digitais serão encaminhados ao Laboratório de Tecnologia contra Lavagem de Dinheiro (LAB-LD/MPMA) para extração e análise dos dados, enquanto os demais bens permanecerão sob a guarda dos órgãos responsáveis, conforme sua natureza e destinação legal.

Investigação

Segundo as investigações, o grupo teria criado uma sofisticada rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores encarregados de ocultar a origem e a destinação de recursos que deveriam ser aplicados em projetos sociais voltados à população mais vulnerável. As apurações apontam um dano aos cofres públicos de aproximadamente R$ 9,6 milhões.

Mais do que um esquema financeiro, a investigação revelou indícios de um núcleo armado e de intimidação vinculado, à época dos fatos, à facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), com atuação em comunidades da capital. Ainda de acordo com o Ministério Público, parte dos recursos desviados teria sido usada para sustentar uma verdadeira rede de proteção privada, voltada a blindar a liderança do grupo e a impor o silêncio aos moradores das áreas sob domínio da organização. O procurador de Justiça, Haroldo Paiva, falou sobre essa ação ao programa Rádio Patrulha, da Mirante News FM.

Ouça.

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