Poder Judiciário concede liberdade provisória ao vereador Beto Castro
Parlamentar foi preso na operação do Gaeco e da Seic que investiga grupo por desvio de recursos públicos e financiamento de facção criminosa na capital maranhense.
SÃO LUÍS – O Poder Judiciário ainda na tarde desta segunda-feira (15) concedeu a liberdade provisória mediante o cumprimento a medidas cautelares ao vereador da capital maranhense, Beto Castro. O parlamentar foi preso durante a Operação Benedictio, que foi realizada na manhã desta segunda-feira pelo Gaeco do Ministério Publico e pela Seic. O cerco cumpriu prisões preventivas, buscas e bloqueio de bens contra grupo que teria desviado cerca de R$ 9,6 milhões em verbas destinadas a projetos sociais.
Beto Castro foi preso em flagrante pelo crime de posse ilegal de arma de fogo. No momento da abordagem policial, foi encontrada em posse do parlamentar uma pistola Taurus, modelo G2C, calibre 9mm, com 11 munições no carregador, e outras 12 munições no interior de veículo a ele vinculado, além de numerário em espécie e outros bens.
A juíza da 1ª Central das Garantias e Inquéritos da Comarca da Ilha de São Luís, Larissa Tupinambá, concedeu a liberdade provisória ao vereador Beto Castro mediante o cumprimento das seguintes medidas cautelares: comparecimento periódico em juízo, perante a Central Integrada de Alternativas Penais e Inclusão Social – CIAPIS, para informar e justificar suas atividades, na forma e periodicidade por ela estabelecidas; proibição de ausentar-se da comarca sem prévia autorização judicial, devendo comunicar imediatamente eventual alteração de endereço ou local onde possa ser encontrado.
Operação -Segundo o Ministério Público, além da prisão em flagrante do vereador Beto Castro pelo crime de posse ilegal de arma de fogo, houve cumprimento de mandado de prisão preventiva como ainda apreensão de aparelhos celulares, computadores, notebooks e mídias de armazenamento, além de documentos, registros contábeis, mais de R$ 300.000,00 em dinheiro em espécie, armas e veículos de luxo. Todo o material apreendido será devidamente registrado e preservado, observando-se a cadeia de custódia, a fim de assegurar a integridade, a rastreabilidade e a confiabilidade dos elementos coletados.
Investigação – De acordo com as investigações, o grupo teria criado uma sofisticada rede formada por empresas de fachada, operadores financeiros, agentes políticos e colaboradores encarregados de ocultar a origem e a destinação de recursos que deveriam ser aplicados em projetos sociais voltados à população mais vulnerável. As apurações apontam um dano aos cofres públicos de aproximadamente R$ 9,6 milhões.
Mais do que um esquema financeiro, a investigação revelou indícios de um núcleo armado e de intimidação vinculado, à época dos fatos, à facção criminosa Primeiro Comando do Maranhão (PCM), com atuação em comunidades da capital. Ainda de acordo com o Ministério Público, parte dos recursos desviados teria sido usada para sustentar uma verdadeira rede de proteção privada, voltada a blindar a liderança do grupo e a impor o silêncio aos moradores das áreas sob domínio da organização.
Ouça.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.