ATUALIDADES

Uso de IA nas eleições exige responsabilidade de partidos e candidatos

Novas diretrizes do TSE focam em transparência, proibição na reta final e inversão do ônus da prova para combater deepfakes e preservar a integridade democrática

Mirante News FM

Márcio Coutinho e Matheus Soares em entrevista ao Atualidades, com Wallace Brito. (Anna Clara Dias/Mirante News FM)

SÃO LUÍS – O avanço tecnológico e o papel central do ambiente digital nas campanhas políticas levaram o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) a consolidar regras rigorosas para o uso de Inteligência Artificial (IA) nas Eleições Gerais de 2026. Em debate realizado no Atualidades, da Mirante News FM, nesta quinta-feira (28), os advogados especialistas em Direito Eleitoral, Márcio Coutinho e Matheus Soares, analisaram o impacto das novas diretrizes.

Entre as principais mudanças regulatórias para este ano, destacam-se a obrigatoriedade de rotular qualquer conteúdo gerado por IA, a proibição total de novos materiais sintéticos nas 72h anteriores e nas 24h posteriores ao pleito, e a possibilidade de inversão do ônus da prova - mecanismo que obriga o acusado de espalhar desinformação a provar a licitude do material.

Os debatedores lembraram casos graves de anos anteriores no Maranhão, nos quais ferramentas de IA simularam de forma quase perfeita as vozes e a estética de telejornais de grande alcance para destruir reputações na véspera da votação, deixando a Justiça Eleitoral sem tempo hábil de resposta.

Veja.

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