SÃO LUÍS – A dificuldade de inserção da geração Z no mercado de trabalho foi tema do Atualidades, que discutiu o paradoxo entre o alto nível de escolaridade dos jovens e as barreiras para conquistar vagas compatíveis com sua formação.
A geração Z não quer trabalhar?
Durante a entrevista, a psicóloga Luanda Lira destacou que é preciso evitar estigmas ao analisar esse cenário. “Muitas vezes há um preconceito muito grande de que não querem trabalhar, de que não querem se submeter […] muitas vezes é apenas um modelo que é diferente”, afirmou. Segundo ela, a geração Z valoriza mais qualidade de vida, liberdade de tempo e propósito, ao contrário de gerações anteriores, que priorizavam estabilidade e status material. “Para a geração Z, status é ter liberdade, especialmente liberdade financeira e de tempo”, completou.
Qualificação X Formação
Já o CEO da Dexo Consultoria, Israel Crisóstomo, ressaltou que muitas vagas estão concentradas em setores que exigem menor qualificação, enquanto profissionais experientes disputam posições mais técnicas.
"Então quando você vai para a realidade, você tem aí uma desproporção entre gente qualificada e gente super formada, que há uma diferença entre qualificação e formação. Nós estamos falando da geração Z, super formada, super dotada, […] mas com pouca experiência, pouca bagagem, pouca entrega”, pontuou. Para ele, esse cenário contribui para o fenômeno de uma geração “super qualificada, mas super desempregada”, evidenciando os desafios estruturais do mercado atual.
Veja.
Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.