INVESTIGAÇÃO

Operação da PF investiga fraudes em licitações na prefeitura de Timbiras

Durante cumprimento dos mandados de busca e apreensão, os agentes encontraram R$ 122 mil em espécie.

Mirante News FM

Atualizada em 24/02/2026 às 10h38

TIMBIRAS – Em operação, com objetivo de apurar irregularidades de recursos públicos no Maranhão, a Polícia Federal apreendeu, na manhã desta terça-feira (24), aproximadamente R$ 122 mil em espécie, durante mandados de busca e apreensão em endereços de funcionários investigados. Um dos locais alvos das buscas está a sede da prefeitura do município de Timbiras.

A ação é um desdobramento das investigações conduzidas no âmbito da Operação W.O., deflagrada em novembro de 2023, que revelou um esquema de direcionamento de procedimentos licitatórios no município de Timbiras, Maranhão.

Operação Pedras Frias

A operação tem o objetivo de apurar a possível prática do crime de fraude em licitação para a contratação de empresa destinada ao fornecimento de material de expediente no município de Timbiras, envolvendo recursos federais oriundos do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica e de Valorização dos Profissionais da Educação (Fundeb), do Fundo Nacional de Saúde (FNS) e do Fundo Nacional de Assistência Social (FNAS).

O valor apreendido foi recolhido para análise e fará parte do conjunto de provas. A Polícia Federal busca identificar a origem do dinheiro, além de eventuais conexões com outros contratos públicos e possíveis crimes contra a administração pública.

Foram cumpridos seis mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região, nos municípios de São Luís e Timbiras. Os envolvidos poderão responder por crimes de fraudes em licitações, corrupção e lavagem de dinheiro, caso as suspeitas sejam confirmadas. A prefeitura de Timbira ainda não se manifestou oficialmente sobre a operação.

Ação é um desdobramento de investigações iniciadas em 2023

As investigações indicaram que, no ano de 2023, um indivíduo e dois servidores municipais teriam promovido o direcionamento do certame em favor de uma empresa previamente escolhida, a qual arrematou os 167 itens licitados, pelo valor total de R$ 7 milhões.

A apuração contou com o apoio da Controladoria Geral da União no Maranhão (CGU/MA), que identificou diversos indícios de irregularidades no procedimento licitatório, como a presença de cláusulas editalícias restritivas à competitividade, o superfaturamento e a indevida inabilitação da empresa que havia apresentado a proposta de menor preço.

As investigações seguem em andamento, com a análise do material apreendido durante o cumprimento das medidas judiciais.

Ouça. Repórter Domingos Ribeiro.

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