SÃO LUÍS - O Moto Club tem reapresentação marcada para esta sexta-feira, mas o ambiente no clube está longe de ser tranquilo. Em meio a salários atrasados, mudanças controversas na diretoria e forte insatisfação do elenco, o Rubro-Negro vive um dos momentos mais delicados dos últimos anos fora das quatro linhas.
Inicialmente, a comissão técnica havia programado o treino da tarde no Estádio Municipal Nhozinho Santos. No entanto, diante do clima interno conturbado, a decisão foi manter a atividade no CT do clube, buscando maior controle e privacidade neste momento sensível.
Retorno de Imperatriz e reunião tensa
A delegação rubro-negra retornou de Imperatriz ainda na manhã da quinta-feira. O dia estava previsto apenas para recuperação física e repouso, devido ao desgaste da viagem, sem atividade em campo.
No entanto, o cenário mudou rapidamente. Ainda no retorno, jogadores e membros da delegação solicitaram uma reunião com a diretoria para tratar, principalmente, do atraso salarial. O primeiro pagamento já venceu, e o elenco aguardava não apenas a quitação, mas também explicações sobre as últimas semanas, marcadas por dificuldades logísticas e estruturais.
Conselho Deliberativo assume responsabilidades
Diante da ausência de soluções por parte da diretoria executiva, o Conselho Deliberativo voltou a ter papel decisivo nos bastidores do Motoclub. Conforme já vinha sendo relatado, foram os conselheiros que se mobilizaram para regularizar jogadores no BID, garantindo condições mínimas para a equipe competir.
Além disso, durante a estadia em Imperatriz, o suporte básico de hospedagem, alimentação e deslocamento também foi viabilizado com apoio do Conselho Deliberativo, permitindo que o time entrasse em campo contra o ITZ.
A expectativa era de que, no retorno a São Luís, ao menos os salários fossem pagos pelo presidente Arthur Cabral, o que não aconteceu.
Mudança na diretoria amplia crise
Na reunião com os jogadores, em vez de apresentar uma solução concreta, Arthur Cabral anunciou uma mudança que gerou ainda mais desgaste: a saída de Augusto Andrade do cargo de diretor de futebol e o retorno de Arilson, que já havia passado pelo clube em outra oportunidade.
A decisão ocorreu justamente após cobranças feitas por Augusto Andrade em nome do elenco, relacionadas a salários e condições mínimas de trabalho. Com isso, o dirigente que intermediava o diálogo com o grupo acabou afastado, o que foi interpretado como um agravamento da crise interna.
Ambiente de insatisfação e pressão crescente
Neste momento, o Motoclub vive um cenário de jogadores insatisfeitos, diretoria pressionada e um Conselho Deliberativo cada vez mais demandado para suprir lacunas da gestão executiva.
Apesar de não terem recebido, os atletas terão de seguir a programação normal, treinando nesta sexta e no sábado, para entrar em campo no domingo, quando o Rubro-Negro enfrenta o líder do Campeonato Maranhense, pela terceira rodada da competição.
Futebol fica em segundo plano
Diante desse cenário, assuntos esportivos acabam ficando em segundo plano. Casos como o do zagueiro Bruno, que ganhou condição de jogo graças a recursos arrecadados por um grupo de torcedores e conselheiros ligados ao projeto Amigos do CT, evidenciam ainda mais a fragilidade administrativa.
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