ELEIÇÕES

TSE alinha estratégias de segurança para as eleições 2026

Gestores e técnicos debateram temas cruciais

TSE

Atualizada em 01/07/2026 às 10h18
Técnicos e gestores estiveram reunidos (Divulgação/TSE)

BRASÍLIA - O comando tecnológico da Justiça Eleitoral desenhou o mapa de riscos e os planos de contingência que guiarão as Eleições Gerais de 2026. Reunidos nessa terça-feira (30) no Tribunal Superior Eleitoral (TSE), em Brasília, os técnicos e gestores debateram temas cruciais para a segurança do pleito, como a proteção contra ataques cibernéticos e a prevenção de incidentes operacionais.

Fatores físicos e estruturais

O encontro reuniu os secretários de Tecnologia da Informação (TI) dos 27 tribunais regionais eleitorais (TREs) para o refinamento de estratégias de prevenção e de resposta rápida. Os técnicos debateram cenários que incluem desde a segurança logística e eletrônica até fatores físicos e estruturais. A pauta do encontro foi ampla e abordou frentes complexas, tais como:

- segurança cibernética e infraestrutura de redes; 

- tratamento de riscos difusos (desde ameaças digitais a incidentes físicos, como prevenção de incêndios); e 

- logística interna, incluindo sistemas de gestão de pessoas que dão suporte aos tribunais. 

Para o sucesso de um dos maiores pleitos informatizados do mundo, a sincronia entre os 28 tribunais (TSE e TREs) é considerada fundamental. O secretário de Tecnologia da Informação do TSE, Júlio Valente, destacou a importância de cenários serem antecipados.

“As eleições brasileiras são um desafio tecnológico e logístico. Nosso papel é tentar antecipar todos os problemas e riscos que possam acontecer nesse processo. Para cada um deles, elaboramos estratégias de mitigação, mas, eventualmente, um ou outro risco pode acabar acontecendo, e, nesse caso, precisamos ter um plano B, um plano C”, explicou o secretário.

Tópicos discutidos 

Durante o workshop, os secretários simularam situações práticas para testar a resiliência dos sistemas. Um dos principais tópicos discutidos foi a logística de transmissão dos resultados após o encerramento da votação.

Conexões via satélite

Os dados das urnas precisam ser transportados de forma segura, criptografada e transmitidos por canais seguros até a central de totalização, no TSE.Sobre a engenharia de contingência, Valente explicou como ela funciona na prática, citando o uso de conexões via satélite em locais de difícil acesso.

“Quando está muito nublado, a tecnologia via satélite não funciona, porque as nuvens impactam. Então, tem que ter um plano B, transmitindo, de uma outra forma, um plano C. Temos que ter esses planos de contingenciamento para garantir que a informação flua e chegue aqui no TSE para totalizar na mesma noite da eleição”, frisou.

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