Deixa Eu Te Contar

Saúde mental e luta antimanicomial

Terapeuta destaca desafios de acolhimento e da inclusão na saúde mental.

Mirante FM

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial, celebrado neste 18 de maio, foi tema da entrevista do programa “Deixa Eu Te Contar”, da Mirante FM. Para falar sobre o assunto, o programa recebeu Marcelo Costa, terapeuta especialista em saúde mental e coordenador da residência terapêutica estadual.

Terapeuta Marcelo Costa

A data simboliza a defesa dos direitos das pessoas com sofrimento mental e propõe uma reflexão sobre a importância de um tratamento humanizado, realizado em liberdade e com convivência em sociedade. O movimento antimanicomial combate práticas de isolamento e exclusão historicamente associadas aos manicômios e hospícios.

Durante a entrevista, Marcelo Costa explicou que a luta antimanicomial nasceu a partir da mobilização de trabalhadores da saúde mental, usuários dos serviços e familiares de pacientes, todos unidos pela busca de um modelo de cuidado mais digno e acolhedor.

O especialista também destacou que, apesar dos avanços conquistados ao longo dos anos, o preconceito em relação à saúde mental ainda é uma realidade presente em diversos espaços, inclusive dentro das próprias redes de atendimento.

Segundo Marcelo, o cuidado precisa acontecer de forma integrada e comunitária, garantindo que o paciente mantenha sua autonomia e identidade.

“Você tem que ter um cuidado em rede, um cuidado comunitário que dê acesso a essas pessoas de maneira que ele não perca a sua identidade”, enfatizou.

A luta ganhou força nacionalmente em 18 de maio de 1987, durante o Encontro dos Trabalhadores de Saúde Mental, realizado em Bauru, em São Paulo. O movimento deu origem ao lema “Por uma sociedade sem manicômios”, que se tornou símbolo da causa no Brasil.

Outro marco importante foi a criação da Lei 10.216/2001, conhecida como Lei Paulo Delgado, responsável por garantir os direitos das pessoas com transtornos mentais e redirecionar o modelo de assistência psiquiátrica no país.

Atualmente, o cuidado em saúde mental é realizado por meio da Rede de Atenção Psicossocial (RAPS), que reúne serviços como os Centros de Atenção Psicossocial (CAPS) e as Residências Terapêuticas, oferecendo acompanhamento especializado e reinserção social aos pacientes.

O Dia Nacional da Luta Antimanicomial reforça a necessidade de ampliar o debate sobre saúde mental e garantir um atendimento baseado no acolhimento, respeito e inclusão social.

Assista a entrevista completa no nosso YouTube:

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