"Ocupação em São Paulo simboliza a potência do teatro maranhense", diz Marcelo Flecha
Em entrevista ao Plugado, na Mirante FM, o dramaturgo e diretor da companhia, destaca os 20 anos de existência do grupo e da programação no CCBB, que começa nesta quinta (26) e se estenderá até dia 20 de abril, na capital paulista
A partir desta quinta-feira até o dia 20 de abril de 2026, a maranhense Pequena Companhia de Teatro ocupa o Centro Cultural Banco do Brasil São Paulo, com quatro espetáculos, uma oficina e uma exposição, em comemoração aos seus 20 anos de trajetória. As apresentações dos dias 7 e 21 de março, e 4 e 18 de abril contam com bate-papos após as sessões. Todas as atividades são gratuitas.
O grupo, que é a maior referência teatral das últimas décadas no Maranhão, abre a Ocupação Maranhense: 20 Anos da Pequena Companhia de Teatro no CCBB SP com quatro espetáculos, uma oficina e uma exposição. E quem passou pelo quadro Troca de Ideia, no Plugado, na Mirante FM, para dar mais detalhes sobre a ocupação na capital paulista, foi Marcelo Flecha, dramaturgo e diretor da Pequena Companhia de Teatro.
Na conversa com o jornalista Pedro Sobrinho, Marcelo Flecha destaca a trajetória da Pequena Companhia de Teatro marcada de desafios e muito trabalho. Para ele, esta ocupação no Centro Cultural Banco do Brasil (CCBB) São Paulo tem como objetivo celebrar os 20 anos da companhia, assim como mostrar a potência e a capacidade que o teatro produzido no Maranhão tem de dialogar com o Brasil.
"Sem dúvida alguma. A pequena companhia é a maior prova disso. Como no teatro a gente pode produzir um trrabalho de qualidade com o discurso para além deste estereótipo regionalista com um trabalho profissional. Tudo isso é resultado do nosso pensamento há 20 anos quando a gente entendeu que a gente precisava dialogar com o Brasil, ou seja, que o nosso Estado, a nossa cidade, não iria possibilitar a profissionalização por uma questão lógica de demanda, e que a gente precisava do país inteiro para adquirir a nossa sustentabilidade. Então, em cima disso, fomos aperfeiçoando o trabalho sempre com muito empenho, com muito trabalho, basicamente, montar isso o que demora entre sete e oito meses para serem montadas, ensaiando de segunda a sábado, porque o espectador só vêaquela hora bonita, mas desconhece todo o trabalho que temos. Naturalmente, que esse esforço acaba sendo recompensado, estruturado, sim, mesmo com as dificuldades, mesmo com todas as agruras que essa trajetória leva, mas muito focado nessa força que o teatro maranhense tem que pode e produz com qualidade. A Pequena Companhia acaba simbolizando um pouco isso, e essa ocupação acaba simbolizando um pouco isso, a qualidade com que a gente consegue produzir e dialogar com o país. A gente está muito feliz, feliz mesmo, porque é uma coisa tão inédita que faz com a gente pense e sinta todas as sensações pra estar nesses dois meses com toda a potência necessária para que o público paulista tenha contato com todas as nossas obras", assegura.
Quem é Marcelo Flecha
É encenador, dramaturgo, pesquisador, cenógrafo, iluminador, artista visual e escritor. Membro fundador da Pequena Companhia de Teatro, dirigiu mais de trinta espetáculos, dentre eles, todo o repertório da Pequena. Detentor de cinco prêmios de melhor direção, seus espetáculos se apresentaram em mais de cem cidades em todos os estados do país, e foram selecionados para os principais projetos de circulação nacional. Dirigindo montagens de grupos de teatro nordestinos já ganhou seis vezes o Prêmio FUNARTE de Teatro Myriam Muniz. O livro Cinco Tempos em Cinco Textos: Dramaturgia Reunida, foi contemplado pelo Programa BNB de Cultura e pelo SESC/MA, e reúne sua produção dramatúrgica entre 2003 e 2009. O livro Dez temas em cem poemas: antologia do fracasso, reúne os melhores poemas da sua trajetória poética. Criador do Quadro de Antagônicos, método de treinamento para o ator, e da Transposição de Gêneros, instrumento de confecção de dramaturgia, esses sistemas foram objeto de pesquisa, dissertações, artigos, memoriais e publicações. Suas atividades formativas foram realizadas em 29 cidades de 14 estados brasileiros e foram selecionadas para o projeto SESC Dramaturgias. Foi produtor do Festival de Teatro Sul-Maranhense, da Semana Imperatrizense de Teatro e diretor artístico da Feira do Livro de São Luís/MA. Ocupou o cargo de diretor técnico do Teatro Arthur Azevedo durante uma década.
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