Fernando Reis ressalta evolução e projeta medalha em 2020: "Tô na fita"

Paulista lembra que vem se aproximando do bloco dos medalhistas nos últimos anos o que o coloca na disputa por pódio nos Jogos de Tóquio. Atleta critica Confederação

Atualizada em 27/03/2022 às 10h57
(750peso)

Fernando Reis deixou os Jogos Olímpicos do Rio de cabeça erguida. Mesmo tendo terminado a disputa da categoria acima de 105kg a duas posições do pódio, o paulista comemorou a marca de 435kg, a melhor da carreira, obtida nesta terça no Riocentro. Aos 26 anos, o super pesado ressaltou que vem encurtando a diferença para os principais levantadores do planeta, o que o deixa esperançoso para brigar por medalha na Olimpíada de Tóquio, em 2020.

- Sei que meu esporte é de processo. Em quatro anos tenho esse objetivo de pegar uma medalha. Não estou longe dos caras, tô na fita. Os caras estão começando a cair. Estamos em um território que não é nosso. Aqui só tem asiático e europeu - afirmou Fernando.

Décimo segundo colocado em Londres 2012, quando levantou 400kg (180kg + 220kg) o bicampeão das Américas ficou com a quinta colocação na Rio 2016 ao levantar 195kg no arranco e 240kg no arremesso. Nesta última prova, chegou a tentar 245kg e 247kg, mas acabou não suportando as cargas. Apesar de não ter subido ao pódio, Fernando deixou o Riocentro ovacionado pela torcida brasileira.

- Precipitei a jogada. Eu tinha de ter esperado mais, usando mais a perna. Eu não consegui sustentar a barra. Foi um erro técnico meu. Se eu tivesse tido um pouco mais de calma conseguiria executar - comentou.

Depois de passar o semestre inteiro no Rio, treinando em regime de concentração com o restante da seleção, Fernando retorna para São Paulo nos próximos dias. Atleta do Pinheiros, ele treina tanto no clube quanto na sua academia particular, construída com recursos próprios na capital paulista. Tal fato é motivo de crítica do pesista à Confederação Brasileira de Levantamento de Pesos (CBLP), que ainda não tem um centro de treinamento próprio.

- O próximo ciclo olímpico começa amanhã (quarta-feira). E que isso sirva para todos. Ciclo olímpico não começa seis meses antes. Ele começa quatro anos antes. A confederação faz um trabalho amador. Seis meses atrás eu tinha a seleção treinando na minha academia, sendo custeada por mim. Existe o lado bonito da Olimpíada, mas existe o profissional. Enquanto não formos profissionais, vamos levar fumo - finalizou

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