As obras da Unidade de Saúde Básica do Cohatrac V, de responsabilidde da Prefeitura de São José de Ribamar, estão paradas. A Unidade de Saúde Básica do Cohatrac V teve a construção abandonada há vários meses, conforme denunciaram moradores. O posto é de responsabilidade da Prefeitura de São José de Ribamar. A informação foi publicada no jornal "O Estado do Maranhão."
A obra está orçada em R$ 567.691,72, recurso proveniente do Governo Federal. Os serviços tinham prazo de 120 dias (quatro meses) para serem concluídos, porém, não constam informações na placa fixada em frente ao prédio sobre quando as atividades se iniciaram e a previsão de término.
No local, apenas a estrutura física foi erguida e iniciada a instalação dos materiais elétricos e hidráulicos. Mas a obra já apresenta sinais de abandono por toda parte, como restos de materiais de construção espalhados pelo chão, paredes mal rebocadas e o mato, que cresce do lado de fora do imóvel.
Os principais serviços oferecidos pelas unidades básicas de saúde, conforme determina o Ministério da Saúde (MS), seriam consultas médicas, inalações, injeções, curativos, vacinas, coleta de exames laboratoriais, entre outros. Porém, os moradores do Cohatrac V não sabem quando poderão se beneficiar desses serviços. "Se o posto estivesse funcionando seria muito bom, pois teríamos atendimento perto de nossas casas", disse a dona de casa Ângela dos Santos.
AMA
Outro posto de saúde que está com problemas é a unidade de Atendimento Medico Ambulatorial (AMA), localizada no bairro Maracanã, próximo ao Terminal de Integração do Distrito Industrial. A construção foi iniciada em 2009, por meio de uma parceria entre a Prefeitura de São Luís e o Consórcio de Alumínio do Maranhão (Alumar). O município seria o responsável por concluir os serviços no local, no entanto o local está sendo alvo da ação de vandalismo.
A construção do hospital está orçada em R$ 2.218.543,71 e o que se observa no local é o total abandono dos serviços. Apenas a estrutura física da unidade de saúde foi erguida e os sinais da paralisação dos serviços estão em todos os locais: algumas paredes estão mal rebocadas, há sinais de infiltração, as janelas e o forro estão quebrados, a fiação elétrica está exposta e o mato já cobre praticamente toda a área externada do posto médico. Além disso, as paredes externas estão pichadas.
No projeto da unidade hospitalar estão previstas instalações para a observação pediátrica masculina e feminina; realização de pequenas cirurgias, curativos e suturas; estrutura para realização de exames, como mamografia, ultrassonografia e raios-X; laboratório com sala de espera, de coleta, cozinha, refeitório, vestuário para uso de funcionários, almoxarifado, farmácia, entre outras áreas necessárias para o funcionamento.
Prejuízos
De acordo com Carlos André Lopes, vice-presidente da União dos Moradores de Ananandiba, os moradores dessa região têm de se deslocar para bairros distantes para receber atendimento médico, mas, se a AMA estivesse em funcionamento, esse atendimento poderia ser feito mais próximo de suas casas. "A nossa situação é precária. A população da zona rural da cidade sofre com a falta de atendimento. No mês passado, ligamos para o Samu pedindo uma ambulância para uma criança e eles não vieram aqui", disse o morador.
Por meio de nota, a assessoria de comunicação da Prefeitura de São José de Ribamar informou que a obra para a construção da Unidade de Saúde Básica do Cohatrac V foi interrompida por causa de problemas no repasse de recursos do governo federal. Informou também que o município está buscando resolver esse problema com a União para retomar os trabalhos o mais breve possível.
A Prefeitura de São Luís informou que as obras estão em fase final. A Secretaria Municipal de Saúde (Semus) ressaltou, ainda, que contratou serviço de vigilância, que está no local dia e noite.
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