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Argentina na Copa do Mundo: campanha rumo à semifinal é marcada por teorias da conspiração

Argentina na Copa do Mundo é alvo de teorias da conspiração durante a campanha até a semifinal. Fifa nega qualquer favorecimento.

Imirante Esporte

Lionel Messi lidera a Argentina na semifinal da Copa do Mundo de 2026 em meio a debates sobre decisões de arbitragem (Divulgação / FIFA)

SÃO LUÍS - A campanha da Argentina na Copa do Mundo de 2026 rumo à semifinal tem sido acompanhada por um intenso debate fora das quatro linhas. Além das atuações decisivas de Lionel Messi, a seleção argentina passou a ser alvo de teorias da conspiração que apontam um suposto favorecimento da Fifa durante a competição.

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Segundo reportagem da AFP, as acusações ganharam força nas redes sociais, onde vídeos, montagens e memes produzidos com inteligência artificial sugerem que a entidade máxima do futebol estaria beneficiando a atual campeã mundial. A Fifa, no entanto, nega qualquer irregularidade e afirma que as alegações são infundadas.

A Argentina enfrenta a Inglaterra nesta quarta-feira (15), em Atlanta, valendo uma vaga na decisão do Mundial.

Argentina na Copa do Mundo é alvo de críticas por decisões da arbitragem

De acordo com a AFP, um dos episódios mais comentados ocorreu ainda na fase de grupos, na vitória da Argentina sobre a Argélia. Lionel Messi acertou a panturrilha do capitão argelino, Aissa Mandi, em uma disputa de bola, mas recebeu apenas falta marcada pelo árbitro, sem advertência disciplinar.

O lance gerou forte repercussão entre comentaristas internacionais. O ex-zagueiro Nedum Onuoha, atualmente comentarista da ESPN, afirmou que a jogada era passível de cartão vermelho. O ex-árbitro alemão Patrick Ittrich também declarou que, na interpretação dele, a infração deveria resultar em expulsão.

Posteriormente, a Federação Argelina de Futebol apresentou uma reclamação oficial à Fifa alegando ter sido prejudicada pela arbitragem.

Reclamações do Egito aumentaram debate

Outro capítulo citado pela AFP ocorreu nas oitavas de final, quando a Argentina derrotou o Egito por 3 a 2, após reverter uma desvantagem de dois gols nos minutos finais.

Os egípcios contestaram especialmente a atuação do árbitro francês François Letexier. O principal questionamento envolveu a anulação de um gol após revisão do VAR, que identificou uma falta sobre o zagueiro argentino Lisandro Martínez no início da jogada.

O ex-árbitro inglês Mark Clattenburg afirmou que a revisão foi extremamente detalhada e levantou dúvidas sobre a atuação da equipe de vídeo.

Após a partida, o técnico do Egito, Hossam Hassan, também reclamou da não marcação de um pênalti e sugeriu que poderia ter existido pressão em favor da Argentina. As declarações foram rebatidas pelo chefe do Comitê de Arbitragem da Fifa, Pierluigi Collina, que classificou as acusações como "infundadas".

VAR voltou ao centro das discussões nas quartas de final

Segundo a AFP, outra decisão polêmica aconteceu no duelo contra a Suíça pelas quartas de final.

Durante o segundo tempo, o árbitro português João Pinheiro advertiu o argentino Leandro Paredes com cartão amarelo após uma disputa com Breel Embolo. Entretanto, após revisão do VAR com base na nova regra da Fifa sobre erro de identidade, a decisão foi alterada.

A arbitragem concluiu que Embolo havia simulado a falta. Como o atacante suíço já possuía um cartão amarelo, acabou expulso, deixando a Suíça com um jogador a menos. A Argentina venceu por 3 a 1 na prorrogação e avançou às semifinais.

O técnico suíço Murat Yakin criticou duramente a interpretação da regra, enquanto outros analistas defenderam que a decisão foi correta diante das imagens.

Chaveamento da Argentina também é questionado

Além das decisões de arbitragem, críticos da campanha da Argentina na Copa do Mundo apontam que o caminho até a semifinal teria sido mais acessível em comparação ao de outras seleções.

Segundo a AFP, antes do confronto diante da Inglaterra, a equipe argentina não enfrentou nenhuma seleção posicionada acima da 19ª colocação do ranking da Fifa. Na fase eliminatória, superou Cabo Verde, Egito e Suíça.

Em contrapartida, a Espanha eliminou Portugal e Bélgica para chegar às semifinais, enquanto a França passou pelo Marrocos nas quartas de final.

Mesmo diante das críticas, a Fifa nega qualquer tipo de favorecimento e sustenta que todas as decisões da arbitragem seguiram os protocolos estabelecidos para a competição.

Agora, a Argentina tenta deixar as polêmicas de lado para buscar uma vaga na grande decisão da Copa do Mundo de 2026 diante da Inglaterra.

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