RIO DE JANEIRO - O presidente do Flamengo, Bap, reforçou, em entrevista ao jornal espanhol AS, que o clube vive um período de consolidação financeira e ampliação de mercado. Após se tornar, em 2025, o primeiro time brasileiro a ultrapassar R$ 2 bilhões de receitas em uma única temporada, o dirigente afirmou que o projeto rubro-negro hoje vai além do futebol e se apoia em um modelo semelhante ao de empresas de entretenimento mundial.
Bap comparou a estratégia internacional do Fla ao movimento histórico de expansão global de grandes clubes europeus e ao crescimento de conglomerados como a Disney. Segundo ele, a marca Flamengo está em processo contínuo de fortalecimento internacional.
— Da mesma forma que clubes europeus buscam fãs nos Estados Unidos e na Ásia, estamos abrindo novos mercados para o Flamengo. Em vez de caravelas para explorar o mundo, agora se faz isso de avião, levando um time para a China, por exemplo. Os resultados têm sido muito positivos — declarou.
Crescimento financeiro não depende apenas de títulos
Mesmo após as conquistas do Brasileirão e da Libertadores, Bap afirmou que o desempenho esportivo não é o principal motor do aumento de receitas.
— Se o Flamengo não tivesse vencido nada no ano passado, sua receita teria crescido 25%. Ou seja, mesmo perdendo tudo, ainda assim teríamos aumento de faturamento. Estamos criando um modelo em que o crescimento não depende diretamente do sucesso esportivo — explicou.
O dirigente reforçou que o conceito atual do clube envolve entretenimento e fortalecimento de marca:
— É como ter um clube “estilo Disney”, onde se vende sonho, entretenimento e produtos. O futebol está dentro disso, mas não precisa ser o único pilar.
Flamengo defende fair play e mantém gastos abaixo da capacidade
Além da expansão de mercado, Bap destacou a responsabilidade administrativa do clube e afirmou que o Flamengo está entre os times que menos comprometem suas receitas com despesas, mesmo estando entre as maiores potências financeiras do futebol mundial.
— Nossa receita passou dos 320 milhões de euros, e este ano deve superar 300 milhões novamente. Se fizéssemos um ranking global dos 20 clubes que mais faturam, o Flamengo provavelmente seria o que menos gasta da própria receita. Poderia gastar 40% ou 50% a mais e não seria afetado — afirmou.
O presidente rubro-negro ainda reiterou sua defesa do fair play financeiro e esportivo, destacando que a profissionalização da gestão é essencial para a sustentabilidade do futebol brasileiro.
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