RIO DE JANEIRO - O meia Giorgian De Arrascaeta revelou que a comemoração à la Riquelme — mãos nas orelhas — após marcar o gol da vitória do Flamengo por 1 a 0 sobre o Bahia, no Maracanã, em 10 de maio do ano passado, pelo Brasileirão, foi um protesto contra a diretoria rubro-negra. O jogador deu a explicação em entrevista ao podcast 10 & Faixa, apresentado por Diego Ribas.
Segundo ele, o gesto foi direcionado à cúpula do clube, em meio ao desgaste na relação envolvendo sua situação contratual.
— Estávamos em um momento crítico com algumas pessoas da diretoria. Foi um gol que coloquei a mão na orelha do Riquelme. Nunca mais fiz. Sentia que estavam sendo injustos comigo em algumas coisas, e achei que era justo naquele momento — disse.
Bastidores da insatisfação
Na época, o Flamengo negociava renovações com parte do elenco, mas congelou as conversas com Arrascaeta, que tinha contrato até o fim de 2026. A decisão irritou o uruguaio e seu estafe, que consideraram o jogador preterido nas prioridades da diretoria.
Ano mais difícil e vontade de sair
Arrascaeta também apontou 2023 como o período mais complicado no clube. Naquele ano, o Flamengo terminou a temporada sem títulos pela primeira vez desde 2015, além de perder finais importantes e ver o meia conviver com uma sequência de lesões.
— Não conseguia corresponder dentro de campo, não me sentia bem. Às vezes você começa a se questionar se já não era o momento de ir embora, buscar novos ares — afirmou.
— Tive muito problema com lesões. Tinha medo constante de me machucar, já limitava meu jogo. Depois que comecei terapia, isso mudou — completou.
O uruguaio lembrou ainda da derrota na final da Libertadores de 2021 para o Palmeiras, mas reforçou que a sensação mais difícil veio mesmo em 2023.
Evolução com Bielsa e desabafo sobre estilo da seleção
Em 2025, Arrascaeta se tornou titular absoluto da seleção uruguaia e recebeu elogios do técnico Marcelo Bielsa, que chegou a agradecer ao Flamengo pelo trabalho físico e técnico do meia.
Ao falar sobre o estilo de jogo do Uruguai, Arrascaeta surpreendeu ao afirmar que se encaixaria melhor em outra seleção.
— Pelo meu estilo, acredito que me encaixaria muito mais no Brasil do que no Uruguai. O Uruguai é um time mais defensivo, muito contato físico e contra-ataque. A gente sofre bastante. No esquema do Bielsa estou melhor, mas antes, com Tavares, era ainda mais difícil — revelou.
Segundo ele, jogadores com características semelhantes às suas também enfrentavam dificuldades no modelo mais reativo da equipe uruguaia.
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