BELÉM - De forma oficial, Marcos Braz não é mais o executivo de futebol do Remo. A saída foi anunciada pelo próprio dirigente por meio de uma postagem nas redes sociais e, posteriormente, confirmada pelo clube paraense em nota oficial. Para ocupar o cargo de maneira interina, o gerente de futebol Cadu Furtado foi designado pela diretoria.
A saída de Marcos Braz do Remo já era tratada como provável nos bastidores. O ge havia antecipado que divergências entre o dirigente e o presidente Antônio Carlos Teixeira, o Tonhão, poderiam encerrar o vínculo. Uma reunião realizada no domingo (25) selou o fim do ciclo.
Divergências internas marcaram o fim do ciclo
Desde a conquista do acesso à Série A do Campeonato Brasileiro, as diferenças de visão entre Marcos Braz e a presidência se intensificaram. As discordâncias chegaram a atrasar a definição sobre a renovação de contrato do executivo, que se encerraria no fim de 2025.
Mesmo assim, Braz permaneceu no cargo e teve participação ativa na montagem do elenco para o retorno à elite nacional, com a contratação de 11 reforços. Internamente, porém, o clima seguiu pesado e se agravou após a estreia do Remo no Campeonato Paraense, na derrota para o Bragantino, no sábado (24).
Passagem de Marcos Braz pelo Leão Azul
Marcos Braz foi anunciado pelo Remo no dia 31 de maio e teve papel central na reformulação do elenco durante a Série B. O trabalho culminou com o acesso à Série A, competição que o clube não disputava desde 1994.
A chegada do dirigente ocorreu após a saída de Sérgio Papellin, em 30 de maio do ano passado. Papellin havia sido responsável pela montagem do elenco que garantiu o acesso da Série C para a Série B. A escolha por Braz surpreendeu, já que sua experiência era como vice-presidente de futebol do Flamengo.
Mudanças no comando técnico e no elenco
Logo no início da gestão, Marcos Braz precisou lidar com a saída do técnico Daniel Paulista, que aceitou proposta do Sport. Para o lugar, o escolhido foi o português António Oliveira. Posteriormente, já no retorno à Série A, a definição do comando técnico passou por nova mudança, culminando na contratação do colombiano Juan Carlos Osório, após negociações frustradas com Guto Ferreira.
No elenco, a reformulação foi profunda:
- 16 jogadores contratados
- 13 atletas deixaram o clube (empréstimos, vendas ou rescisões)
Legado fora de campo e planejamento para 2026
Além das decisões esportivas, a passagem de Marcos Braz no Remo também foi marcada por investimentos estruturais no Baenão. O dirigente destacou melhorias em:
- Vestiários
- Refeitórios
- Gramado
Sob sua gestão, o clube iniciou o planejamento para 2026 e anunciou 11 reforços até o momento:
- Alef Manga
- Carlinhos
- João Lucas
- Léo Andrade
- Marlon
- Patrick
- Patrick de Paula
- Pikachu
- Rafael Monti
- Thalisson
- Zé Ricardo
- Zé Wellison
Além deles, o Remo aguarda o anúncio de Leonel Picco, negociação estimada em R$ 9 milhões, que pode se tornar a maior compra da história do clube
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