SÃO PAULO - O Conselho Deliberativo do São Paulo vota nesta sexta-feira (16) o pedido de impeachment do presidente Julio Casares, investigado por movimentações financeiras em espécie que somam R$ 11 milhões. A defesa do dirigente sustenta que os valores têm origem lícita e seriam referentes a bonificações por títulos conquistados durante a gestão.
Diferentemente do processo que culminou no afastamento do presidente do Corinthians em 2025, o rito no São Paulo é decidido exclusivamente pelos conselheiros, sem participação direta dos sócios do clube.
Quórum necessário e possível sucessão
Para que o impeachment seja aprovado, são necessários 171 votos favoráveis, número que corresponde a dois terços do Conselho Deliberativo. Caso a destituição seja confirmada, o vice-presidente Harry Massis Júnior assume o comando do clube imediatamente.
O estatuto do São Paulo ainda prevê que, caso seja comprovada gestão temerária, Julio Casares pode sofrer banimento do quadro social da instituição.
Comparação com o processo do Corinthians
No Corinthians, a saída de Augusto Melo ocorreu após um processo diferente. Inicialmente, o Conselho Deliberativo aprovou o afastamento, mas a decisão final foi tomada pelos sócios em assembleia geral, realizada no Parque São Jorge.
O processo corintiano teve como base irregularidades no contrato de patrocínio com a VaideBet. Por decisão da Justiça de São Paulo, a votação foi realizada de forma híbrida, com participação presencial e online dos associados.
Votação híbrida e disputas jurídicas
No caso do São Paulo, os conselheiros também poderão votar de forma presencial ou por sistema online. A atual gestão tentou barrar o voto remoto e aumentar o quórum mínimo para 191 votos, mas os recursos apresentados foram negados em instâncias superiores.
A definição do Conselho nesta sexta-feira pode representar um dos momentos mais delicados da história recente do clube do Morumbi.
Cenário pós-afastamento no Corinthians
Após o afastamento definitivo de Augusto Melo, em agosto de 2025, o Corinthians realizou uma eleição indireta para definir o comando do clube. Desde então, Osmar Stabile preside a instituição até o término do mandato original.
O desfecho do processo no São Paulo pode seguir caminhos distintos, mas reforça o cenário de instabilidade política vivido pelos grandes clubes paulistas nos últimos anos.
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