BRASIL - A discussão sobre o gramado sintético voltou a ganhar força no futebol brasileiro após a paralisação da partida entre Novorizontino e Juventude Samas (MA), no último sábado (10), válida pela Copa São Paulo de Futebol Júnior. O jogo foi interrompido por conta do calor intenso e da alta temperatura do piso artificial, reacendendo o debate sobre o uso desse tipo de superfície no país.
Apesar de dividir opiniões entre jogadores, dirigentes e torcedores, a grama artificial se consolida cada vez mais na estrutura dos clubes brasileiros. Em 2026, a Série A do Campeonato Brasileiro contará com seis equipes utilizando gramado sintético em jogos como mandante, número recorde na história da competição.
Uso do gramado sintético cresce nos centros de treinamento
A presença do gramado sintético não se limita apenas aos estádios. Nos Centros de Treinamento das equipes que disputam as Séries A e B, o avanço também é significativo.
Atualmente, 22 dos 40 clubes das duas principais divisões do futebol nacional já possuem campos alternativos com grama artificial em seus CTs. Em breve, esse número aumentará, já que Botafogo, Athletic, Ferroviária e Paysandu estão em fase de construção de campos com piso sintético.
Entre os clubes da Série A, apenas Internacional e Vasco ainda não adotaram o gramado sintético em seus centros de treinamento.
Novos campos recebem certificação máxima da Fifa
A modernização das estruturas vem acompanhada de certificações internacionais. O Juventude, por exemplo, inaugurou recentemente o primeiro campo sintético de seu Centro de Formação de Atletas e Cidadãos, em Caxias do Sul. O gramado recebeu o selo FIFA Quality Pro, a certificação máxima concedida pela entidade máxima do futebol mundial.
Outro clube da elite que concluiu obras semelhantes foi o Santos. O Alvinegro Praiano finalizou, em 2025, a instalação de um campo com gramado sintético certificado pela Fifa, utilizado principalmente para adaptação a partidas disputadas nesse tipo de piso.
Série B também investe em gramado sintético
Na Série B, os investimentos seguem a mesma tendência. O Cuiabá concluiu as obras do campo 4 do CT Manoel Dresch, que utiliza gramado sintético com selo FIFA Quality Pro, modelo idêntico ao empregado pelo Chelsea, da Inglaterra, em um de seus campos de treinamento.
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