Troca de Ideia

Emilio Sagaz diz estar feliz com sucesso do Afro Som

Já foram realizadas seis edições: Alcântara, Caxias, Estreito, Barreirinhas, Pinheiro e Paço do Lumiar. Restando as cidades de Pirapemas e os municípios que compõem a região metropolitana: Raposa, São José de Ribamar e São Luís.

Pedro Sobrinho / Jornalista

O Festival Itinerante AfroSom é um projeto criado e dirigido pelo cantor, compositor e produtor maranhense Emílio Sagaz. O festival tem como propósito difundir e amplificar a rica cultura afro-maranhense e nordestina. O evento celebra e aproxima o público de suas próprias raízes, fortalecendo a identidade cultural e a produção negra nas comunidades. Ele se destaca por reunir diversas manifestações artísticas populares, como : reggae, o samba, tambor de crioula, bumba meu boi, capoeira e pontos de umbanda.

Emilio Santiago: músico, idealizador e realizador do projeto Afro Som. Foto: Divulgação

Além de shows e apresentações musicais, o festival itinerante foca fortemente na educação e no desenvolvimento comunitário através de um eixo formativo. Oferece oficinas, palestras e intervenções artísticas.

Em conversa com o idealizador do projeto, o músico Emilio Sagaz, no quadro Troca de Ideia, no Plugado na Mirante, disse estar satisfeito com o resultado do Afro Som até o momento. Já foram realizadas seis edições: Alcântara, Caxias, Estreito, Barreirinhas, Pinheiro e Paço do Lumiar. Restando as cidades de Pirapemas e os municípios que compõem a região metropolitana: Raposa, São José de Ribamar e São Luís.

“O Afro Som conseguiu alcançar o seu objetivo de fazer com que os artistas maranhenses sintam-se contemplados por apresentarem os seus trabalhos autorais em um ambiente de profissionalismo, respeito e acolhimento que o projeto tem proporcionado para todos eles. Contemplamos também os nossos mestres e mestras da Cultura Popular do Maranhão  com certificados. E o público tem abraçado o projeto por onde circulamos ao identificar às suas raízes culturais. Enfim, o Afro Som é um projeto que a prioridade é a arte local”, define.

Quando questionado se o Afro Som conecta-se como destino do Afroturismo absorvido em São Luís, como uma das capitais brasileiras de maioria de população negra, Emilio foi categórico que o seu projeto pode tornar-se uma extensão deste processo viável como ação afirmativa, pertencimento e fortalecimento da economia criativa.

“Essa é a nossa primeira edição e tivemos êxito através do apoio da Lei Roaunet, Ministério da Cultura e Transpreto. Quem sabe podemos ser uma extensão do Afroturismo em São Luís colocando a nossa identidade. Para isso, é necessário que o festival se fortaleça, ainda mais, com a presença de outros grandes patrocinadores e de uma grande mídia nacional. Até porque fazer com o que Afroturismo seja legitimado em São Luís é preciso que não seja visto apenas como uma grande festa, mas um vetor feito de políticas públicas que atendam a economia criativa e investimento em mão de obra qualificada”, enfatiza.

 

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