SÃO LUÍS – Entre cantos ancestrais, novas sonoridades e histórias que atravessam gerações. A partir da próxima terça-feira (4), a oitava edição festival de música Indígenas.BR traz uma programação gratuita que reúne shows, documentários, oficinas, rodas de conversa e vivências culturais na Praia Grande, em São Luís. O evento vai rolar no Centro Cultural Vale Maranhão (CCVM).
Nesta edição, o festival destaca o protagonismo feminino nas artes indígenas e reúne artistas de diferentes territórios do Brasil. Nomes como Kaê Guajajara, Cintia Guajajara e Tainara Takua estão entre as atrações que levarão ao público diferentes línguas, ritmos, histórias e formas de expressão dos povos originários.
Indígenas.BR celebra vozes e culturas indígenas
Realizado anualmente no Pátio Aberto do CCVM, o Indígenas.BR se consolida como um espaço de encontro entre tradição e criação contemporânea. A proposta é valorizar cantos rituais, músicas tradicionais e novas produções que mantêm vivas as memórias e identidades indígenas.
A curadoria do festival é assinada pela cantora e jornalista Djuena Tikuna e pela pesquisadora e musicista Magda Pucci. Para Magda, a parceria com o CCVM é fundamental para viabilizar ações que aproximam diferentes povos indígenas do público maranhense.
“É preciso destacar o quão significativo é este apoio em um país onde, infelizmente, o respeito e o devido reconhecimento aos povos indígenas ainda carecem de avanços estruturais”, afirmou a curadora.
Novidades no Indígenas.BR homenagem a Graciela Chamorro
Uma das novidades desta edição é o curso “Sons e Vozes dos Povos Originários”, coordenado por Marlui Miranda, Magda Pucci e Pedro Paulo Salles. A atividade será realizada de 4 a 7 de agosto, das 10h às 12h, com participação gratuita.
A programação também presta homenagem à historiadora, linguista, antropóloga e indigenista Graciela Chamorro, conhecida por sua dedicação ao estudo das línguas e culturas Guarani e Kaiowá.
A homenagem inclui a exposição-instalação “Graciela Nhe'ẽ Jary – A Protetora das Palavras”, uma roda de conversa performativa criada pelas filhas da pesquisadora e um curta-documentário sobre sua trajetória e legado.
Confira a programação do Indígenas.BR
No dia 4 de agosto, a abertura do festival acontece às 18h. A programação segue com a roda de conversa “Mulheres Indígenas em Cena: Cantos, Territórios e Resistências”, com Cintia Guajajara, Kaê Guajajara e Djuena Tikuna, além da exibição de documentários sobre comunidades Guajajara e o show de abertura de Kaê Guajajara. Veja a programação completa:
04 de agosto
- 18h — Abertura
- 18h30 — Roda de Conversa “Mulheres Indígenas em Cena: Cantos, Territórios e Resistências”, com Cintia Guajajara, Kaê Guajajara e Djuena Tikuna. Mediação: Magda Pucci
- 19h30 — Documentários “Histórias e Cantos Guajajara Aldeia Maçaranduba — Terra Indígena Caru — Alto Alegre do Pindaré (MA)” e “Histórias e Cantos Indígenas Guajajara — Aldeia Lagoa Quieta — Terra Indígena Araribóia — Amarante (MA)”
- 20h30 — Show de Abertura: Kaê Guajajara (MA)
05 de agosto
- 16h — Oficina “Cantos da Floresta: Musicalidades Indígenas na Educação”, com Magda Pucci
- 19h30 — Documentário “Awa tea jãnaha - O canto dos Awa Guajá”
- 20h — Bate-papo Conversa sobre o filme com Djuena Tikuna, Diego Janatã, Vinicius Berger, Flavia Berto e cantores do Coletivo Japua
- 20h30 — Apresentação Musical: Coletivo Japua – Povo Awa Guajá (MA)
06 de agosto
- 17h30 — Roda de Conversa “Ára Jegwaka - Enfeites do Tempo”, com Arami Argüello, Jaciara Marschner, Rossandra Cabreira e Kellen Vilharva Xamiri Hu'y Rendy
- 18h30 — Visita Guiada: Exposição-instalação “Graciela Ñe'ē Jary — A Protetora das Palavras”
- 19h — Documentário “Graciela — um enfeite do tempo”
- 19h30 — Documentário “Mbaraká - A palavra que age”
- 20h — Apresentação Musical: Tainara Takua (SC)
07 de agosto
- 16h — Roda de Conversa “Mulheres do Xingu: Cultura, Território e Vida”, com Coletivo Tecedoras do Território Xingu
- 17h — Demonstração: Pinturas Corporais do Xingu
- 18h30 — Documentário “As Hiper Mulheres”
- 20h — Ritual Yamurikumã: Coletivo Tecedoras do Território Xingu, com representantes dos povos Yawalapiti, Kuikuro, Mehinako, Kalapalo e a participação do cacique Takumã Kalapalo
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