COLUNA
Pergentino Holanda
O colunista aborda em sua página diária os acontecimentos sociais do Maranhão e traz, também, notícias sobre outros estados e países, incluindo informações das áreas econômica e política.
Pergentino Holanda

PH: Daniel Albuquerque Filho na Copa

E mais: As bets drenam a economia

PH

Daniel Albuquerque Filho vibrou com a vitória da Seleção do Brasil contra a Escócia, em Miami (USA), com os filhos Daniel Neto (com a esposa Letícia) e Ana Catarina, convidados da GM do Brasil

Fixar prazos evita adiar prazeres da vida

De uma vez por todas, cientistas sociais descobriram uma falha na psique humana que não será tediosa de corrigir. Você pode nem precisar de um grupo de apoio. Você pode até tentar por conta própria, começando com esta simples resolução: divirta-se... agora!

Em seguida, você só precisa de apetite para beber aquela garrafa especial de vinho, resgatar suas milhas aéreas e tirar aquelas férias que você sempre prometeu a si mesmo. Caso sua determinação enfraqueça, não sucumba à culpa ou à vergonha. Reconheça quem você é: um procrastinador de prazer em recuperação.

Parece estranho, mas na verdade essa é uma forma de procrastinação bastante disseminada – pergunte às linhas aéreas e outros comerciantes que economizam bilhões de dólares anualmente com certificados de compra não resgatados. Ou aos poetas que continuam produzindo exortações a aproveitar o dia colhendo botões de rosas.

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Levou um tempo para psicólogos e economistas comportamentais analisarem essa condição. Agora eles começaram a explorar o estranho impulso de deixar para amanhã o que poderia ser aproveitado hoje.

Por que, por exemplo, é tão difícil encontrar tempo para visitar marcos históricos em seu próprio quintal? Pessoas que se mudaram para São Paulo, Rio de Janeiro ou Florianópolis visitam menos marcos históricos locais ao longo de seu primeiro ano do que o turista médio visita numa estada de duas semanas, segundo um estudo conduzido por professores de marketing.

Os habitantes de São Paulo no estudo visitaram mais marcos em outras cidades do que na sua, e mesmo sua quantidade relativamente pequena de turismo era feita basicamente para entreter visitantes de fora.

Fora isso, o único momento em que os moradores da capital paulista corriam para ver os marcos locais era quando estava prestes a se mudar para outra cidade, quando o prazo final inspirava paixões repentinas por passeios arquiteturais e visitas a museus.

Sumiço do telefone

Divulgados ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua – no módulo temático sobre Tecnologia da Informação e Comunicação – confirmam o que já se percebe na maioria dos lares do País.

O telefone fixo está desaparecendo. Os números do quarto trimestre do ano passado revelam queda acentuada no número de lares com o equipamento ao mesmo tempo em que aumentou o uso de celular.

Na média nacional, o percentual de domicílios com telefones fixos caiu de 32,7% para apenas 5,9%.

No Maranhão, o índice é ainda menor. Apenas 1,6% dos lares têm o aparelho. Já o percentual de residências com celular foi de 93,1% para 97,4% no Brasil e de 86,2% para mais de 96% no Maranhão.

Roosevelt e Ceres Murad abrem sua acolhedora casa no Calhau, hoje à noite, para festejar em grande estilo os 70 anos dela

DE RELANCE

Sempre o mesmo discurso

A cada Copa do Mundo, repete-se o mesmo discurso: o comércio vende mais, os bares lotam, a publicidade dispara, o consumo cresce e isso é bom para a economia. Tudo isso é verdade, mas é apenas metade da história.

O que ninguém diz é que a Copa também reduz a atividade econômica em diversos setores, interrompe rotinas produtivas e gera perdas que nunca são contabilizadas.

Há, é verdade, uma maior movimentação na economia. Milhões de brasileiros se reúnem para assistir aos jogos, aumenta o consumo de alimentos, bebidas, eletrônicos, vestuário e serviços de entretenimento.

Bares, restaurantes, hotéis, empresas de turismo, emissoras de televisão e agências de publicidade experimentam um período de intensa movimentação. A Copa cria um ambiente de euforia coletiva que estimula o gasto e aquece setores diretamente ligados ao lazer e ao consumo.

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No Maranhão, esses efeitos tendem a ser ainda mais visíveis. A forte cultura de convivência social, o peso do turismo na economia estadual e a tradição de acompanhar os jogos em espaços públicos favorecem o aumento do movimento em bares, restaurantes e estabelecimentos voltados ao entretenimento.

Em muitos casos, um único jogo da seleção é capaz de produzir uma movimentação econômica comparável à de um feriado prolongado.

Mas a moeda tem outra face. Quando há jogo da seleção brasileira, o Brasil para e grande parte da produção também para. Empresas interrompem atividades, repartições públicas reduzem o expediente, reuniões são adiadas, obras desaceleram e inúmeros trabalhadores deixam temporariamente suas funções.

É claro que a movimentação para assistir aos jogos gera atividade econômica e aumenta o consumo, mas é preciso ter consciência de que o aumento do gasto em determinados setores não significa necessariamente aumento equivalente da produção total da economia.

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Na prática, ocorre uma transferência de recursos. O dinheiro que seria gasto em outras atividades é direcionado para o entretenimento relacionado à Copa. O consumidor compra menos em alguns segmentos para gastar mais em outros. O resultado líquido costuma ser menor do que sugerem as estimativas mais otimistas divulgadas durante o torneio.

E, além disso, existe um custo invisível: a queda da produtividade. A paralisação da produção para que seja possível assistir aos jogos, a ampliação dos feriados previstos, através do enforcamento dos dias de trabalho e a ressaca do dia posterior são fatores que impactam e reduzem a produtividade da economia como um todo.

Isso não significa que a Copa seja um mau negócio. Há um efeito em cadeia, pois, embora alguns setores produzam menos, o consumo de produtos e serviços se ampliam, os estoques se reduzem em determinadas indústrias e por aí vai.

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Mas não vamos esquecer que não se cria riqueza do nada. E a movimentação econômica na Copa é apenas uma redistribuição de parte da atividade econômica entre setores vencedores e perdedores.

O comércio de bebidas e alimentos ganha, mas algumas fábricas produzem menos. Os bares faturam mais, todavia muitos escritórios trabalham menos. As emissoras vendem publicidade, mas diversos serviços reduzem sua operação.

Existe, é verdade, um efeito intangível que estimula a movimentação econômica. Pessoas confiantes consomem mais. Empresas otimistas investem mais. O turismo ganha visibilidade. A imagem internacional do país é fortalecida.

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Embora esses impactos sejam difíceis de medir, eles existem. No final, o saldo econômico costuma ser positivo, mas muito menor do que os bilhões anunciados.

A Copa não muda nada na economia brasileira: é um estímulo ao consumo, mas é também um freio temporário à produção.

Ocorre que nem só de economia vive o homem! O futebol produz ganhos que não podem ser medidos apenas por planilhas. Há benefícios sociais, culturais e psicológicos relevantes.

O sentimento de pertencimento, a integração nacional, a valorização da identidade brasileira e os momentos de celebração coletiva possuem valor real, ainda que não apareçam nas estatísticas do PIB. 

Por isso, é hora de esquecer a economia, vestir a camisa da seleção canarinho e gritar a pleno pulmões: vai Brasil!

As bets drenam a economia

Mas, no Brasil, quem está ganhando mesmo com a Copa e com o nosso maravilhoso futebol são as famigeradas bets. Essas empresas, que na sua maioria são empresas internacionais, estão drenando recursos do Brasil para o exterior.

E, o mais grave, é que estão endividando a população brasileira. E, com isso, reduzindo a atividade econômica de outros setores.

O Brasil como sempre é um paradoxo: proíbe os cassinos em zonas turísticas, frequentados apenas por quem tem dinheiro para perder, e permite o cassino global das bets, movido por algoritmos, cujo objetivo é tirar dinheiro dos mais pobres, endividar a população e drenar o dinheiro do país para o exterior.

Roseana Sarney já está em São Luís para comandar o Vamos Festejar, no Convento das Mercês, e iniciar os preparativos para a eleição que marcará a sua volta ao Senado

 

TRIVIAL VARIADO

Rendimentos: Os titulares de cartório lideram ranking de patrimônio no IR 2026. Judiciário, diplomatas, atletas e empresários aparecem no topo.

Idosos: A vacina contra VSR reduz internações em 75%. Análise comparou 520 mil vacinados com 2 milhões de não vacinados.

Caneta azul: A namorada do Manoel Gomes quer gravar conteúdo adulto com o cantor e compositor maranhense após casamento. Mary Jane afirma que gostaria de produzir vídeos para plataformas adultas ao lado de “Caneta Azul”.


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