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Pergentino Holanda
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Pergentino Holanda

PH: Casamento na Itália

E mais: O ápice de uma catarse coletiva

PH

Atualizada em 12/06/2026 às 13h13
Lara Ferreira Bertrand e Pietro Passariello repetem hoje, em igreja italiana, a celebração do seu casamento

Casamento na Itália

A maranhense Lara Ferreira Bertrand (filha de Ivani e Genésio Bertrand) e o italiano Pietro Passariello realizam hoje, às 16 horas, na cidade medieval de Minerbio, na Bolonha – Itália, a cerimônia religiosa do seu casamento.

O ato será na Igreja San Giovanni Battista, com a presença de muitos parentes e amigos do Maranhão que foram testemunhar o acontecimento.

A cerimônia civil foi realizada em São Luís, no ano passado.

Crônica de guia de amantes

Namorar é preciso, para a alma e o coração, mesmo se der vexames e aqueles bolerões e o encantamento. Romeu e Julieta. Tristão e Isolda. Penélope e Ulisses. Marco Antônio e Cleópatra. Bonnie e Clyde. Páris e Helena. Heloísa e Abelardo. Desdêmona e Otelo. Simone e Sartre. Real ou de ficção, tragédia ou final feliz, namorados. Com direito a lágrimas. Suspiros. Sonhos de verão. Ou de outono. Emoldurados pelos ipês que florescem. Luxo de rosacor no cinza da cidade. Brilho roxo contra o azul céu.

Mário de Andrade, em Noturno de Belo Horizonte, conta a história da Serra do Rola Moça, que não tinha esse nome não. Só depois que o cavalo da noiva cai com ela no abismo. O noivo pulou atrás. Nem o baque se ouviu. Carlos Drummond de Andrade narra a lamentável história dos namorados, premidos pela inflação alta, a vida difícil, a grana curta e a impossibilidade de comprar os bens para começar vida nova.

As histórias, muitas. De final feliz. Ou só procura. Busca bíblica, quase, a da felicidade. “O meu amor tem um jeito manso”. “Se você quiser ser a minha namorada”. Flores. Beijos. Desejos. Aventura pelos desvãos do amor. Também mistura. Choro e ranger de dentes quando é separação ou ciúmes. Brigas e mais brigas. Solidão. Enxurrada de declarações.

Crônica de guia de amantes...2

Namorar é preciso. Até receita de analistas de plantão. Para a alma e o coração. Mesmo vexames. Aqueles dos bolerões. Dos ébrios de amor e saudade. Arrastamento. É que namorar pode ser só namoro. “você só dança com ele e diz que é sem compromisso”. Canção só para dizer. Ou passo para armadilha. Calabouço. Alianças trocadas.

No campo das relações interpessoais o namoro mudou, desde antanho. Mas manteve a essência. A procura. A busca. Necessidade do encontro. Partilha ou intolerância. Incenso e lama. Plasma da criação original. Sempre busca. Procura. Espelhar-se no outro. Tecer e viver para o outro ser. Uma quase-amizade, ou quase-amor, o namoro nos tempos primordiais. Olhares. Rubores. Inibição. Vendaval. Cumplicidade até. Ruptura então com os sinais do egoísmo. Abertura, depois. Passo para o encontro. Começar de novo.

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Que o namoro não se perde. Seja ficar. Estar. À moda antiga. Pedir. Esperar. Criar versos. Flores mandar. Esperar. Bilhetes. Quem sabe cesta matinal. Ou notívaga. Vinho e pão. Mel. Ruim quando é suspeita. A desconfiança. Ciúmes. Ao modo de Otelo. “Cenas de sangue num bar”. Claro, muito radical. Que alguns preferem o mornamor. Execrado. Que a paixão, rubra. Como em Romeu e Julieta. Pode ser ousada. Por isso raptar Helena. Ou liberal. Como Sartre e Simone. Tão liberal que abriu o caos, fundido no cadinho dos 1960. E que arrebenta agora, essa coleção de non sense dos dias atuais nos relacionamentos. Ainda a busca do paraíso perdido.

Então, diálogo e afeto. Encantamento. Crônica de guia de amantes. Posições no campo de batalha. Um longo poema. Épico, se conquista. Lírico, no repouso. Os dias da agradável conversação. Ambos inteligentes. E belos. E corajosos. Depois, os dias corridos, manter o namoro, eis o desafio. Que as contas, mais os filhos, o tempo implacável, a correria, tramam contra o amor e o namoro, sua mais aprazível manifestação.

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Por isso, colecionar os dias. E os abraços. Mais tantos beijos. Que sem isso, que amor dura? E de novo beijar. Esse entregar-se, caminho para Chipre. Canto de Safo. Dulcíssima Glória. Poesia derramada pelos poros. Cantochão. Mais velas e vinhos e queijos para o sábado, noite fria, minguante lua, mas o coração aos pulos. Que adolescência, quando é namoro, permanece pelos evos.

Daí as orações para Santo Antônio. Passeio pelo shopping. Caça à raposa. Jogo de olhares e mãos. Sinais que só machos e fêmeas. Perfumes. Música. Rastro de sedução. E uma trilha de magia que o feitiço do namoro impõe. E “vão viver sob o mesmo teto (...) até que a morte os una”.

Um registro especial do jantar após o Congresso Orchardocd 2026, que contou com a participação do Dr. Leonardo Fontenelle e reuniu importantes pesquisadores e especialistas internacionais dedicados ao estudo e ao tratamento de transtorno obsessivo-compulsivo e de condições relacionadas.

Filho de maranhense

O Dr. Leonardo Fontenelle é filho do médico maranhense Edson Fontenelle, casado com Guiomar, filha de Heitor Costa, irmão do escritor Franklin de Oliveira e comerciante que representou no Maranhão a Pirelli, a Peterco e muitas outras empresas.

Ele trabalhou muitos anos no Hospital Nina Rodrigues e ao ser convidado para trabalhar em um grande hospital em Niterói, presenteou com uma macieira em um belo vaso, uma bonita jovem sua paciente que, na proporção que melhorava sua saúde mental, ela colhia, diariamente, as maçãs para ele.

Sujeito culto, educadíssimo, pai do Leonardo (Léo) hoje respeitado cientista com trabalhos internacionais.

Na foto acima, da esquerda para a direita, a partir do Prof. Leonardo Fontenelle: Prof. Eric Hollander (Albert Einstein College of Medicine), Prof. Naomi Fineberg (University of Hertfordshire), Prof. Cristine Lochner (University of Zürich), Dr. Himanshu Tyagi (University College London – Queen Square), Prof. Daniel Geller e sua esposa (Harvard University) e Lynne Drummond (National Health Service – Reino Unido)

DE RELANCE

O ápice de uma catarse coletiva

O passado mostra não ser incomum que tensões entre países e fatores políticos locais contaminem grandes eventos esportivos, como Olimpíadas e Copas do Mundo. São conhecidos os episódios de boicotes, de exploração do sentimento de patriotismo e do uso das competições para propaganda por regimes autoritários.

Ainda que não seja uma influência inédita, o componente extracampo no campeonato mundial de futebol entre seleções sediado em conjunto por EUA, México e Canadá, que se iniciou ontem, tem até aqui um impacto poucas vezes visto.

O futebol, como esporte mais popular do planeta, é único na mobilização de multidões, e o Mundial é o ápice dessa catarse coletiva.

O ápice de uma catarse coletiva...2

Não bastasse ser um momento de contendas geopolíticas intensas, de disputas comerciais e de conflitos armados, os norte-americanos, principais anfitriões do torneio, vivem um período de endurecimento de políticas migratórias. As diretrizes do atual governo têm produzido situações que se chocam com o espírito de congraçamento entre os povos em eventos do gênero e com a tradição de hospitalidade dos países-sede para com os participantes, profissionais que viajam a trabalho e visitantes. 

Um árbitro da Somália, eleito o melhor da África ano passado, foi barrado de entrar nos EUA, decisão cuja razão careceu de transparência. Jogadores, delegações e jornalistas passaram por interrogatórios e revistas constrangedores e de viés discriminatório, e torcedores de alguns países tiveram vistos de entrada negados.

A sensação é a de que nem todos são bem-vindos. Cogita-se ainda uma onda de prisões pela polícia migratória nos arredores dos estádios. É decisão soberana da Casa Branca não flexibilizar suas normas linha-dura, mas é uma postura que contrasta com o histórico de acolhimento e confraternização de diferentes culturas em Copas do Mundo. 

O ápice de uma catarse coletiva...3

Espera-se que, a partir de agora, com a competição já iniciada, seja a qualidade dos jogos, a habilidade dos craques e a plasticidade das jogadas e dos gols que passe a chamar mais a atenção, superando o foco nas descortesias do governo do país que vai receber 78 das 104 partidas da maior Copa da história, com 48 times, e a primeira que ocorre em três nações.

O futebol, como esporte mais popular do planeta, é único na mobilização de multidões, e a Copa do Mundo é o ápice dessa catarse coletiva. 

Em países como o Brasil, são semanas em que as asperezas da vida ficam um pouco de lado e as diferenças entre os cidadãos são ofuscadas em nome da corrente coletiva pela equipe canarinho.

O ápice de uma catarse coletiva...4

É verdade que até a camiseta da Seleção é objeto da disputa política e da polarização, mas o Mundial é oportunidade singular para fortalecer laços e lembrar que há mais razões para unir do que separar os brasileiros. Melhor ainda será se, ao longo dos jogos, o selecionado nacional superar o descrédito que o cerca e surpreender com a conquista do hexacampeonato.

Não se trata de lançar a falsa ilusão de que uma Copa é capaz de curar a profunda cisão social no país. Mas de lembrar que a competição pode ser uma espécie de respiro em meio aos tensionamentos e compromissos cotidianos.

Uma ocasião para reviver velhos hábitos, como reunir amigos e familiares para assistir aos jogos, pintar e ornar ruas e pendurar bandeiras verde-amarelas nos ambientes escolares e de trabalho. Faz bem se deixar levar pelo clima de mais leveza e de unidade nacional, ainda que efêmero. 

Fura-fila para tirar o visto

Os Estados Unidos devem implementar um serviço premium para estrangeiros que buscam vistos de turismo ou de negócios para viajar ao país. A intenção é criar um sistema fura-fila, por meio do qual será possível conseguir entrevistas consulares em até 10 dias. Para isso, o interessado terá de desembolsar US$ 750, além da taxa normal de US$ 185. O valor total deve superar, pela cotação de ontem (R$ 5,14), R$ 4,8 mil.

A medida fará parte de um programa-piloto do governo americano e funcionará de 1º de julho a 31 de dezembro. Os detalhes foram obtidos pela agência de notícias Associated Press, e o documento deve ser divulgado por meio de publicação no Diário Oficial nos próximos dias.

A medida seria uma tentativa de aliviar a fila de espera, agravada pela pressão sobre o sistema consular. As embaixadas e consulados nos quais o serviço expresso estará disponível devem ser anunciados antes que o programa entre em vigor. 

Moacir Machado e Donizete já bateram o martelo e vão comemorar 50 anos de Maranhão com uma grande festa no dia 8 de agosto, no Hotel Blue Tree Towers, no Calhau, com uma grande festa reunindo amigos de cinco décadas

Bênçãos ao Boi Barrica

O Boizinho Barrica faz sua estreia oficial no São João 2026 nesta sexta-feira (12), em uma programação que une fé, tradição e cultura popular. A partir das 19h30, os integrantes participam da tradicional bênção na Capela de São Pedro, no bairro Madre Deus, seguida de um cortejo pelas ruas da comunidade até a Casa Barrica, onde a celebração continua com apresentações musicais e culturais.

A abertura marca o início da 41ª temporada junina do grupo folclórico, um dos mais representativos do Maranhão.

Nos terreiros e arraiais, o Boizinho Barrica apresenta o espetáculo que narra a busca incessante de um pequeno boi por sua estrela bailarina no espaço sideral, uma narrativa que mistura elementos da cultura popular, da música, da dança e da imaginação, encantando públicos de todas as idades.

Bênçãos ao Boi Barrica...2

Para o diretor artístico da Companhia Barrica, José Pereira Godão, a bênção na Capela de São Pedro representa um momento de profunda importância para os brincantes e para toda a comunidade que acompanha a trajetória do grupo.

Reconhecido pelo trabalho desenvolvido junto às comunidades e pela valorização das manifestações populares, o Boizinho Barrica é considerado uma das mais genuínas expressões culturais brasileiras, reunindo música, dança, teatro e tradição em espetáculos que exaltam a identidade maranhense.

Após a cerimônia religiosa e o cortejo, o público poderá acompanhar uma programação especial na Casa Barrica.

Ao longo dos festejos juninos, o grupo cumprirá uma extensa agenda de apresentações em arraiais e demais espaços juninos, levando sua arte para milhares de pessoas durante toda a temporada.

Na crista da onda

Dono de uma voz afinada, carisma e desenvoltura nos palcos, o cantor Gusttavo Ribeiro vem consolidando seu nome nos palcos maranhenses. Natural de Santa Luzia do Tide, o artista tem se destacado por valorizar ritmos que conquistam multidões, como o forró, o piseiro e a música sertaneja, reunindo públicos cada vez maiores por onde passa.

Com uma trajetória marcada pela dedicação e pelo contato direto com os fãs, Gusttavo Ribeiro vive um dos momentos mais promissores da carreira.

Atualmente, ele desponta como o artista mais cogitado para apresentações na capital maranhense, liderando a agenda de contratações para eventos, festas e casas de shows em São Luís.

A versatilidade musical é um dos diferenciais do cantor. Em seus shows, o público encontra um repertório que passeia pelos grandes sucessos do sertanejo nacional, pelos hits do piseiro e pelos clássicos do forró, sempre interpretados com personalidade e muita energia.

A combinação entre afinação, presença cênica e interação com a plateia tem garantido ao artista reconhecimento crescente dentro e fora do estado.

Gusttavo Ribeiro é a nova revelação dos palcos locais e lidera a agenda de eventos em São Luís

Copa e preços

Em fenômeno semelhante ao que ocorreu em Belém do Pará durante a COP 30, os preços nos hotéis das cidades-sede da Copa 2026 dispararam e também há carência de vagas nas proximidades dos estádios.

O detalhe é que, diferentemente do que se viu em relação à capital paraense no ano passado, neste ano são poucas as críticas à especulação que tomou conta de cidades dos Estados Unidos, México e Canadá.

Para especialistas, a alta é consequência direta do aumento da procura, como costuma ocorrer em grandes eventos, sem grandes críticas à população local. O grande público, contudo, tem reclamado.

Outro ponto de queixa é o preço dos ingressos que varia de cerca de R$ 5 mil, os mais baratos, para até R$ 100 mil em lugares e jogos mais disputados.    

Para escrever na pedra:

“O amor é a única paixão que não admite nem passado nem futuro”. De Honoré de Balzac.

TRIVIAL VARIADO

De Jorge Amado: “O amor eterno não existe. Mesmo a mais forte paixão tem o seu tempo de vida. Chega seu dia, se acaba, nasce outro amor. Por isso mesmo o amor é eterno. Porque se renova. Terminam as paixões, o amor permanece”. Do romance Gabriela, cravo e canela.

Enem: O prazo prorrogado de inscrição no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2026 termina às 23 horas e 59 minutos desta sexta-feira (12), no horário de Brasília. Os interessados em participar do exame devem fazer a inscrição exclusivamente na internet no link da Página do Participante no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep).

Tem mais: O prazo vale para todos os participantes. Os candidatos isentos da taxa de inscrição também devem se inscrever no exame. O prazo de 12 de junho vale também para os candidatos que necessitam de atendimento especializado.

Golpes românticos: Especialistas em cibersegurança alertam para fraudes que usam relacionamentos online para roubar dinheiro e dados pessoais. E reforçam o alerta sobre os chamados “golpes românticos”, modalidade de fraude que utiliza vínculos afetivos criados pela internet para enganar vítimas e obter dinheiro, informações pessoais e até dados bancários.

Em tempo: O avanço dos aplicativos de relacionamento, das redes sociais e das ferramentas de inteligência artificial tem transformado a forma como as pessoas se conectam. Ao mesmo tempo, essas plataformas também abriram espaço para que criminosos aperfeiçoem estratégias de manipulação emocional, tornando os golpes cada vez mais sofisticados.

Namorados: Namorar deve ser simples: é fácil amar alguém quando você continua se amando. 

Mercado de trabalho: Ocupação de pessoas 60+ sobe 53% em 10 anos, mais da metade na informalidade; ritmo supera o dos jovens.

Direitos humanos: Governo e CNJ lançam guia para fortalecer política de busca de pessoas. Publicações são para juízes e agentes de segurança pública.

No IHGB: o Instituto Histórico e Geográfico Brasileiro vai realizar no dia 8 de julho, no Rio de Janeiro, a solenidade de posse da sócia correspondente Ana Luiza Almeida Ferro, que será recebida pela sócia titular Mary Del Priore e falará sobre “As mulheres do universo do crime organizado: antecedentes, papéis e relações de poder”.


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