As filmagens de Sábado Morto, novo longa-metragem de Leonardo Lacca, começaram na semana passada entre o Recife e a região de Arcoverde, no sertão pernambucano. O projeto, estrelado por Jesuíta Barbosa, marca um novo momento na trajetória do diretor e mobiliza uma intensa rotina de gravações ao longo de cinco semanas de trabalho.
Em meio ao corre típico das produções cinematográficas, equipe técnica e elenco atravessam diferentes cenários de Pernambuco para dar vida ao terceiro longa autoral de Lacca, cineasta que vem consolidando seu espaço dentro do cinema brasileiro contemporâneo.
A novidade movimenta o setor audiovisual pernambucano e reforça a força de uma geração de realizadores que transformou o estado em referência nacional de cinema autoral. Embora detalhes da trama ainda estejam sendo mantidos sob reserva, a expectativa em torno do filme já desperta interesse entre profissionais da área e admiradores da produção nordestina. A escolha do sertão como uma das principais locações também aponta para uma forte presença da paisagem pernambucana na narrativa, elemento recorrente em obras que dialogam com questões sociais, afetivas e culturais da região.
Antes de chegar à direção de seus próprios projetos, Leonardo Lacca acumulou uma trajetória extensa nos bastidores do audiovisual. Apaixonado por cinema desde cedo, ele desempenhou diversas funções dentro de produções importantes, trabalhando como produtor e diretor assistente em filmes de destaque do cinema nacional. Entre os trabalhos mais conhecidos estão suas colaborações com Kléber Mendonça Filho em títulos como Bacurau e O Agente Secreto, experiências que contribuíram para ampliar seu olhar estético e narrativo.
Personagens densos, ambientes carregados de tensão
Ao longo dos anos, Lacca construiu uma relação profunda com os processos de criação cinematográfica, transitando por diferentes áreas da produção até desenvolver uma assinatura própria como diretor. Seus trabalhos costumam explorar personagens densos, ambientes carregados de tensão e narrativas atravessadas por questões humanas e sociais. Em “Sábado Morto”, essa identidade deve ganhar novos contornos, especialmente com a presença de Jesuíta Barbosa, ator reconhecido pela intensidade de suas interpretações e por escolhas marcantes na carreira.
A produção também evidencia a continuidade de um ciclo fértil do cinema pernambucano, que nas últimas décadas ganhou projeção internacional graças a obras premiadas e cineastas capazes de unir linguagem autoral, crítica social e forte identidade regional. Nesse contexto, Leonardo Lacca surge como um dos nomes que ajudam a manter viva essa tradição criativa, agora à frente de um projeto que começa a tomar forma entre as ruas do Recife e as paisagens do sertão.
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