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Pergentino Holanda
O colunista aborda em sua página diária os acontecimentos sociais do Maranhão e traz, também, notícias sobre outros estados e países, incluindo informações das áreas econômica e política.
Pergentino Holanda

PH Revista: Posse de Ricardo Duailibe no TJ

E mais: Júnior Verde no Iphan

PH

Atualizada em 02/05/2026 às 12h10
COM uma festa das mais bonitas e prestigiadas o desembargador Ricardo Tadeu Bugarin Duailibe tomou posse na presidência do Tribunal de Justiça do Estado do Maranhão – TJMA, Na foto, que é destaque de Capa do PH Revista deste fim de semana, ele é visto com a mão estendida durante o juramento de posse no mais importante cargo da Justiça maranhense

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Os sonhos e devaneios

Os sonhos, sonhos são – diz um poema, referindo-se a desejos, devaneios e aspirações. Mas há, também, os sonhos noturnos, aqueles em que rememoramos pessoas e situações ou que nos sugerem invenções ou até os números da futura Mega-Sena acumulada.

Noites atrás, sonhei longamente com Bandeira Tribuzi, que me orientou no jornalismo e foi o ícone renovador da imprensa no Maranhão.

Até o surgimento de Tribuzi, primeiro com o Jornal do Dia e, mais tarde, com o jornal O Estado do Maranhão, a imprensa maranhense era inócua, tímida e atrasada, dando mais importância ao que hoje chamamos de “acontecimentos sociais” do que à realidade em si das cidades, do país e, até, do mundo.

Tribuzi fez no jornalismo maranhense uma “revolução” no bom sentido do termo. Foi ele quem me tirou de O Imparcial, onde eu era colunista político e me levou para o Jornal do Dia, primeiro como editor de tabloides e, mais tarde, como colunista de variedades de O Estado do Maranhão.

Antes, em 1964, ele esteve preso por alguns dias, num episódio que teve traços nazistóides e antissemitas, provocado pelos que se sentiam “prejudicados” pelo êxito do diário dirigido por ele.

Os sonhos e devaneios...2

Agora, Tribuzi reapareceu em meus sonhos, e com tanta presença que, ao me despertar, fiquei a pensar até que ele estava ainda vivo e presente no dia a dia. Só minutos depois, percebi que ele falecera nos anos 70 do século passado.

Tratou-se, penso eu, da mostra de que os sonhos do sono, mesmo que não modifiquem o passado, podem nos afiançar desejos melhores para o futuro. E nisto, o correto jornalismo é fundamental, pois os fatos formam opiniões e convicções.

Dias atrás, os jornais noticiaram dois dados estarrecedores pela brutalidade que representam: de um lado, a informação de que, no Brasil, os acidentes de trânsito provocam uma morte a cada cinco horas. De outro lado, noticiou que os hospitais beneficentes se veem obrigados a um corte mensal de muitos milhões para poder zerar o déficit operacional.

Não consigo entender o que é pior e mais brutal – se os acidentes do trânsito que matam, ou o corte dos gastos de hospitais que salvam vidas!

Adeus a Domingos Costa

O Maranhão perdeu ontem um de seus médicos mais emblemáticos – e este Repórter PH, um grande amigo. Partiu para a eternidade o cirurgião-geral Domingos Costa.

Ele deixa um legado grandioso: como médico, dedicou a sua vida aos cuidados com o próximo, exercendo a profissão com humanidade, ética e generosidade; tocou inúmeras vidas, não apenas pelo conhecimento, mas pelo olhar atento, pela escuta acolhedora e pelo compromisso genuíno com cada paciente; como pai, esposo, amigo e exemplo de família, deixa lembranças de amor, presença e dedicação, sendo porto seguro e inspiração para todos ao seu redor.

O corpo de Domingos Costa está sendo velado na Pax União Prime, no Alto do Calhau.

Em noite de lua cheia, o empresário Luís Carlos Cantanhede Fernandes comemorou sua nova idade descortinando essa linda paisagem da Ilha dos Lençóis, no litoral maranhense

DE RELANCE

A República na primeira fila

A primeira fila é sempre uma frase. Às vezes, mais clara do que um discurso inteiro.

Na sabatina de Jorge Messias no Senado, enquanto parlamentares fingiam examinar a independência, o notável saber jurídico e a reputação ilibada do indicado de Lula ao Supremo, Guiomar Feitosa, ex-mulher de Gilmar Mendes, estava ali, na primeira fila. Presente. Visível. Serena. Como quem já disse o principal ao escolher onde sentar.

Mas ela disse mais. Ela afirmou que estava ali como brasileira, que ama e zela pelas instituições, e que a chegada de Messias ao Supremo honraria a Corte.

Bonito. Cívico. Quase uma redação escolar sobre democracia, se a democracia brasileira não tivesse essa mania constrangedora de parecer extensão climatizada do círculo social dos seus donos.

A República na primeira fila...2

Brasília é especialista em produzir imagens laterais que revelam a anatomia inteira do poder. Uma cadeira, uma fileira, uma presença, um sorriso. Pronto. Está montado o país.

Em O Nome da Rosa, Jorge de Burgos, o monge cego de Umberto Eco, exerce poder não apenas pelo que diz, mas pelo que representa. Ele está presente. E sua presença basta para reorganizar o mosteiro. O poder, quando é poder de verdade, economiza energia. Não precisa gritar, não precisa levantar a mão, não precisa nem enxergar.

A sabatina de Messias teve algo desse mosteiro tropical, com menos latim e mais WhatsApp. Havia governo, Senado, Supremo, oposição, cálculo eleitoral e vaidade.

E havia, na primeira fila, uma presença que não era institucional, mas também não era apenas privada. É nessa fresta que o Brasil apodrece com elegância.

A República na primeira fila...3

Há algo profundamente kafkiano nessa forma de poder que não precisa se anunciar. O recado não vem em papel timbrado, não chega com assinatura, não aparece em ata. Ele simplesmente ocupa uma cadeira. E, justamente por isso, ninguém consegue contestá-lo sem parecer paranoico. Afinal, quem disse o quê? Quem pediu o quê? Quem mandou quem estar onde?

Mandar alguém sentar na primeira fila é uma mensagem que não pode ser respondida nem contestada, porque tecnicamente não foi enviada. Ninguém mandou nada. Ninguém disse nada. Era só uma cidadã zelosa acompanhando uma sabatina pública. E quem ousar estranhar ainda corre o risco de parecer grosseiro.

A República na primeira fila...4

Essa é a beleza perversa do método. O recado entra na sala disfarçado de presença. A influência veste roupa de normalidade. A intimidade se apresenta como civilidade. E a República, constrangida, abre espaço na primeira fila.

O problema não é Guiomar, como escreveu sabiamente o jornalista Gabriel Wainer. O problema é Guiomar caber perfeitamente naquela cena. Ela não destoa, ela se encaixa bem demais. Num país saudável, talvez a imagem parecesse absurda, mas no Brasil parece protocolo.

O Senado rejeitou Messias, mas a imagem da primeira fila ficou, como ficam certas cenas menores que explicam épocas inteiras. Não era apenas uma cadeira ocupada, era a República, de novo, cedendo lugar.

Na Academia de Letras

O professor universitário e jornalista Euclides Moreira Neto foi escolhido por unanimidade para integrar a Academia Cururupuense de Letras (ACL), em reunião de seus membros, realizada na última terça-feira, 28.

O comunicado foi feito pelo médico nefrologista e acadêmico da Academia Maranhense de Letras, professor Natalino Salgado, ex-reitor da UFMA, membro fundador da referida Academia.

 Ao longo de sua carreira, Euclides desenvolveu atividades em todas as áreas de expressões artísticas, principalmente na área audiovisual. Professor da UFMA há mais de 40 anos, Euclides é Doutor em “Comunicação, Linguagem e Cultura, pela Universidade da Amazônia – UNAMA. Também exerceu atividades administrativas de destaque na gestão, como Diretor do Departamento de Assuntos Culturais – DAC e diretor da Rádio Universidade.

Presidente da Fundação Municipal de Cultura da Prefeitura de São Luís (209-2012), Moreira Neto recebeu do Governo do Estado do Maranhão o título de Comendador, considerando os bons serviços prestados à cultura maranhense. Sua produção literária contabiliza mais de vinte obras publicadas, especialmente na área de cultura.

A data da posse ainda será anunciada pelo presidente da Academia Cururupuense de Letras, Paulo Silvestre Avelar Silva.

O ex-deputado estadual Júnior Verde assume o comando do Iphan no Maranhão

Júnior Verde no Iphan

O ex-deputado estadual Júnior Verde foi nomeado superintendente do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan) no Maranhão, conforme publicação oficial do Ministério da Cultura no Diário Oficial da União.

A nomeação marca um novo momento na trajetória do gestor público, que agora passa a liderar as ações de preservação, proteção e valorização do patrimônio histórico e cultural maranhense.

Com ampla experiência na vida pública, Júnior Verde construiu uma carreira pautada pelo serviço à população. É servidor público como policial civil, advogado e já exerceu importantes funções estratégicas, como a presidência do Instituto de Colonização e Terras do Maranhão (Iterma) e o cargo de Superintendente Federal da Pesca no estado.

Ele teve, também, atuação destacada como deputado estadual, com pautas voltadas ao desenvolvimento social e econômico.

Júnior Verde no Iphan...2

À frente do Iphan no Maranhão, Júnior Verde terá como missão coordenar políticas públicas voltadas à preservação de bens materiais e imateriais, acompanhar obras e intervenções em áreas tombadas, além de fomentar projetos culturais que fortaleçam a identidade e a memória histórica do estado, especialmente no Centro Histórico de São Luís, reconhecido como Patrimônio Mundial da Humanidade.

A expectativa é que sua experiência administrativa e conhecimento da realidade local contribuam para ampliar investimentos, consolidar parcerias e impulsionar ações de preservação e valorização do patrimônio histórico maranhense.

Um dia histórico

O turbulento cenário político em Brasília não pode obscurecer a celebração de um dia histórico: após mais de duas décadas de negociações, o acordo comercial entre Mercosul e União Europeia (UE) entrou em vigor na sexta-feira, facilitando o comércio entre 31 países, aproximando 720 milhões de pessoas e movimentando um PIB de quase 22 trilhões de euros.

Por 26 anos, houve rejeições de setores internos, especialmente na Europa, e em particular do agronegócio francês.

Essas desconfianças persistem, e há judicialização, tanto que, por enquanto, apenas a esfera comercial do acordo, que reduz tarifas, está em vigor.

Mas essa conquista já é muito – é quase tudo, eu diria. A UE elimina tarifas de importação para mais de 5 mil produtos imediatamente.

Empresário dos mais atuantes e vitoriosos de sua geração, o sergipano-maranhense José Augusto Diniz muda de idade neste domingo, dia 3. CEO da Operadora MAXX, ele deve passar a data curtindo a família

 Para escrever na pedra:

“O homem é forte pela razão; a mulher invencível pela lágrima. A razão convence; a lágrima comove”. De Victor Hugo.

TRIVIAL VARIADO

Parabéns: hoje é dia de abraçar dois aniversariantes muito especiais para este Repórter PH – o ex-deputado César Bandeira e meu irmão Rialdo Cleber Holanda Silva. Os dois são avessos a comemorações.

Crescimento: Energia solar supera R$ 300 bilhões em investimentos, diz a Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar).

Prêmio Platino Xcaret: Filmes dirigidos por mulheres são favoritos no prêmio ibero-americano. Concorrem com o brasileiro “O Agente Secreto”.

Seleção: Impressionante o desinteresse e o pessimismo quanto à Seleção Brasileira. Não é à toa. A maioria dos jogadores joga na Europa. Até o técnico não fala português. 


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