cinema maranhense

Vingança e resistência marcam “Mercado dos Ratos”, novo longa gravado em São Luís

Longa dirigido por Tássia Dhur e co-dirigido por George Pedrosa foi filmado em São Luís, reúne elenco com nomes conhecidos do audiovisual brasileiro e aposta em uma narrativa intensa sobre poder, memória e violência social.

Na Mira

Atualizada em 20/04/2026 às 15h57
(Foto: Izadora Gonçalves)

SÃO LUÍS - As gravações do longa-metragem “Mercado dos Ratos” foram concluídas no último fim de semana, em São Luís. Escrito, dirigido e protagonizado por Tássia Dhur, o filme agora segue para a fase de montagem, com previsão de estreia no início de 2027.

Ambientado em uma cidade fictícia do interior do Maranhão, o longa acompanha Patrícia, uma artista de circo mambembe que retorna ao local onde cresceu. Ao reencontrar um mercado popular ameaçado por interesses políticos e econômicos, ela passa a desenvolver um plano silencioso contra um poderoso empresário, transformando o espaço em palco de uma justiça marcada por tensão e violência.

Segundo Tássia Dhur, o filme nasce de uma inquietação pessoal que também dialoga com questões coletivas. “É um filme que fala sobre estruturas de poder que atravessam os nossos territórios, sobre memória e sobre aquilo que a gente carrega mesmo quando tenta seguir em frente”, afirma.

Elenco e temas sociais de “Mercado dos Ratos”

(Foto: Izadora Gonçalves)

Além da própria diretora, o elenco reúne nomes como Erom Cordeiro, Carol Castro, Victorio D’Alessandro, Tiago Andrade, Buda Lira, Áurea Maranhão e Daniel Haidar.

A narrativa se constrói em torno de elementos simbólicos como o próprio mercado central, que surge como um território de resistência onde passado e presente se cruzam. Entre carne, ratos e silêncios, o filme aborda temas como desigualdade, violência estrutural e disputa de poder.

Produção e expectativas

“Mercado dos Ratos” integra um conjunto de produções que reforçam o cinema independente brasileiro, especialmente ao valorizar histórias locais e perspectivas territorializadas. A obra também aposta em uma experiência sensorial para o público.

“Dirigir, escrever e atuar nesse projeto foi um processo intenso, de entrega total. Minha expectativa é que o público se sinta provocado, que o filme gere incômodo e reflexão”, destacou Tássia.

Com o fim das filmagens, o projeto entra agora na etapa de pós-produção, consolidando mais um trabalho que busca ampliar o espaço do audiovisual maranhense no cenário nacional.

A produção é assinada pela Jaguatirica Filmes e conta com co-direção de George Pedrosa. O projeto foi viabilizado por meio da Lei Paulo Gustavo, com apoio da Secretaria de Estado da Cultura do Maranhão, além do Ministério da Cultura e do Governo Federal.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.