Após 25 anos, Fernando de Carvalho relança o disco "Clássicos"
Gravado, mixado e masterizado em São Paulo com direção musical e arranjos do maestro Miguel Briamonte, O álbum reúne traz participações especiais de Alcione, Edson Cordeiro, Coral São João, além dos convidados Oswaldinho do Acordeon e Papete
Em 2026, o primeiro álbum do cantor Fernando de Carvalho, intitulado “Clássicos”, celebra 25 anos de seu lançamento original. Em uma época em que os CDs ainda possuíam forte apelo comercial, o trabalho alcançou a marca de 5 mil cópias vendidas — um feito expressivo para um artista local e independente naquele momento.
“Clássicos” representou um marco não apenas pelo cuidado artístico, mas também pela grandiosidade de sua produção. Gravado, mixado e masterizado em São Paulo com direção musical e arranjos do maestro Miguel Briamonte, de grande renome e referência atual nos grandes musicais brasileiros.
O álbum reúne músicos renomados da cena paulistana e traz participações especiais de Alcione, Edson Cordeiro, Coral São João, além dos convidados Oswaldinho do Acordeon e Papete. A produção e direção artística ficaram a cargo do próprio artista, que passou pelo quadro Troca de Ideia, no Plugado, na Mirante FM, para uma conversa com o jornalista Pedro Sobrinho.
Fernando de Carvalho destacou a importância do disco em sua trajetória musical. Disse, ainda, que esta retomada do disco após 25 anos é sinônimo de oxigênio, rejuvenescimento e atemporalidade. “Clássicos” é um disco cheio de clássicos do cancioneiro popular, assim como de standards de jazz. Trazer este disco depois de 25 anos, celebrando Bôdas de Prata, é de uma satisfação enorme. Ele volta justamente na era das plataformas de streaming, com gostinho de atemporalidade e acima de tudo de oxigenação da minha carreira. Quando o vejo inserido nesta nova conjuntura musical a sensação de começo de carreira nessa cumplicidade com a música", ressalta.
Setlist
O repertório percorre clássicos do cancioneiro maranhense, brasileiro e internacional, apresentando releituras sofisticadas de 15 canções que habitam o imaginário coletivo. O álbum se inicia com “Louvação a São Luís”, de Bandeira Tribuzi, considerada um verdadeiro hino da cidade, em seu primeiro registro em CD. Em seguida, “Fiz a Cama na Varanda”, de Dilú Mello, presta homenagem a uma das pioneiras da música maranhense no cenário nacional.
Na terceira faixa, “Bela Mocidade”, clássico de Donato Alves e Francisco Naiva, ganha a participação de Papete, dialogando com diferentes sotaques do bumba meu boi. O choro “Flor Amorosa”, de Joaquim Calado e Catulo da Paixão Cearense, evidencia a tradição do gênero, enquanto “Melodia Sentimental”, de Heitor Villa-Lobos e Dora Vasconcelos, apresenta um dos momentos mais eruditos do álbum.
A memória da era de ouro do rádio surge com “Linda Flor (Ai Yoyô)”, de Henrique Vogeler, Marques Porto, Cândido Costa e Luiz Peixoto. Já “Uirapuru”, de Waldemar Henrique, traz um arranjo leve e expressivo, inspirado na música folclórica brasileira. “Lua Branca”, de Chiquinha Gonzaga, aparece em versão intimista, apenas voz e piano, ressaltando a sensibilidade da interpretação.
O álbum também percorre o repertório internacional com destaque para “Scandalize My Name”, em dueto com Edson Cordeiro, e “Summertime”, de George e Ira Gershwin com DuBose Heyward, apresentada em linguagem jazzística. Nessa mesma linha, “Cry Me a River”, de Arthur Hamilton, transforma-se em um encontro memorável com Alcione — faixa que posteriormente integrou o projeto “Alcione e Amigos”, com distribuição nacional e internacional.
O universo do cinema é representado por “Over the Rainbow”, de Harold Arlen e Yip Harburg, em um dos arranjos mais elaborados do álbum. Já “Gracias a la Vida”, de Violeta Parra, surge como uma verdadeira oração em forma de canção. Na reta final, “Swing Low, Sweet Chariot” é interpretada à capela, destacando a força vocal do intérprete. O álbum se encerra com “Kumbaya”, em um emocionante registro com o Coral São João, gravado na Catedral da Sé de São Luís, explorando toda a riqueza acústica do espaço e proporcionando um desfecho grandioso.
Passados 25 anos, “Clássicos” finalmente chegou às plataformas digitais, permitindo que novas gerações tenham acesso a um projeto que une excelência musical, sensibilidade artística e profundo respeito às raízes culturais.
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