Celebrando a Páscoa e envelhecendo numa Ilha cercada de lendas e mistérios
O texto tem como fonte de inspiração às paredes do casarão do colégio Santa Teresa, com mais 250 anos e gerido pela Congregação de Santa Doroteia do Brasil, localizado na rua do Egito, em São Luís
Em uma tocada neste feriado da semana santa avistei às paredes do casarão do colégio Santa Teresa, localizado na rua do Egito, no Centro Histórico de São Luís, com mais de 250 anos de existência e gerido pela Congregação de Santa Doroteia do Brasil. E logo veio a inspiração pra falar de viver em uma ilha em que envelheço nela com direito o frescor da minha ancestralidade.
Enfim, a Terra é o meu quilombo, o meu Porto Seguro. É onde eu estou, o que eu sou. Quando eu estou, eu sou. Aqui me oxigeno de resiliência, resistência, identidade e pertencimento.
E lá vou eu envelhecendo feito um quilombola que me leva até uma ilha. Poderia chamá-la de Galápagos, de uma ilha dentro de uma ilha, a minha Ilha do Amor, a minha Ilha Rebelde, a minha Ilha do Reggae. A minha Ilha do bumba meu boi. A minha Ilha do tambor de crioula.
Mas, prefiro dizer que viver numa ilha às vezes sonifera é a arte de se encontrar beleza na simplicidade, mas também vejo o caos no infinito dos casarões e seus mirantes.
Diria também que viver numa ilha, reina o sentimento do contraditório entre o ser livre e viver sob efeito de naftalina de um passado sem fim.
Mas, no emergir de uma serpente encantada na fonte de um Ribeirão, a sensação de uma luz no fim do túnel, ao pulsar o rufar dos tambores, da zabumba, do pandeirão e do couro comendo na parelha de um crivador me chamando pra pungar em uma dança infinita e ancestral, que me deixa inquieto, impulsivo, tentando entender o mundo, as pessoas, o quilombo como o meu quintal e uma ilha que resiste ao tempo, em que o possível está sempre em conflito com o impossível. Feliz Páscoa. Vida que Segue !!!
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