Julia tem 40 anos e é uma maestra de sucesso. Ela e seu companheiro anseiam por um filho. Após um bem-sucedido tratamento em uma clínica de fertilidade, Julia engravida, mas o parto não acontece como planejado. O bebê é imediatamente retirado dos braços da mãe, deixando-a sem saber o que aconteceu. Quando finalmente reencontra a criança, Julia começa a duvidar se é realmente seu filho.
Este é o mote de "Mother's Baby", thriller psicológico coescrito e dirigido por Johanna Moder ("Once Were Rebels"), que chega aos cinemas brasileiros nesta quinta, 5 de março. Coprodução entre Áustria, Suíça e Alemanha, teve sua première no 75º Festival Internacional de Cinema de Berlim, onde concorreu ao Urso de Ouro. O elenco traz Marie Leuenberger ("Mulheres Divinas"), Hans Löw ("Toni Erdmann") e Claes Bang ("Bom Dia, Tristeza"). A distribuição é da Autoral Filmes.
O filme estreia em Balneário Camboriú (SC), Belo Horizonte (MG), Brasília (DF), Caxias do Sul (RS), Curitiba (PR), Florianópolis (SC), Rio de Janeiro (RJ), Salvador (BA), Santos (SP), São Luis (MA) e São Paulo (SP). A lista atualizada de praças pode ser conferida no Instagram @autoral_filmes.
A protagonista da trama é uma artista bem-sucedida, mas que ainda não conseguiu realizar seu sonho de constituir uma família com seu parceiro Georg. Quando o Dr. Vilfort garante que pode alcançar seu desejo com um procedimento experimental, ela rapidamente engravida. A partir daí, o casal entra em uma espiral psicológica que envolve depressão pós-parto e paranoia, enquanto a mãe questiona se há algo sinistro sobre a identidade da criança.
"Mother's Baby" chega à tela grande seguindo a tendência de sucessos recentes como "Canina", de Marielle Heller, e "Se Eu Tivesse Pernas, Eu Te Chutaria", de Mary Bronstein: obras dirigidas por mulheres que exploram tramas perturbadoras envolvendo a maternidade. "É um filme muito pessoal para mim", explica a realizadora Johanna Moder. "É uma espécie de acerto de contas, embora eu não saiba ao certo com quem ou com o quê", complementa.
"A felicidade prometida não se materializa com o nascimento da criança. Em vez disso, é o início de um pesadelo. Nada é como era. E o que era, inexoravelmente, se desfaz e não pode mais ser contido", elabora a cineasta. "A realidade por trás da fachada perfeita de famílias felizes raramente é mostrada ou reconhecida. Trata-se do desafio de lidar com as expectativas da maternidade e de encontrar a si mesma. É uma história sobre o lado oculto da maternidade", resume.
Além da estreia na Berlinale, "Mother’s Baby" também competiu no Festival de Cinema da Índia, Talinn Black Nights (Estônia), Sitges (Espanha), e dezenas de eventos ao redor do mundo. "Optei deliberadamente por contar esta história como um suspense psicológico, em vez de um drama", explica a diretora. "O filme brinca com a escuridão visual e a justaposição de beleza e dor. O mundo de Julia se torna nebuloso, mas a questão da realidade permanece", acrescenta.
A publicação Hollywood Reporter define o filme como "envolvente, perturbador e repleto de humor negro". Para o crítico, a trama prende atenção do início ao fim. O Deadline comparou o longa a "Eraserhead", de David Lynch, em sua "evocação visceral da maternidade". Já o Hollywood News define o filme como "poderoso, bem dirigido e interpretado, com elementos de terror sugeridos ao longo da trama".
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