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Livro mostra como ter mais saúde e qualidade de vida na menopausa

Ginecologista e sexóloga, Dra. Andréa Rufino dá as dicas na obra ‘Menopausa, muito prazer’.

Evandro Júnior / Na Mira

Capa do livro (Foto: Divulgação)

Aproximadamente 75% das mulheres na menopausa não recebem tratamento adequado para seus sintomas e, por muito tempo, este período foi associado ao desconforto e à ideia de perda. Hoje se revela também como um tempo de transformações profundas no corpo, na escuta de si mesma e na forma de se relacionar com ele. 

Ondas de calor, alterações no sono, mudanças no humor e na libido fazem parte dessa etapa, que ainda é cercada de desinformação, tabu e silêncio. Compreender o que acontece no organismo se torna um passo essencial para atravessar essa fase de transformações com mais segurança, autonomia, prazer e qualidade de vida.

É a partir dessa necessidade de desmistificar o envelhecimento feminino, que nasce ‘Menopausa, muito prazer’, escrito pela ginecologista e sexóloga Dra. Andréa Rufino e publicado pela Latitude. Embasado em evidências científicas e na prática clínica, o livro conduz a leitora pelos ciclos da vida reprodutiva, da menarca à pós-menopausa. 

Para explicar de forma direta como as mudanças hormonais impactam o corpo, a mente, as emoções e a sexualidade ela detalha temas como perimenopausa, terapias hormonais e não hormonais, prevenção de doenças cardiovasculares e ósseas, diabetes, dietas que ajudam a reduzir os sintomas, saúde do sono e cuidados com o assoalho pélvico. Além de orientar sobre a importância de registrar alterações nos ciclos menstruais e buscar acompanhamento adequado, reforçando que sentir desconforto não deve ser normalizado.

Fase ainda é atravessada por desinformação

A médica aborda a menopausa a partir da realidade das mulheres brasileiras, ao destacar como essa fase ainda é atravessada por desinformação, silenciamento e dificuldade de acesso a diagnóstico e tratamento adequados. Dra. Andréa Rufino mostra que muitos sintomas são naturalizados ou tratados de forma isolada, sem que a transição hormonal seja reconhecida como causa central, o que prolonga o desconforto e atrasa o cuidado. 

Ao contextualizar desigualdades sociais e raciais que impactam diretamente essa vivência no Brasil, a obra rompe com a lógica de tratar essa fase como perda ou declínio e propõe a menopausa como um rito de passagem, um período fértil para autoconhecimento, prazer e reinvenção.

‘Menopausa, muito prazer’ reforça que a ausência menstrual não é um evento passivo, mas um processo que pede participação ativa da mulher nas decisões sobre o próprio corpo. A sexóloga apresenta caminhos práticos para atravessar essa fase com mais clareza, como ajustes no estilo de vida, atenção aos sinais físicos e emocionais, prevenção de doenças e construção de uma relação mais honesta com o envelhecimento. Ao valorizar a escuta do corpo e o acesso à informação de qualidade, o livro mostra que a maturidade pode ser um tempo de fortalecimento da saúde, ampliação do prazer e consolidação da autonomia feminina.

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