COLUNA
Pedro Sobrinho
A cultura é rica e diversa. Como jornalista convido você pra colar na coluna PEDRO SOBRINHO com resenhas e abordagens sobre: artes visuais (pintura, escultura, fotografia), música, literatura
Carnaval é construção coletiva

Carnaval é pura diversão, mas exige cuidado, proteção e responsabilidade

Garantir a proteção dessas pessoas durante o Carnaval é reconhecer que a cultura popular só se sustenta quando caminha junto com responsabilidade. É assim que fortalecemos o Carnaval como patrimônio cultural e, ao mesmo tempo, como espaço de direitos

Pedro Sobrinho / Jornalista

Atualizada em 13/02/2026 às 21h14

Ser brasileiro é manêro o ano inteiro, mas temos que concordar como é bom ser brasileiro em fevereiro. É o mês em que sentimos uma ‘vibe' de liberdade coletiva, as ruas, becos, avenidas, bares, cheios de cores, o povo feliz e vivendo diversidade cultural em cada esquina deste país tropical abençoado por Deus e bonito por natureza.

Fofão: figura representativa do Carnaval Maranhense. Foto: Reprodução

Enfim, a minha Carne é de Carnaval. Não sou aquele folião que adora multidão no rolê do Carnaval. Não é tenha algum problema com o mar de gente, eu prefiro a penumbra da folia, o lado mais intimista do carnaval de rua, a que agrega aquela imensa minoria em busca de um Carnaval em família, com gente que você conhece, mãe, irmãos, mulher, filhos pra brincar o carnaval, historicamente, uma das maiores expressões culturais do Brasil. É celebração, identidade, pertencimento e potência criativa. Mas, por trás do brilho da avenida e da alegria que toma as ruas, existe uma realidade que precisa ser enfrentada com seriedade: o aumento dos riscos de exploração e abuso infantil durante os grandes eventos populares, o assédio às mulheres. Não se trata de criminalizar a festa, mas de reconhecer que o Carnaval também exige políticas públicas, organização e responsabilidade.

Mais do que um grande espetáculo, o Carnaval é uma construção coletiva. Envolve gerações, territórios e histórias que se encontram na rua e na avenida. É memória, trabalho e criação. E também precisa ser cuidado.

Não existe festa plenamente democrática quando crianças, mulheres, gays, trans, estão expostos a riscos. Garantir a proteção dessas pessoas durante o Carnaval é reconhecer que a cultura popular só se sustenta quando caminha junto com responsabilidade. É assim que fortalecemos o Carnaval como patrimônio cultural e, ao mesmo tempo, como espaço de direitos. "Jamais assedie. Portanto, brinque com sabedoria”.


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