Leitura

Seis livros para sair mais das telas em fevereiro

Obras reúnem temas diversos para descansar sem precisar passar muito tempo nas redes sociais.

Evandro Júnior / Na Mira

Livros podem ajudar a desgrudar das telas em fevereiro (Foto: Divulgação)

Você já teve um momento de descanso à noite, após o expediente, ou durante os fins de semana e percebeu que de repente várias horas passaram enquanto ficava rolando o feed das redes sociais?

Para quem busca novas formas de lazer e quer se distanciar um pouco da internet, esta lista traz sugestões de livros envolventes que podem ajudar a imergir em novas histórias, exercitar a criatividade e desacelerar. Confira!

Maria Caminhoneira Sertania, de Samuel Britto

O jornalista e roteirista pernambucano Samuel Britto narra a trajetória de uma mulher preta, sertaneja e mãe solo que enfrenta o machismo, o racismo e a pobreza ao assumir a boleia de um caminhão-pipa, após a morte do marido. Ambientada no sertão de Pernambuco entre as décadas de 1970 e 1990, a obra resgata a força feminina nas estradas do Nordeste, combinando cordel, oralidade e crítica social para dar visibilidade a trajetórias historicamente marginalizadas.

A outra face, de Anna Waff

Esta é uma história sobre caminhar pelo desconhecido mesmo quando tudo ameaça ruir e sobre descobrir que a força nasce justamente quando acreditamos não ser capazes de nos superar. A protagonista, Anna, tem dezesseis anos quando deixa o interior e se muda para a capital com o pai. O que deveria ser um recomeço se transforma em um território frágil, onde cada gesto parece pesado demais, cada comentário encontra um jeito de afetar a autoestima e cada passo parece estar sendo observado. É nesse espaço sensível, entre o que se sente e o que o mundo projeta sobre ela que Anna descobre como crescer também é reconstruir-se e encontrar força nos lugares improváveis.

O amor existe? Depende, de Geraldo Trindade

Em uma narrativa autobiográfica, o escritor transforma experiências pessoais em matéria literária para investigar como vínculos afetivos se constroem — e se rompem — no ambiente doméstico. Esse livro parte de memórias e observações sensíveis para questionar comportamentos naturalizados nas relações familiares e expor tensões que muitas vezes permanecem silenciadas no cotidiano. Sem relatos explícitos e descrições sensacionalistas, o autor constrói um retrato subjetivo e cuidadoso da violência, deixando lacunas intencionais para a interpretação do leitor.

Prólogo da vida, de Naide Adriano

Da adolescência em Araraquara à fase adulta, a autora revisita afetos, perdas, reencontros e percepções acumuladas com o tempo. Cada poema funciona como um retrato sensível de experiências que ecoam além do individual e convidam o leitor a reconhecer, nos detalhes do cotidiano, a força das próprias lembranças. A coletânea percorre ciclos da autora para transformar memórias pessoais em reflexões sobre amadurecimento, fé, escolhas e relações que moldam uma vida

Por quê? De vítima a vencedora, de Lourdes Thomé

Entre bullying, traumas, relacionamentos dramáticos, mudanças de cidade e desafios na carreira, a protagonista Cristine precisa alimentar a coragem de seguir em frente quando o mundo parece ir contra seus sonhos. Apesar disso, ela ressignifica as vivências, transforma suas relações com a família, cria novas percepções sobre as pessoas amadas e experiencia sentimentos que, por vezes contraditórios, são profundamente humanos. Neste livro, a autora apresenta um drama intenso sobre pessoas que sofrem e se transformam constantemente à medida que encaram os dilemas da existência.

As perdas no caminho, de Renata Seldin

Neste livro, autora narra sua jornada na luta pela construção de uma família através da maternidade. Em um relato intimista sobre a mudança de seu olhar acerca do assunto, a autora passa pelas marcas emocionais de duas perdas gestacionais, procedimentos médicos e tentativas frustradas, com uma perspectiva sensível para as vulnerabilidades, os traumas e os desafios experienciados durante uma década, que afetaram desde suas relações pessoais até a maneira de compreender seu lugar no mundo e seu trabalho.

 

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