SÃO LUÍS - O cenário cultural do Maranhão está prestes a vivenciar um marco histórico: a Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares (AMCLAM) anunciou o lançamento do Projeto FELICAM – Feira de Livros das Academias de Letras do Maranhão. Mais do que um evento literário, a iniciativa surge como uma ferramenta estratégica voltada à consolidação do papel das academias como núcleos ativos de inovação, preservação e fomento da memória intelectual maranhense.
Um resgate histórico e literário
Historicamente, as academias de letras participaram de grandes eventos literários de forma secundária, muitas vezes, como coadjuvantes. A FELICAM propõe a inversão dessa lógica ao oferecer um espaço permanente, estruturado e institucionalmente digno para que os sodalícios apresentem, divulguem e comercializem as produções editoriais de seus membros.
Segundo os organizadores, o projeto busca suprir uma lacuna histórica de visibilidade e viabilidade econômica das obras produzidas pelos acadêmicos maranhenses. “Trata-se de um projeto estruturante que reafirma o protagonismo acadêmico e valoriza a produção autoral local”, destaca o documento de diretrizes da AMCLAM.
As cinco dimensões da FELICAM
A importância da feira está alicerçada em cinco pilares fundamentais, capazes de transformar a relação entre as academias e a sociedade:
• Protagonismo – As academias deixam de ser figurantes e passam a gerir um evento com identidade própria;
• Valorização do Autor – Espaço exclusivo para lançamentos, sessões de autógrafos e debates temáticos;
• Fortalecimento Institucional – Consolidação das academias como centros produtores e difusores de conhecimento;
• Integração dos Sodalícios – Criação de uma rede permanente de cooperação e intercâmbio entre as academias do estado;
• Legado Permanente – Instituição de um calendário cultural fixo e preservação do acervo editorial e histórico.
O que o público pode esperar
A FELICAM não se limitará à simples exposição de livros. Sua programação está sendo concebida como um verdadeiro espaço de efervescência cultural, contemplando:
• Comercialização direta de obras que, muitas vezes, não estão disponíveis no circuito tradicional de livrarias;
• Divulgação do perfil acadêmico e curricular dos autores, aproximando o público dos intelectuais por trás das obras;
• Mesas de debate voltadas à identidade maranhense, à história local e à preservação da memória cultural do estado.
O futuro da cultura maranhense
Com a FELICAM, a AMCLAM não apenas promove livros, mas reposiciona as academias de letras no centro da vida cultural e intelectual do Maranhão. Ao devolver visibilidade, dignidade editorial e protagonismo aos autores imortais, o projeto assegura que a produção intelectual maranhense permaneça viva, acessível e socialmente relevante.
A iniciativa já recebeu o apoio da Federação das Academias de Letras (FALMA), de músicos e cantores da Música Popular Maranhense e, nesta sexta-feira, será a vez da reunião com os presidentes e representantes das demais academias de letras para conhecimento e alinhamento do projeto.
“A FELICAM não é um evento isolado, ela institui um canal permanente de preservação e difusão da memória intelectual do Maranhão”, destaca Carlos Furtado, presidente da Academia Maranhense de Ciências, Letras e Artes Militares-AMCLAM.
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