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Pergentino Holanda
O colunista aborda em sua página diária os acontecimentos sociais do Maranhão e traz, também, notícias sobre outros estados e países, incluindo informações das áreas econômica e política.
Pergentino Holanda

PH Revista: A beleza de Isabela Waquim

E mais: Almoço do PH Revista vai homenagear Carnaval de Veneza

PH

Atualizada em 10/01/2026 às 13h03
NESTE segundo fim de semana de 2026, , com seu sorriso iluminado e muita alegria de viver, é o destaque de Capa da edição semanal do PH Revista

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O tempo nos mata

Na São Luís de 1966 – dois anos antes do AI-5, na fase menos virulenta da "Redentora" – não havia lombadas, nem assaltos, nem mafuás ou garagens de ônibus no aterro. Aliás, nem havia aterro.

São dessa época as crônicas de Lago Burnett, criando uma espécie de Leopold Bloom da terra – não a Dublin de Joyce, mas a São Luís de José Chagas. O retrato da vida “no outro lado da ponte”. A vida dos mais jovens que faziam a travessia da ponte a pé. Era a vantagem de ser jovem e não precisar de transporte para alcançar a praia.

Até hoje não tenho a menor dúvida dessa circunstância, até porque é sempre maravilhoso ser jovem em qualquer lugar e em qualquer situação...

O tempo nos mata…2

Os velhos barcos sem leme estavam se aposentando e eu delirava com as vitórias desse mesmo Botafogo, enriquecido de Mané Garrincha. Mais importante: as meninas do Colégio Santa Teresa pareciam jovens Ingrid Bergmans em seus uniformes azul e branco, saias plissadas, que a versão de gala transformava em grenás.

Trânsito manso como o daquelas tardes fagueiras, só fui encontrar num domingo de 1982, em Dusseldorf, na Alemanha. Era o exemplo do dócil trânsito de São Luís, início dos anos 1960: ir de bicicleta da Praça João Lisboa até a Praça Gonçalves Dias, levava cinco minutos. A bordo de um romântico bonde, dez minutos.

Um dia desses, cumpri o mesmo percurso, de carro, via Rua dos Afogados, em 40 minutos, graças a uma passeata de “servidores”. O fluxo de veículos era “normal”, a três quilômetros por hora.

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De dentro dos carros, naquela época, podia-se ouvir a conversa do “comadrio” nas calçadas da Rua da Paz e da Rua do Sol, a vizinhança ligada no rádio que mandava para o éter Orlando Silva, Nelson Gonçalves, Nat King Cole, Chuby Checker, Elvis Presley – e, por fim, inaugurando a nova década, os besouros cabeludos de Liverpool.

Não há nada mais delirante nesta São Luís do século 21 do que o trânsito – com os automóveis tomando o lugar das árvores, das calçadas.

Poucas cidades sofreram tamanha brutalização em 50 anos. Em 1960, não só era possível atravessar-se as ruas do centro lendo um jornal, comprado na banca do Mondego, como era natural fazê-lo cumprimentando os motoristas, que gentilmente “contornavam” o pedestre para não perturbar a leitura.

Como diria Machado de Assis, o bruxo do Cosme Velho:

– O tempo não passa. Nós é que mudamos. Matamos o tempo; o tempo nos mata.

As guerras continuam

Os conflitos armados que se arrastam por anos entraram numa fase de desgaste humano, econômico e diplomático.

Em diferentes regiões, guerras deixaram de ser episódios excepcionais para se tornarem parte da paisagem cotidiana.

Em 2026, não há sinais claros de soluções rápidas, mas começa a surgir uma pressão silenciosa: a fadiga das sociedades envolvidas e o custo crescente para quem financia e sustenta esses confrontos.

Negociações indiretas, cessar-fogos frágeis e iniciativas multilaterais tímidas podem ganhar algum espaço, não por altruísmo, mas por pragmatismo.

Manter guerras abertas tornou-se caro demais, inclusive para potências que delas se beneficiam estrategicamente.

Ainda assim, esperar grandes acordos de paz seria ilusório. O mais provável é um cenário de conflitos “congelados”, menos intensos, porém longe de resolvidos.

Radicalismo na política

O radicalismo político é um dos principais fatores de instabilidade. A polarização extrema, alimentada por redes sociais, desinformação e discursos identitários molda eleições e governos.

Em 2026, o fenômeno não deve desaparecer, mas pode perder ímpeto.

A experiência recente mostrou que promessas simplistas raramente se sustentam diante da realidade econômica e social.

Há sinais de que parcelas do eleitorado começam a buscar discursos menos incendiários e mais pragmáticos, sobretudo diante da inflação persistente, do desemprego e da insegurança social.

Ainda assim, o radicalismo não recua por completo: ele se adapta, muda de linguagem e continua sendo uma ferramenta poderosa para lideranças que prosperam no conflito permanente.

A economia em 2025

As sanções econômicas e as taxações cruzadas redesenharam o comércio global. Cadeias de produção foram encurtadas, alianças comerciais se tornaram mais políticas do que econômicas e o custo final recaiu sobre consumidores e empresas.

Em 2026, a tendência é de ajustes, não de ruptura. O discurso de desacoplamento entre blocos perde força à medida que os efeitos colaterais se tornam evidentes.

Grandes economias buscam, discretamente, reduzir tensões comerciais, flexibilizar sanções seletivas e reabrir canais de negociação.

Não se trata de um retorno ao livre comércio irrestrito, mas de uma tentativa de tornar o sistema menos disfuncional. A economia global precisa respirar, e isso pode forçar gestos de distensão, ainda que limitados.

 Coloque na agenda

Com a temporada carnavalesca começando, os habituais frequentadores do Almoço do PH Revista devem colocar a imaginação para funcionar e criar suas fantasias inspiradas no luxuoso Carnaval de Veneza.

Sim, será inspirado na folia mais elegante do Carnaval o Almoço deste ano.

O Carnaval de Veneza é uma celebração mundialmente famosa pela elegância de suas máscaras e fantasias de época, recriando a atmosfera dos séculos XVII e XVIII, com eventos que vão de desfiles de gôndolas a bailes de máscaras luxuosos, promovendo um retorno ao passado com glamour, mistério e arte, atraindo visitantes de todo o mundo para as ruas e canais da cidade de Veneza.

A data do nosso almoço é 7 de fevereiro de 2026, sábado magro de Carnaval.

Portanto, guardem esta data, cujos detalhes Teresa Martins vai fornecer já na próxima semana.

Eis uma bela imagem de famoso Carnaval de Veneza

DE RELANCE

Poema ainda em silêncio

É nesse túnel que deve se desenhar o poema ainda em silêncio, como um animal ferido. A longa cicatrização imobiliza o gesto, enquanto a palavra estilhaça nos vidros de uma nação que derrapou.

Nesse exílio obrigatório, a morte de Neruda abre uma trilha. Ele identificou-se com a grandeza e a tragédia chilena e tornou-se o mais caro patrimônio do país. Precisamos deixar que ele nos toque com os dedos longos da palavra. Não podemos, entretanto, mergulhar no equívoco de endeusá-lo, nem nos deixar enganar pela maior parte da sua obra póstuma. O que ele mesmo publicou já basta: Vinte Poemas de Amor e uma Canção Desesperada, Confesso que Vivi, As mãos do Dia, Canto Geral, entre outros livros iluminados.

A propósito, para uma Degustação Literária (Clássicos e obras densas), nossa recomendação para este começo de ano é:

Dom Quixote (Miguel de Cervantes): Uma jornada épica para apreciar em doses, como um bom vinho; Metamorfose (Franz Kafka): Curto, mas denso e reflexivo, para saborear cada parágrafo; e Crime e Castigo (Fiódor Dostoiévski): Uma experiência intensa e profunda, ideal para degustar aos poucos. 

Cinema no fim de semana

O fim de semana costuma ser o momento ideal para desacelerar, escolher uma boa história e mergulhar em episódios que prendem do começo ao fim.

Para quem gosta de mistério e reviravoltas, a Netflix tem apostado em séries que entregam tensão constante sem exigir longas maratonas.

Em 2026, a plataforma lançou uma nova leva de séries de suspense e mistério que rapidamente chamaram a atenção do público.

Curtas, com poucos episódios e narrativas fechadas, essas produções são ideais para assistir em uma única tarde, ou até encaixar mais de uma maratona ao longo do final de semana.

Cinema no fim de semana...2

No TOP 10: O novo filme de ação da Netflix que vai explodir sua mente.

O sucesso é imediato: todas as opções estão no TOP 10 da Netflix, evidenciando a força das produções recentes e o apetite do público por histórias intensas, cheias de segredos, crimes, personagens ambíguos e muitas reviravoltas.

Atenta a esse movimento, esta coluna preparou uma lista com ótimas opções de séries novas da Netflix para quem quer aproveitar o fim de semana mergulhando em mistérios surpreendentes.

Terra de Pecados

Após o desaparecimento de um adolescente em uma região rural de Tornio, uma policial chega à cidade para conduzir a investigação. O que parecia um caso isolado rapidamente revela uma rede de segredos antigos, rivalidades familiares e silêncios cuidadosamente mantidos.

À medida que a investigação avança, o passado da comunidade vem à tona, expondo tensões que estavam enterradas há anos.

A série combina suspense psicológico com um retrato sombrio da vida em uma pequena cidade.

Dele & Dela

Ambientada entre o calor sufocante de Atlanta e a tranquilidade enganosa de Dahlonega, a série acompanha Anna, uma âncora jornalística que vive isolada e afastada da própria carreira. Tudo muda quando ela se envolve na investigação de um assassinato ocorrido em sua cidade natal.

Enquanto Anna busca respostas, o detetive Jack passa a desconfiar de seu envolvimento no crime. A relação entre os dois se torna cada vez mais tensa, criando um jogo psicológico marcado por suspeitas, segredos e conflitos emocionais.

Custe o que custar

Simon leva uma vida aparentemente perfeita, com família estruturada, carreira sólida e estabilidade emocional. Esse equilíbrio desmorona quando sua filha mais velha foge de casa, obrigando o pai a confrontar uma realidade que ele desconhecia.

Ao reencontrá-la em situação vulnerável, Simon tenta reconstruir os laços familiares, mas a presença de uma terceira pessoa ameaça romper de vez essa estrutura.

Baseada no livro de Harlan Coben, a série mistura suspense e drama ao explorar até onde alguém é capaz de ir para proteger quem ama.

Amaro Santana Leite e o filho Alan, que hoje vai a São Paulo encontrar a esposa Taís e os filhos, que passam férias com os avós maternos

 Para escrever na pedra:

“Em face da imprevisibilidade da vida, inventamos Deus, que nos protege da bala perdida”. Do poeta maranhense Ferreira Gullar.

TRIVIAL VARIADO

Salário e impacto: Estudo realizado pela Confederação Nacional de Municípios (CNM) aponta que o reajuste do salário mínimo nacional vai gerar um aumento de R$ 4,28 bilhões nas despesas de pessoal ativo das prefeituras até o final deste ano. O salário mínimo passará de R$ 1.518 para R$ 1.621, um acréscimo de R$ 103.  

Tem mais: O salário mínimo incide diretamente sobre os vencimentos de servidores, aposentados e pensionistas do setor público municipal. O impacto financeiro direto no Tesouro Municipal será sentido a partir de fevereiro, com a primeira folha de pagamento do novo ano.

Estação espacial: A Nasa confirma retorno antecipado da tripulação da ISS à Terra por problema médico de astronauta.


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