COLUNA
Pergentino Holanda
O colunista aborda em sua página diária os acontecimentos sociais do Maranhão e traz, também, notícias sobre outros estados e países, incluindo informações das áreas econômica e política.
Pergentino Holanda

PH Revista Especial: Réveillon em São Luís

E mais: A queda de Nicolás Maduro

PH

Atualizada em 05/01/2026 às 13h29
Uma árvore que circula com efeitos especiais nas redes sociais simboliza o nascimento de um novo ano, com as folhas brotando, as flores se abrindo e os pássaros chegando como anunciadores de um novo tempo. A árvore simbolizando a chegada do ano de 2026 é o destaque da edição extra do PH Revista sobre as principais festas de réveillon de São Luís

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Réveillon em São Luís

Celebrar a chegada de um novo ano é compartilhar expectativas, alegria e novos começos. Em São Luís, a virada para 2026 foi vivida intensamente no Réveillon de 2026, que se consolidou como uma das mais vibrantes celebrações gratuitas de fim de ano no Maranhão.

Durante os dias de festa, milhares de pessoas ocuparam os polos da Avenida Litorânea, acompanhando uma programação musical plural, pensada para diferentes públicos e faixas etárias.

O evento ganhou ainda mais força ao ampliar a proposta cultural da festa e fortalecer a Capital como destino turístico e cultural no período de alta estação.

A iniciativa trouxe ao município uma combinação de artistas nacionais, talentos regionais e manifestações culturais que dialogam com a identidade maranhense.

Na noite da virada de ano, os palcos receberam atrações que conduziram o público à chegada de 2026. E seguiu até a madrugada, embalando a contagem regressiva com um repertório que levou milhares de pessoas à orla acompanhado de um espetáculo pirotécnico de 10 minutos de queima de fogos. 

Uma política para o nosso tempo

Transcorreu neste domingo (4) o 66.º aniversário da morte trágica de Albert Camus. O escritor, filósofo e jornalista morreu numa estrada secundária perto de Villeblevin, na Borgonha, no começo da tarde de 4 de janeiro de 1960.

Ele regressava de umas curtas férias no Facel Vega do seu editor, Michel Gallimard, de quem aceitara uma carona, apesar de detestar andar de automóvel e de ter já no bolso um bilhete de trem para Paris.

Com apenas 46 anos, possuía uma obra de projeção internacional, que continuou, e assim permanece, a suscitar atenção e aplausos, mas também polêmica e incompreensão. Sobretudo porque tudo o que escreveu – romances, contos e peças de teatro, ensaios e crônicas, diários, cartas e discursos – conserva uma carga política de elevada intensidade.

Uma carga tão moderna para o seu tempo, e ao mesmo tempo tão cheia de energia, que muito além de responder aos dilemas e às convicções do autor, e ao seu modo de representar as circunstâncias e os problemas do mundo que conheceu, foi capaz de lhes sobreviver. Podendo servir, nas circunstâncias do mundo desigual e instável que habitamos na presente etapa histórica, para sustentar, em defesa da democracia e da liberdade individual, o combate necessário contra o discurso do ódio, a mentira, a ignorância, a desinformação, o assalto aos direitos fundamentais e a mais despudorada desumanidade.

Uma política para o nosso tempo…2

Camus foi amplamente lido e comentado, muito antes até de, em 1957, ter vencido o Prêmio Nobel da Literatura, e assim permaneceu.

Todavia, raramente é considerado um autor político no sentido convencional, pois a sua participação cívica desenvolveu-se quase sempre no território mais estrito da opinião e da intervenção como intelectual público, e não tanto como militante partidário ou ativista de causas.

A exceção foi a participação no combate clandestino ao nazismo, o apoio crítico à independência da sua Argélia natal e a curta militância no Partido Comunista local, então um satélite do Partido Comunista Francês (PCF), vivida entre o final de 1935 e julho de 1937, de onde saiu por discordar dos expurgos estalinistas e da coação sobre a sua personalidade libertária.

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No entanto, as suas reflexões sobre política mantiveram-se uma constante, ampliando-se durante os anos da resistência ao nazismo e do imediato pós-guerra.

Em 1944 escreveu num dos seus Carnets: “O homem moderno é forçado a ocupar-se de política. Da minha parte, faço-o porque, no meio dos meus defeitos, mais até do que no confronto com as minhas qualidades, sou incapaz de rejeitar as obrigações com as quais me vejo confrontado”.

Ao que pouco depois juntou: “Algo em mim me diz e persuade que não poderei escapar à minha época sem me mostrar covarde ou sem me tornar escravo”.

Ideia que remete para o mais essencial do Camus político: o assumir da atividade cívica como dever inseparável do pessoal e do humano.

Albert Camus discursando no teatro de Paris, em dezembro de 1948

DE RELANCE

Caiu Nicolás Maduro

O fim da linha para o ditador, no poder desde 2013, era um desfecho há muito ansiado pela maioria da população venezuelana, subjugada por arbitrariedades e crimes contra os direitos humanos e massacrada pela miséria que impôs à nação que detém as maiores reservas de petróleo do mundo.

Era também a notícia esperada pelas democracias preocupadas com as liberdades e que valorizam o direito dos povos de escolher seus governantes por meio de eleições livres, prerrogativas roubadas pelo regime iniciado por Hugo Chávez.

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Esta coluna faz coro com os analistas que dizem que a forma pela qual Maduro foi apeado, porém, é ilegal à luz do direito internacional e da própria legislação norte-americana. Os EUA bombardearam e executaram uma ação militar em solo venezuelano e o presidente de um Estado soberano foi capturado. A um país só é permitido atacar outro em legítima defesa ou então se tiver o aval do Conselho de Segurança da ONU.

A ação deveria ainda ser comunicada e analisada previamente pelo Congresso dos Estados Unidos. Nada disso ocorreu. É incontestável que Maduro era um tirano e um presidente ilegítimo e seguiu no cargo após fraudar a eleição de 2024. Enfrenta acusações de envolvimento com narcotráfico.

Ainda assim, o caminho previsto para situações do gênero são as pressões diplomáticas e jurídicas, por meio de tribunais internacionais e sanções, entre outros mecanismos, não a agressão unilateral.

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Mas o mais perturbador veio do pronunciamento do presidente dos EUA, horas após a operação. Donald Trump nem sequer disfarçou que o real objetivo era tomar à força o controle do petróleo venezuelano.

Em nenhum momento exaltou a deposição de Maduro como oportunidade para o país voltar a ser uma democracia funcional. Avisou que os Estados Unidos administrarão a Venezuela “até uma transição segura”. Não explicou como ou por meio de quem e admitiu enviar tropas para dar apoio a essa anunciada tutela ao arrepio das regras internacionais.

O futuro fica ainda mais enevoado pelo fato de a vice-presidente Delcy Rodríguez ter assumido interinamente e o restante da máquina chavista permanecer em seus postos.

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As palavras de Trump apontaram para a instalação de um governo indicado por Washington ou para a tolerância a uma gestão dócil aos interesses da Casa Branca e das petroleiras do EUA, talvez até com o colaboracionismo de militares venezuelanos, que assim manteriam privilégios.

Trump desdenhou da possibilidade de María Corina Machado, principal líder da oposição, assumir qualquer papel. Não citou Edmundo González, verdadeiro vencedor da eleição surrupiada por Maduro.

Até aqui, não há nada de nobre no cenário pós-Maduro desenhado por Trump. Se os propósitos fossem elevados, deixaria claro que os próximos passos seriam novas eleições ou o estabelecimento de um governo legítimo.

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A primeira operação militar direta dos EUA na América do Sul transmite recados sombrios. Confirma documento publicado em dezembro que detalha as estratégias militares e externas e define a América Latina como zona onde deve exercer a sua hegemonia. É uma sinalização preocupante de busca por interferir na região. Também envia para outras potências bélicas a mensagem de que estão autorizadas a atuar pela força em suas vizinhanças, caso da Rússia na Ucrânia e possivelmente da China em Taiwan.

A ordem mundial que os EUA erigiram após a Segunda Guerra, baseada no multilateralismo e na resolução pacífica de conflitos, está enterrada. Passa a valer a lei do mais forte.

O empresário Antônio Gentil e sua esposa Marluce regressam hoje a São Paulo, onde estão residindo, após passarem as festas de fim de ano em São Luís com os netos

Eleições  e regras

Com 2026 no calendário, entram em vigor as regras que balizam o período pré-eleitoral.

O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) divulgou comunicado informando que, desde o dia 1º toda entidade ou empresa que realizar pesquisa de opinião sobre as Eleições Gerais ou eventuais candidaturas está obrigada a registrar o levantamento na Justiça Eleitoral, ainda que não haja intenção de divulgar os resultados.

A exigência consta do artigo 33 da Lei 9.504/1997 e inclui pesquisas de alcance nacional, estadual e municipal.

Obrigatório

O registro das pesquisas deve ser feito exclusivamente de forma eletrônica, por meio do sistema PesqEle, com antecedência mínima de cinco dias.

No cadastro, devem constar informações como contratante, valor e origem dos recursos, metodologia, período de realização, plano amostral, critérios de ponderação, margem de erro e intervalo de confiança.

Empresas que já atuaram em eleições mantêm o cadastro, mas cada novo estudo precisa ser registrado.

Os dados ficam disponíveis para consulta pública por 30 dias.

Alerta

O início do ano eleitoral também reforça as vedações. A proliferação de outdoors com nomes, imagens ou slogans de pré-candidatos pode caracterizar propaganda eleitoral antecipada e, conforme o volume e o contexto, abuso de poder econômico.

Outra proibição é a execução de programas sociais por entidades nominalmente vinculadas a candidatas ou candidatos, ou por eles mantidas, mesmo que autorizadas em lei ou previstas no orçamento de anos anteriores.

As regras valem desde já e entram no radar da fiscalização.

Calendário de feriados

O calendário de feriados e pontos facultativos para 2026 publicado no Diário Oficial trouxe boa notícia para quem curte um feriadão: serão 15 pontos facultativos ao longo deste ano.

Entram na conta o pós-Carnaval (3, 4 e 5 de março), a Sexta da Paixão (18 de abril), Corpus Christi (19 de junho) e o dia seguinte, além do Dia do Servidor Público e das vésperas de Natal e Ano-Novo. 

Para escrever na pedra:

“A terra pertence a quem a trabalha”. Um dos pensamentos mais conhecidos sobre o trabalho e a propriedade, do escritor venezuelano Rómulo Gallegos (1884-1969).

TRIVIAL VARIADO

Saúde: A Dra. Acácia Jordão passou a integrar a diretoria da Ordem Médica Brasileira (OMB). A escolha da médica maranhense para a diretoria da OMB consolida sua trajetória na medicina integrativa e projeta o Maranhão no debate nacional sobre saúde, ética médica e especialidades reconhecidas.

Microempreendedor: Contribuição mensal do MEI sobe para R$ 81,05. O reajuste acompanha o novo salário mínimo de R$ 1.621.

Último trimestre: Vendas da Tesla caem, ficando em 418.227 entregas, e BYD lidera mercado de carros elétricos com 1,64 milhão de unidades.


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