Nesta sexta-feira, 10, na NYX, a apresentação do Projeto Nova Linguagem Eletrônica com os Dj’s Diogo Aciolly e Diego Moura. Por lá também a presença dos DJ’s da casa Henrique Carvalho, Sérgio Murilo e o VJ Wolney.
Sobre o projeto
Mesmo inseridos em um cenário que abre espaço para singularidades e tem na diversidade um de seus principais sustentáculos, um nome como Talking Props poderia soar um tanto peculiar. E deveria mesmo, pois uma alcunha nunca é apenas uma palavra, mas um conceito que deve expressar o propósito de um projeto, especialmente um artístico, e principalmente um tão único.
Os suportes (Props) de Diego Moura e Diogo Accioly de fato falam um dialeto primevo: aquele que fala diretamente à mente e aos quadris, tirando vantagem da sintaxe rítmica e da gramática melódica que manteve o Brasil no mapa musical do globo por mais de cinco décadas. Atualizando-as para o admirável mundo novo de uma linguagem eletrônica que não reconhece quaisquer tipos de barreiras ou fronteiras.
Ambos afiaram seus dentes nas melhores pistas do mundo, locais renomados como o Panorama Bar, Tresor, D-Edge, assim como compartilharam os controles da cabine com nomes reputados como Mathias Kaden, Loco Dice, Luciano, John Tejada, Cassy e muitos outros. Contudo, na mesma medida em que isto é parte essencial de sua experiência, é em sua parceria de estúdio, onde cruzam referências e deixam sua criatividade fluir, que mostram quais são suas reais intenções. Tendo trajetórias tão distintas - um músico oriundo do nordeste e um DJ proveniente do sudeste deste país tão diverso - eles encontraram neste projeto um terreno comum onde poderiam sintetizar suas abordagens numa proposta sólida, que é fazer as pessoas dançarem. Esta tão nobre tarefa que surge das origens mesmas da Dance Music.
A dupla vem, inegavelmente, levantando cabeças e abrindo ouvidos no decorrer dos últimos anos com um pacote enxuto, mas não menos eficiente: ideias simples conjuradas numa levada irresistível, criando aquele impulso incansável que move multidões e falantes em ondas de força e deleite. E a prova de que seus esforços para reafirmar a presença brasileira neste cenário crescentemente vasto e variado funcionaram é o reconhecimento instantâneo de baluartes como Phonique, Vincenzo, Nick Curly, 2000 And One, Martinez e até mesmo de gravadoras bem estabelecidos como Suara. Todos ávidos por incluir aqueles talentos seja em seus cases ou entre as fileiras de seu respectivos selos.
Porém, tudo isso prova muito pouco quando o assunto é música de qualidade e o tipo e tarefa que estes dois tentam aqui levar a cabo é ter um efeito duradouro na cena. Assim, não se refere apenas ao agora, porque seu tempo já chegou, mas também se refere ao futuro, e este pertence a faixas como "I Can't", "Just A Wah Party", "Catraio", “White Sand”, dentre outras. Cada uma representando uma tentativa de trazer a vocês um relato sincero de tudo que faz este enorme e vívido canto do planeta.
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