No virtual: lentidão, site fora do ar, fãs horas à frente do computador. No real: filas quilométricas nos postos de venda e falta de informação.
Depois de diversos problemas com a venda de ingressos para o show de Madonna no Rio, os transtornos prosseguem com o esquema para as duas performances de São Paulo, iniciado à 0h desta quarta-feira (3).
Durante a madrugada, fãs tiveram as mesmas dificuldades para acessar o site da empresa Tickets for Fun e, principalmente, para concluir a compra dos ingressos.
A cantora norte-americana, que gira o mundo com a sua turnê "Sticky and sweet", fará uma apresentação no Rio de Janeiro em 14 de dezembro e duas em São Paulo, nos dias 18 e 20 do mesmo mês.
A assessoria de imprensa da Tickets for Fun confirma os problemas técnicos em seu site. Ainda não há, segundo a comunicação contratada pela empresa, um balanço das vendas de ingressos.
Enquanto isso, nas filas, que se formaram desde o começo desta semana, boatos de esgotamento de ingressos atormentam os fãs, embora não haja nenhuma confirmação oficial.
Os ingressos estão vendidos na bilheteria oficial na Av. das Nações Unidas, 17.981 e nos pontos de venda localizados no Ginásio do Ibirapuera e no Estádio do Palmeiras (Parque Antártica), além da internet e no telefone (11) 4005-1525. As vendas já começaram, duas horas antes do horário informado oficialmente.
Segundo Procon, taxa de conveniência é ilegal
Além das dificuldades enfrentadas pelos fãs na compra por telefone e pela internet na madrugada do primeiro dia de venda no Rio de Janeiro, outro fator deixou os consumidores revoltados: a taxa de conveniência de 20% (que também é cobrada para os interessados nas apresentações em São Paulo) que era cobrada na compra pela internet e também para quem se dirigia ao Via Parque Shopping.
De acordo com o sub-secretário adjunto dos direitos do consumidor, José Teixeira Fernandes, do Procon-RJ (Programa de Orientação e Proteção ao Consumidor), a prática é considerada ilegal.
“O Procon está atento e afirma que essa cobrança não tem nenhum amparo legal. As empresas onde forem constatadas práticas abusivas poderão ser autuadas e multadas em até 300 milhões de Ufirs (mais de R$ 5 milhões)”, disse o sub-secretário.
A Time For Fun alegou que a taxa de conveniência é cobrada em estruturas adicionais de venda, colocadas à escolha e conveniência do consumidor. "O consumidor não é obrigado a pagar a taxa de conveniência, já que pode adquirir seu ingresso na bilheteria oficial do evento."
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