Em Codó, cidade do interior maranhense, situada na região dos Cocais, o futebol feminino será uma importante ferramenta para reduzir os casos de abuso e violência contra meninas e violação aos seus direitos. Essa é a estratégia do projeto de apoio ao futebol feminino que a ONG Plan lança no próximo domingo (04 de maio), no estado que apresenta um dos piores Índices de Desenvolvimento Humano do Brasil. Logo após o lançamento, acontecerá um torneio de futebol, durante todo o dia, com a participação das 200 meninas selecionadas para o projeto, que também conta com a parceria da LIFAC (Liga de Futebol Amador de Codó).
Esse projeto representa muito mais do que um incentivo ao esporte. É um programa de inclusão social e fortalecimento de direitosR21;, afirma o Gerente da Unidade de Programas da Plan em Codó, Clodomir Goiabeira Júnior. Em sua avaliação, a motivação por meio do futebol e de atividades socioeducativas contribuirá para a promoção da saúde e desenvolvimento dessas meninas, que se encontram em situação de vulnerabilidade social. A prática do esporte cria condições para as garotas fortalecerem sua auto-estima, identidade cultural, cidadania e capacidade de liderança.
O projeto, que tem duração de dois anos, prevê atividades de preparação e treinamento para prática do futebol para meninas de 10 a 18 anos e cursos específicos para árbitros e técnicos. Entretanto, o conteúdo do programa não se limita ao esporte. Durante os encontros e treinamentos, serão abordados temas como sexualidade, gravidez precoce, trabalho infantil (especialmente o doméstico), abuso e exploração sexual, doenças sexualmente transmissíveis e HIV/AIDS. R20;Para muitas meninas, esta vai ser uma oportunidade de crescer como profissional de futebol, mas, creio que teremos muito mais... respeito e reconhecimento como mulheres e seres capazesR21;, declara a jovem Jesuslene Moreira Pereira, 18, moradora da comunidade Santo Antônio, na zona urbana de Codó.
Com cerca de 120 mil habitantes, o município de Codó, situado a aproximadamente 300 km da capital, é hoje o quinto maior colégio eleitoral do Estado, e mesmo assim possui um dos índices educacionais mais baixos do Brasil. A cidade apresenta um desempenho particularmente precário no acesso à educação fundamental de qualidade. A situação é pior para as meninas: muitas são forçadas a trabalhar na economia informal da região, na qual onde as condições de trabalho são freqüentemente perigosas e humilhantes.
A Plan é uma organização não-governamental sem fins lucrativos, sem filiação religiosa ou política, que existe desde 1937 e trabalha em mais de 60 países. Organização de desenvolvimento comunitário centrado na criança e no adolescente, atua no Brasil desde 1997. Hoje, com projetos nas áreas de educação, saúde, direitos, participação e segurança alimentar, beneficia mais de 75 mil crianças e adolescentes. (www.plan.org.br).
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