Definitivamente espera-se mais de um filme estrelado por Tom Hanks (O Terminal), Julia Roberts (O Sorriso de Monalisa) e Philip Seymour Hoffman (Capote). Não é o que acontece.
Numa narrativa lenta, o diretor se propõe a participar o espectador sobre a Guerra entre Afeganistão e União Soviética. Não consegue.
Trata-se de um filme que não utiliza coerentemente seu brilhante elenco, relegando-os a personagens caricatos, quando não austeros demais.
O enredo, baseado no livro do jornalista George Crile, aborda a trajetória do inexpressivo e mulherengo congressista norte americano Charlie Wilson (Tom Hanks, que também assina a produção do longa), que, após uma visita amigável ao paÃs, se manifesta sensÃvel à s barbaridades sofridas pelo povo afegão diante dos soviéticos. Desta forma, arquiteta uma aliança entre os paquistaneses, egÃpcios e israelenses que têm nos estados Unidos um suporte financiador da resistência ocorrida no inÃcio dos anos 80.
Soma-se a este cenário as interferências eróticas duma das mulheres mais ricas do Texas, Joanne Herring (Julia Roberts), e de Gust Avrakotos – agente da CIA (Philip Seymour Hoffman).
As faixas da trilha sonora não se ajustam às cenas em que são inseridas, os figurinos apresentam problemas de execução e caimento, como quando a socialite vivida por Julia recebe ostensivamente em sua mansão a nata endinheirada do sistema social ao qual pertence com o objetivo de arrecadar fundos em prol dos desfavorecidos.
Mike Nichols dirige os 97 minutos da obra recheada de piadas que passam despercebidas aos olhares do público, mesmo dos mais atentos. Entretanto, é preciso ressaltar que a temática do filme é interessante o suficiente para suscitar interesse nos grandes empresários de Hollywood e motivar superproduções.

A má execução do material empÃrico somada à frieza de atores consagrados em papéis inverossÃmeis gera um produto descartável e extremamente perecÃvel.
Apesar de tudo, vale ser visto para constatar como as visões sobre um determinado fato histórico podem ser tornar simplista e sem emoção, comprometendo completamente o interesse daqueles que se sugerem desfrutar do momento cinematográfico proposto.
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