Pesquisadores alertam: a leptospirose mata quatro em cada dez pessoas infectadas

Jornal Hoje

Atualizada em 27/03/2022 às 14h11

SÃO PAULO - Em locais onde o esgoto corre no meio da rua, a leptospirose se espalha.Pode ser em grandes centros urbanos ou em pequenas localidades; se há rato e falta de saneamento, aumenta o risco de homens e mulheres contraírem a doença.

A explicação é simples: em época de chuva, são os adultos que limpam a casa invadida pela água. As crianças raramente pegam a doença porque são as primeiras a serem protegidas.

Na Bahia, este ano, até setembro já tinham sido confirmados 131 casos de leptospirose, com 23 mortes. O Rio de Janeiro registrou este ano 501 casos, com 62 mortes. Em São Paulo, os números são ainda mais assustadores: 736 casos, 81 mortes.

O que vem preocupando pesquisadores e médicos são os casos de leptospirose com sangramento pulmonar. O índice de mortes com essa forma mais grave da doença é muito alto. De cada dez casos, pelo menos quatro pessoas morrem. Os primeiros casos de leptospirose com sangramento pulmonar começaram a ser diagnosticados a partir de 2003.

Os pesquisadores alertam que os sintomas da leptospirose são muito semelhantes aos da dengue e de gripes mais fortes: febre, dor de cabeça e dor no corpo. Por isso, eles querem que os médicos fiquem mais alertas aos períodos de dez a 15 dias após chuvas fortes e inundações.

O médico também deve investigar o aparelho respiratório para ver se tem alguma evidência de hemorragia, e cuidar desse paciente mais de perto, dar um tratamento a ele mais intenso”, orienta o diretor da Fiocruz Bahia, Mitermayer Reis.

A recomendação é de que os pacientes que sentirem os mesmos sintomas da dengue e apresentarem também olhos amarelados e dor na batata da perna procurem imediatamente um médico. Tratada a tempo, a leptospirose, mesmo na forma mais violenta, tem cura na maioria dos casos.

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