Crianças e amendoim combinam cada vez menos

CNN

Atualizada em 27/03/2022 às 15h26

Pesquisadores britânicos concluíram que cada vez mais crianças estão desenvolvendo reações adversas a amendoins. A porcentagem de crianças que apresentaram resultado positivo nos testes de alergia à leguminosa em uma clínica triplicou desde 1989, segundo a equipe do Centro de Pesquisa de Alergia e Asma David Hide.

O motivo pode ser porque cada vez mais mulheres grávidas e mães que amamentam estão comendo amendoins.

Os pesquisadores realizaram testes cutâneos em 1.246 crianças nascidas entre 1994 e 1996. Os pais tiveram que responder a perguntas sobre histórico de asma, febre do feno e eczema, além de outras questões específicas relacionadas à alergia a alimentos, incluindo amendoim, outras alergias graves e reações anafiláticas.

Os pesquisadores publicaram suas conclusões no Journal of Allergy and Clinical Immunology. Segundo eles, 3,3 por cento das crianças - ou 41 delas - apresentaram resultado positivo para amendoins, em contraste com um exame semelhante, feito em 1989, que teve índice de 1,1 por cento.

As crianças com resultado positivo para alergia a amendoim apresentaram um alto nível de atopia, que é a tendência genética a desenvolver alergia e sintomas de asma, segundo os pesquisadores.

Metade delas apresentava histórico de asma e quase todas haviam tido eczema - inflamação na pele caracterizada por vesículas e crostas, que formam prurido.

A alergia a amendoim não é comum na população, mas pode ser mortal. Médicos dizem que mulheres com história familiar de alergia não devem comer amendoins quando estão grávidas ou amamentando. E as crianças com os mesmos antecedentes familiares também não devem comer amendoim.

Leia outras notícias em Imirante.com. Siga, também, o Imirante nas redes sociais X, Instagram, TikTok e canal no Whatsapp. Curta nossa página no Facebook e Youtube. Envie informações à Redação do Portal por meio do Whatsapp pelo telefone (98) 99209-2383.