MUNDO - A atriz e cantora Halle Bailey voltou a falar sobre os desafios de interpretar Ariel no live-action de A Pequena Sereia. Em entrevista à Variety, a artista refletiu sobre a repercussão do filme e as críticas envolvendo a mudança de etnia da personagem, originalmente retratada como branca na animação de 1989.
Apesar da onda de comentários negativos, muitos deles com teor racista, Bailey afirmou que a experiência teve um impacto positivo em sua trajetória pessoal.
“Como eu explico isso. Na verdade, foi libertador estar no meio dessa conversa em que tantas opiniões diferentes surgiam, e eram tão opostas entre si… Eu me sentia como se estivesse me observando dentro de um copo, vendo como as pessoas reagiam a isso… Crescer na indústria pode realmente desenvolver seu senso de identidade e, para mim, isso me mantém com os pés no chão. Sei que para algumas pessoas é o oposto, mas eu sempre penso: ‘Nada disso é real'”
Entre críticas e autodescoberta
A escala da repercussão colocou Bailey no centro de um debate global sobre representatividade em Hollywood. Mesmo assim, a atriz destacou que o momento contribuiu para fortalecer sua identidade e sua forma de lidar com a fama.
Para manter o equilíbrio emocional, ela revelou buscar refúgio fora do ambiente da indústria, especialmente na natureza e nas relações pessoais.
“Eu adoro me sentir pequena, perceber que o mundo é tão grande e bonito e que eu sou apenas uma parte minúscula dele. O fato de eu estar aqui é uma bênção, e sou grata [por fazer música e atuar], mas, ao mesmo tempo, isso não é o que mais importa na vida. O que importa é manter os pés no chão e valorizar as pessoas que amamos”
Rede de apoio feminina
Durante o período mais intenso de críticas, Bailey contou com o apoio de outras artistas que também enfrentam grande exposição pública. Entre os nomes citados estão Zendaya, Ariana Grande e Rachel Zegler.
Segundo ela, essa rede de apoio foi essencial para atravessar o momento.
“Como mulheres, acho que criamos uma espécie de bolha protetora umas para as outras, especialmente quando vemos uma colega lidando com tantas opiniões. Rachel foi definitivamente uma dessas pessoas. Eu a amo. Todas nós entendemos o quão vulnerável é essa posição e, no fim das contas, somos mulheres jovens… somos inseguras… Eu também sou insegura às vezes, e as opiniões das pessoas podem confundir nossos próprios pensamentos. Por isso é especial ter uma comunidade que está ali para dizer: ‘Você é incrível. Estamos aqui por você'”
Representatividade em pauta
A escolha de Halle Bailey para viver Ariel marcou um dos debates mais intensos recentes sobre diversidade no entretenimento. Mesmo diante das críticas, o filme consolidou a atriz como um dos nomes mais relevantes de sua geração e abriu espaço para discussões mais amplas sobre inclusão nas telas.
Para Bailey, no entanto, a maior conquista vai além das telas: manter-se fiel a si mesma em meio ao barulho externo.
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