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Britney Spears vende catálogo musical completo; entenda os detalhes

Britney Spears fechou acordo com a Primary Wave; negociações desse tipo podem render centenas de milhões e atraem artistas e fundos.

Na Mira, com informações do g1

Britney Spears vende catálogo musical completo; entenda os detalhes. (Foto: Reprodução)

MUNDO - Britney Spears entrou para a lista de artistas que transformaram sua obra em ativo financeiro. Segundo o site americano TMZ, a cantora vendeu os direitos de todo o seu catálogo musical para a editora Primary Wave, em um acordo classificado como “histórico”. O valor não foi divulgado.

Dona de sucessos como Toxic, Oops!... I Did It Again e …Baby One More Time, Britney Spears teria comemorado a decisão ao lado dos filhos. A negociação se junta a uma tendência crescente na indústria: músicos vendendo suas músicas por quantias milionárias para empresas especializadas em gestão de direitos.

A Primary Wave já administra catálogos de nomes como Notorious B.I.G. e Fleetwood Mac, e agora passa a controlar também os rendimentos gerados pelas canções da artista, seja em streaming, execuções públicas, trilhas sonoras ou publicidade.

Como funciona a venda de um catálogo musical

Um catálogo musical reúne todas as músicas de um artista. Ele pode incluir tanto as obras (as composições) quanto os fonogramas (as gravações que chegam ao público).

Quando há uma venda, o artista transfere esses direitos para outra empresa ou investidor. Em troca, recebe um pagamento único, geralmente alto, que funciona como uma antecipação dos ganhos futuros que aquelas músicas ainda vão gerar.

Na prática, quem compra passa a arrecadar os royalties de plataformas digitais, rádios, shows, filmes, séries e campanhas publicitárias que utilizem as faixas.

O advogado especializado em direito autoral Gustavo Deppe explicou ao g1 que o novo dono assume não só os ganhos, mas também a responsabilidade de fazer o catálogo render. Ou seja, negociar licenciamentos e buscar novas oportunidades comerciais.

Como o valor é calculado

Antes de fechar negócio, é feito um valuation, uma análise financeira baseada no histórico de rendimento das músicas.

Especialistas avaliam os ganhos dos últimos anos, a estabilidade do catálogo e seu potencial de crescimento. Dependendo do desempenho, o lucro anual pode ser multiplicado por vários anos para chegar ao preço final.

Se o artista ainda está em alta ou voltou a viralizar nas plataformas, o valor sobe. Se a audiência caiu, a oferta tende a ser menor.

Por que os artistas vendem

O principal motivo é financeiro. Receber um grande montante de uma só vez pode ajudar a financiar novos projetos, turnês ou simplesmente garantir estabilidade.

Também pesa o fato de que gravadoras, editoras e fundos têm estrutura para explorar melhor as músicas no mercado, conseguindo inseri-las em filmes, séries, comerciais e outras frentes de licenciamento.

A prática deixou de ser exclusiva de veteranos. Hoje, até artistas independentes negociam partes do catálogo para levantar capital.

Um mercado bilionário

Britney agora se junta a uma lista de artistas que já fecharam acordos semelhantes. Entre as estimativas divulgadas pela imprensa internacional, estão:

  • Bruce Springsteen: US$ 500 milhões
  • Shakira: US$ 300 milhões
  • Bob Dylan: US$ 300 milhões
  • Paul Simon: US$ 250 milhões
  • Justin Bieber: US$ 200 milhões
  • Red Hot Chili Peppers: US$ 150 milhões
  • Neil Young: US$ 150 milhões
  • Stevie Nicks: US$ 100 milhões
  • Rod Stewart: US$ 100 milhões


Um dos casos mais emblemáticos foi o de David Bowie, que ainda nos anos 1990 criou os chamados “Bowie Bonds”, vendendo direitos de 25 álbuns por US$ 55 milhões. Já o catálogo de Michael Jackson é considerado o mais valioso da história, com cifras que ultrapassam a casa do bilhão de dólares.

O que muda para os fãs?

Para o público, quase nada. As músicas continuam disponíveis nas plataformas normalmente. A diferença acontece nos bastidores: quem passa a receber os royalties não é mais o artista, mas o novo proprietário dos direitos.

No caso de Britney Spears, os hits que marcaram os anos 2000 seguem tocando como sempre, só que agora rendendo lucros para outra empresa.

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