MARANHÃO - Pela primeira vez na história do Prêmio Sebrae de Jornalismo, o Maranhão terá um trabalho na etapa nacional da premiação. A conquista veio com a reportagem do repórter Marcelo Moreira, exibida no programa Repórter Mirante, da TV Mirante, que venceu as etapas estadual e regional e garantiu a vaga do Nordeste na categoria Vídeo.
A produção aborda a importância do coco babaçu para a economia maranhense, com destaque para o trabalho das quebradeiras de coco de Coroatá e as oportunidades geradas pelo aproveitamento sustentável do recurso natural. Agora, a reportagem concorre com outras quatro finalistas regionais, selecionadas entre 1.310 inscrições recebidas na categoria em todo o país.
A cerimônia de premiação será realizada no dia 26 de novembro, às 19h, em Brasília, no Distrito Federal. Na etapa nacional, a produção maranhense disputará o reconhecimento com trabalhos das regiões Sul, Norte, Centro-Oeste e Sudeste.
Para Marcelo Moreira, a classificação é resultado do envolvimento de toda a equipe na produção de uma reportagem que busca dar visibilidade a uma riqueza do estado e às pessoas que dependem dela. O repórter destacou que representar o Maranhão na disputa também significa levar a história das quebradeiras de coco e de outros empreendedores maranhenses para um público mais amplo.
“Chegar à etapa final, representar o Nordeste, representar o Maranhão, eu acho que é mais que representar o nosso estado. É representar também a TV Mirante, os seus telespectadores, as pessoas que vivem aqui, os povos que são empreendedores, as quebradeiras de coco, as pessoas que participaram da reportagem”, afirmou.
Segundo o jornalista, a equipe se dedicou a apresentar o babaçu a partir de uma perspectiva sustentável, mostrando tanto o potencial econômico do recurso natural quanto a realidade das comunidades envolvidas na atividade. Ele ressaltou que a intenção inicial não era conquistar um prêmio, mas ampliar o debate sobre o tema e chamar a atenção para a necessidade de políticas públicas voltadas a essas populações.
“A gente se debruçou mesmo para conseguir contar essa história, sem intenção alguma de ganhar um prêmio. A gente tinha a intenção de levar para o público, levar para as autoridades esse assunto, para que elas conseguissem criar políticas públicas eficazes, que pudessem olhar para o coco babaçu com mais humanidade, olhando as pessoas”, destacou.
Maranhão registra recorde de inscrições
Além da classificação inédita para a etapa nacional, o Maranhão alcançou outro resultado expressivo nesta edição do prêmio. Ao todo, foram registradas 197 inscrições, o maior número já contabilizado pelo estado na competição. O desempenho colocou o Maranhão entre os cinco estados com mais trabalhos inscritos no Brasil e na liderança em número de inscrições entre os participantes das regiões Norte e Nordeste.
Para o gerente de Comunicação do Sebrae Maranhão, João Torres, os números demonstram a capacidade do jornalismo local de transformar histórias do território em pautas de relevância nacional. Ele também destacou a importância de valorizar os profissionais que dão visibilidade ao empreendedorismo e às oportunidades geradas pelos pequenos negócios.
“O Maranhão tem histórias que precisam ser conhecidas pelo Brasil. A reportagem de Marcelo mostra como o jornalismo pode dar visibilidade a quem empreende, revelar oportunidades e ampliar o debate sobre desenvolvimento. Representar o Nordeste em uma categoria com 1.310 inscritos demonstra a dimensão dessa conquista e a qualidade do trabalho realizado por esses parceiros indispensáveis da imprensa”, afirmou.
João também ressaltou a importância de fortalecer a qualidade das produções jornalísticas e de reconhecer os profissionais que contribuem para divulgar iniciativas empreendedoras no estado. Para ele, a premiação é uma oportunidade de ampliar o alcance dessas histórias e mostrar como o jornalismo pode contribuir para o desenvolvimento local.
Reportagem destaca potencial do babaçu
Produzida em Coroatá, a reportagem acompanha o trabalho das quebradeiras de coco e apresenta as possibilidades de aproveitamento sustentável do babaçu, recurso natural que tem importância econômica e social para diversas comunidades maranhenses.
A produção mostra como o conhecimento tradicional pode se conectar a novas oportunidades de geração de renda, com a utilização do coco na elaboração de diferentes insumos e produtos. A abordagem aproxima o público de uma atividade ligada à identidade do Maranhão e evidencia o papel das comunidades extrativistas na bioeconomia.
Ao dar visibilidade a essas experiências, o trabalho também amplia a discussão sobre empreendedorismo, sustentabilidade e desenvolvimento. A história das quebradeiras de coco mostra como iniciativas enraizadas no território podem contribuir para a economia local e reforça a importância de políticas públicas que considerem a realidade das pessoas envolvidas nessa atividade.
Sobre o Prêmio Sebrae de Jornalismo
O Prêmio Sebrae de Jornalismo reconhece trabalhos jornalísticos sobre empreendedorismo, sustentabilidade, inovação e a contribuição dos pequenos negócios para o desenvolvimento do país. A seleção ocorre em três etapas: estadual, regional e nacional.
Na etapa estadual, são escolhidos os melhores trabalhos de cada unidade da Federação. Em seguida, os vencedores disputam a representação de suas regiões. Na fase nacional, as produções selecionadas regionalmente concorrem ao reconhecimento final.
Entre os critérios de avaliação estão relevância e interesse público, qualidade da narrativa, ética, originalidade, criatividade e diversidade de fontes. Na categoria Vídeo, também são considerados aspectos como qualidade estética, recursos de edição e capacidade de construir uma história coerente e de impacto para o telespectador.
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